terça-feira, 31 de janeiro de 2012

MASSACRE DO PINHEIRINHO: PSDB DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS RECEBEU R$427 MIL DO RAMO IMOBILIÁRIO EM 2008





Por Felipe Prestes, do portal Sul21
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O comitê municipal único do PSDB em São José dos Campos recebeu R$ 427 mil de doações declaradas de 22 empresas do ramo imobiliário nas eleições de 2008. O valor representa aproximadamente 20% dos R$ 2.109.475 recebidos pelo comitê. Destes mais de R$ 2 milhões do comitê, cerca de R$ 630 mil foram destinados à campanha vitoriosa do atual prefeito Eduardo Cury (PSDB).
O deputado estadual Fernando Capez (PSDB), irmão do desembargador do TJ-SP Rodrigo Capez, que coordenou a ação policial em Pinheirinho, também recebeu bastante apoio do ramo imobiliário nas eleições de 2010. Quinze empresas do ramo doaram um total de R$ 424.462,02 para a campanha de Capez, 38% de tudo o que ele arrecadou (R$ 1.114.443,90).
Pinheirinho tem área de 1,3 milhão de m² e estava ocupada por 1,6 mil famílias desde 2004. A Prefeitura de São José dos Campos obteve propostas dos governos estadual e federal para inscrever a área em projetos habitacionais sem que tivesse que pagar o valor do terreno, que pertence ao especulador Naji Nahas, mas não quis fazê-lo. Na ação de desocupação, o desembargador Rodrigo Capez esteve no local representando o TJ-SP e ordenou a continuidade das ações — mesmo que liminares da Justiça Federal colocassem um impasse jurídico, só resolvido pelo STJ no dia seguinte à reintegração de posse.

As informações foram extraídas do site do TSE. Clique nas imagens abaixo para conferir..














segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Uma polícia bem “imparcial”.

 A polícia de Nova York utilizou durantes meses um filme anti-islâmico para treinar agentes locais a combaterem práticas de terrorismo. O polêmico documentário “A Terceira Jihad” acusa a maioria dos líderes muçulmanos nos Estados Unidos de tentarem impor a sharia, lei islâmica, no país. Quase 1.500 agentes formados em práticas antiterroristas assistiram ao filme durante o treinamento em 2011. Mas depois de severas críticas publicadas em dois artigos do jornal New York Times, afirmando que o filme “incita o ódio”, tanto o chefe de polícia da cidade, Raymond Kelly, que foi entrevistado no filme, quanto o prefeito Michael Bloomberg passaram a criticar o conteúdo do filme. 

Cuidado com o Facebook.

 Atilio Boron é diretor do PLED (Programa Latinoamericano de Educación a Distancia en Ciencias Sociales) e um conhecido sociólogo argentino. Nesta semana ele fez uma curiosa denúncia. Havia feito uma crítica séria dizendo que a secretária de Estado Hillary Clinton, diante do quinto assassinato de um cientista iraniano, limitou-se a encolher os ombros e dizer que isso era o resultado das provocações de Teerã. Boron escreveu que a Clinton é “o elo perdido entre as aves carniceiras e a espécie humana”, falando de sua gargalhada quando lhe comunicaram o linchamento de Kadafi. O problema é que ele teria escrito isto no Facebook e, poucas horas depois, foi comunicado que o acesso à sua conta estava proibido.

Por que a imprensa não fala nisto?

 Johnny Owens Vick, Hozel Alanzo Blanchard e um terceiro nome ainda não divulgado eram prisioneiros na Califórnia e participaram da greve de fome contra as péssimas condições carcerárias. Os três estão mortos em consequencia da greve de fome e, segundo outros prisioneiros que estão em celas próximas, não receberam qualquer atendimento médico. Familiares dos mortos e seus advogados não conseguem informações das autoridades carcerárias e o departamento do governo que cuida das prisões não fez sequer autópsia. Fonte: http://www.tercerainformacion.es/spip.php?article33259

Republicanos atacam Cuba e desejam morte de Fidel.


 Parece uma espécie de fixação doentia!  O grande problema dos EUA não é a crise econômica, não é o desemprego em alta, não é a miséria crescendo em suas ruas, etc. Nada disto! O grande problema para os EUA, a paranóia deles, é uma pequena ilha no Caribe que vive independente e feliz, apesar de mais de 40 anos de bloqueio.
Em debate entre candidatos realizado na segunda-feira (23), dois dos quatro pré-candidatos gastaram praticamente todo o tempo atacando o governo de Raúl Castro e fazendo ameaças. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Newt Gingrich, afirmou que caso fosse eleito, em novembro, não permitiria “mais quatro anos de regime socialista” em Cuba. O ex-senador Rick Santorum apoiou a proposta de Gingrich de espionagem e classificou Cuba como uma “ameaça grave” para a segurança dos EUA. “As sanções devem continuar até que os irmãos Castro estejam mortos”.

A “nova” guerra de Obama.


Em um discurso recente, no Congresso, o presidente dos EUA declarou que vai reduzir o orçamento militar e também o número de efetivos no exército e na marinha. Por outro lado, deixou claro que seu país vai investir mais em tecnologia militar, como os aviões “drones”, e também na tática de “assassinatos seletivos”. Ou seja, a exemplo do que ocorreu recentemente com o cientista iraniano, a idéia é matar alguns personagens considerados importantes para evitar conflitos maiores.
Caio Blinder, um brasileiro que vive nos EUA e apresenta o programa de televisão Manhattan Connection, transmitido pelo canal GNT, do sistema Globosat, defendeu esta política. Em certa parte do seu programa ele teria falado sobre o assassinato de cientistas iranianos dizendo que “preciso matar gente agora” para evitar mais mortes do futuro, além do que, acrescenta, “você intimida outros cientistas”.

Sábias palavras!

 Uma perfeita definição daquele grande país do norte acaba de ser dada pelo cineasta Michael Moore. Segundo ele, “Esta é uma nação fundada no genocídio e construída sobre os ombros de escravos”! Durante um discurso feito na Universidade George Washington, sobre a pobreza existente no país, Moore acusou os EUA de obter a riqueza através da escravidão. Só faltou dizer que é também através da exploração e escravidão de outros povos, ainda hoje.

Covardia e desrespeito.

 Na terça-feira (24), o exército de Israel demoliu uma dezena de moradias e prédios palestinos na localidade de Anata (Cisjordânia). Entre as construções destruídas estava um centro comunitário e uma casa de abrigo construídos por voluntários espanhóis com financiamento da Agência Espanhola de Cooperação e Desenvolvimento. Uma das construções destruída era abrigo para uma família de 17 pessoas, já desalojadas em outras ações do exército israelense.

Até a União Europeia?


 A União Europeia defendeu nesta quarta-feira (25) o fim do bloqueio imposto por Israel aos palestinos que vivem na Faixa de Gaza. O pedido foi feito pela chefe da diplomacia do bloco, Catherine Ashton, em uma visita à região para a assinatura de um acordo de financiamento de projetos da ONU nos territórios ocupados. É a terceira vez que Ashton vai a Faixa de Gaza.
A representante diplomática europeia destacou que o bloqueio que Israel impôs a esse território “deve ser levantado para permitir que as pessoas se movimentem com liberdade”.

Crise vai acabando com os empregos.


 As informações são da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entrando no quarto ano, a crise econômica põe o mundo à beira de uma explosão social que exigirá um plano de resgate trilionário para ser superada. Os dados divulgados pela OIT mostram que a crise do desemprego é a pior já registrada e a economia mundial terá de criar 600 milhões de postos de trabalho até 2020 para inserir os que hoje estão desempregados e ainda incorporar milhões de jovens que entrarão no mercado produtivo.
Desde 2007, 27 milhões de pessoas perderam o trabalho, fazendo o número global de desempregados atingir o recorde de 197 milhões de pessoas, uma alta de 13% em poucos anos. Metade dessa massa de desempregados está nos países ricos e a taxa média mundial de desemprego passou de 5,5% para 6,2%. Na América Latina, 3 milhões de pessoas foram demitidas nos dois primeiros anos da crise, fazendo a taxa subir de 7,0% para 7,7%. Em 2010 e 2011, porém, o índice caiu para 7,2%.
Na Europa, 45 milhões de pessoas estão sem trabalho. Um terço já busca emprego por mais de um ano. Na melhor das hipóteses, a taxa de desemprego que bateu 8,8% em 2010 será reduzida para 7,7% em 2016. Mas, ainda assim, estará acima dos 6,1% de 2008.

Na Suíça, quem protesta vai preso.

 A polícia suíça vai indiciar mais de 100 manifestantes que fizeram protesto em Berna no sábado (21) contra o Fórum Econômico Mundial. O movimento chamado “Ocupem Davos” segue o exemplo dos manifestantes do “Ocupem Wall Street” e protestam contra a desigualdade de renda no planeta e a ganância dos ricos. Fizeram acampamento em iglus e permanecem protestando na região. A polícia prendeu também dois homens sob a suspeita de terem pichado as paredes do Banco Central da Suíça, em Zurique, com a expressão “Smash WEF” (Acabem com o Fórum Econômico Mundial).

Romênia também afunda na crise neoliberal.


 Depois de 1989, com o fim do comunismo, a Romênia foi remodelada segundo as mais rígidas normas do capitalismo, ou seja, tudo ao mercado e nada ao Estado. Os cidadãos romenos puderam ter dezenas de canais de televisão, centenas e marcas de produtos importados, todos os tipos de bens que o mercado oferece. 
Em 1989, antes de o capitalismo vencedor oferecer todas as delícias do mercado, a Romênia não tinha dívida externa. Em 2011 a Romênia fechou o ano com uma dívida externa (pública e privada) de 100 milhões de euros, o que é um absurdo se comparada com o seu PIB de apenas 120 milhões de euros.
O desemprego cresce, os salários estão reduzidos e o desespero toma conta da população. Profissionais como professores e médicos fogem para outros países em busca de emprego e salário digno. A cada dia aumenta a distância entre ricos e pobres na Romênia, mas agora eles podem escolher entre mais de 40 marcas de cigarros e quase 100 canais de televisão! (http://www.rebelion.org/noticia.php?id=143398)

Na Inglaterra, trabalhador virou sinônimo de parasita e desajustado.

 A mídia inglesa criou uma nova expressão que está aparecendo cada vez mais em jornais, TVs e até em páginas da Internet. Trata-se de uma nova palavra sem definição própria: “chavs”. O termo vem sendo usado para menosprezar o jovem pobre, que não encontra trabalho fixo e vive em dificuldades, recebendo ajuda do Estado. Mas é também usado para definir o jovem trabalhador de baixo salário que anda com roupas comuns. Seja qual for a definição para “chavs”, o grave nisto tudo é que a classe trabalhadora na Inglaterra teve sua dignidade roubada nos últimos trinta anos! Os conceitos neoliberais introduzidos por Margaret Thatcher acabaram de vez com a imagem dos trabalhadores ingleses que agora são vistos como parasitas que vivem à custa de ajudas do Estado. É o triunfo de um individualismo que afundou o sistema de valores solidários da classe trabalhadora. Em 1979 havia sete milhões de operários com um forte peso de mineiros, portuários e do setor automotivo. Hoje há dois milhões e meio, as minas desapareceram e só a empresa automotiva, em mãos estrangeiras, está crescendo.

Cuba dá exemplo na luta contra AIDS.

 O conselheiro chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Carlos Cortes Falla, elogiou os resultados obtidos por Cuba na prevenção do vírus da AIDS. Segundo Cortes, o país possui a menor taxa de infecção de HIV em toda a América Latina. Cortes comentou a atuação cubana na área durante o 6º Congresso de Educação, Orientação e Terapia Sexual, realizado em Havana entre terça (24) e sexta-feira (27). Para o representante da ONU (Organização das Nações Unidas), o desempenho cubano na prevenção da doença é resultado da disciplina e da organização que as instituições cubanas mostram a respeito do tema.

A carruagem virou abóbora!


 Orlando Zapata Tamayo era um preso comum cubano que, durante sua prisão, foi convencido a fazer declarações contra o governo para ganhar “status” de preso político. Depois foi também convencido a fazer uma “greve de fome” para chamar a atenção. Orlando Zapata acabou falecendo e se tornou material de propaganda contra Cuba. Sua mãe, Reina Luisa Tamayo, foi levada para a Espanha e depois para os EUA, aparecendo várias vezes em programas de TV para fazer discursos contra o regime cubano.
Agora tudo mudou. Reina Luisa Tamayo vive nos EUA e foi entrevistada por um jornalista de Miami, Miguel Fernández, a quem disse que se sente “traída, enganada e decepcionada”. Ela disse que “os que nos prometeram ajuda nos traíram”. “Somos nove pessoas (cubanas) vivendo juntas em uma casa, sem dinheiro para pagar o aluguel mensal de 2.300 dólares, além das contas (água, luz, telefone, calefação e alimentação). Ela vive em Miami, fazendo faxina em residências para sobreviver.

Ernesto Germano

EUA sabiam sobre roubo de bebês.


 O ex-secretário de Direitos Humanos do Departamento de Estado dos EUA entre 1981 e 1985, Elliot Abrams, admitiu nesta quinta-feira (26) que sabia que os militares argentinos tinham um plano para o roubo e apropriação ilegal de bebês nascidos em centros clandestinos de prisão durante a ditadura do país (1976-1983). “Estávamos a par de que algumas crianças tinham sido roubadas quando os pais estavam presos ou mortos”, afirmou, em depoimento, feito por meio de vídeo-conferência entre juízes de um tribunal oral federal de Buenos Aires e o consulado argentino em Washington. “Sabíamos que não eram só uma ou duas crianças, mas que existia um padrão, um plano, porque havia muita gente que estava sendo assassinada ou presa”, complementou.
Calcula-se que 500 bebês tenham sido roubados e a identidade ocultada durante a repressão argentina. Para encontrá-los, um grupo de mães de presos clandestinamente na época, por razões políticas, se juntaram em uma associação conhecida como “Avós da Praça de Maio”, para tentar encontrar seus netos desaparecidos.

Novos corpos de vítimas da ditadura na Argentina.

 O Tribunal de Apelações do Capital Criminal e Correcional Federal da Argentina localizou, no ano passado, mais de 40 corpos enterrados sem identificação durante a ditadura militar. A procura das vítimas da ditadura argentina nos anos 1970 faz parte das medidas tomadas para dar satisfação às famílias de milhares de desaparecidos. Com essas identificações, chegam a 202 os restos mortais de vítimas da ditadura entregues aos parentes pelo Tribunal de Apelações do Capital Criminal e Correcional Federal da Argentina.

Na Argentina, Monsanto é denunciada por tráfico de pessoas.

 A Administração Federação de Receitas Públicas (AFIP, da sigla em espanhol) da Argentina denunciou a Monsanto por tráfico de pessoas e exploração de 65 trabalhadores em condições degradantes com base em uma fiscalização realizada no final do ano passado. Segundo o jornal argentino Página 12, os camponeses contratados para trabalhar na lavoura de milho foram levados para uma área a 200 km de Buenos Aires, e, então, enganados, endividados e impedidos de deixar o local. Eles disseram, ainda segundo o jornal, cumprir jornadas de até 14 horas seguidas no processo de desfloração do milho.



Panamá pede extradição de terroristas que vivem nos EUA.


 O Tribunal do Panamá ratificou sentença de 2004 contra Posada Carriles e comparsas. A extradição de Posada Carriles e também Guillermo Novo, Pedro Remón e César Matamoros, assim como do panamenho José Hurtado, foram solicitadas na sexta-feira (20). Eles foram acusados após uma tentativa de atentado contra o ex-presidente cubano Fidel Castro em 2000, quando ele participava de um encontro na Universidade do Panamá. Os envolvidos foram presos na capital panamenha, porém, receberam o indulto.
“O indulto que ilegal e grosseiramente lhes concedeu a ex-presidenta Mireya Moscoso, que facilitou a fuga do Panamá, vai por água abaixo, pois foi declarado inconstitucional pelo Segundo Tribunal, que confirmou a sentença do Julgado Quinto Penal do grupo terrorista", disse o advogado Rafael Rodríguez.
O tribunal panamenho confirmou a sentença do Julgado Quinto Penal mediante édito no qual notifica oito anos de prisão para Posada Carriles e Jiménez; sete anos para Novo Sampol, Remón e Matamoros; e quatro anos para Hurtado. Será que o governo dos EUA vai cumprir as regras do direito internacional e extraditar os terroristas? Com a palavra o “senhor” Obama, Nobel da Paz.

Ernesto Germano

sábado, 28 de janeiro de 2012

A VELHA MARMITA RANÇOSA DA MÍDIA BRASILEIRA


Por Cristóvão Feil, do Diário Gauche (publicado originalmente no Jornalismo B*)


O jornal britânico Financial Times, uma das bíblias do neoliberalismo, caiu na real e está fazendo uma série de matérias sobre a crise estrutural do capitalismo, se dando a liberdade de cogitar que estamos experimentando o limiar de um novo sistema de produção, mesmo não se sabendo ao certo aonde iremos. 
Esse não é qualquer jornal. O FT é uma publicação que circula desde 1888, tem uma tiragem diária de 2,1 milhões de exemplares, circula em 140 países e tem agências editoriais em 50 países.
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Corte rápido.
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O diário paulistano O Estado de S. Paulo estampou em suas páginas, no dia 23 de janeiro último, um artigo do ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, em que ele afirma que os altos ganhos salariais são um dos fortes fatores da atual crise econômica da eurolândia. Pronto, sobrou para os assalariados! É inacreditável que a essa altura da crise alguém ainda atribua a mesma motivações que não as das finanças hipertrofiadas, o descontrole do crédito e a desregulação geral da atividade econômica, em especial a liberdade de ação dos grandes capitais bancários na Europa e no mundo todo. 
Observem que enquanto um jornal de reputação internacional – podemos questionar a sua afiliação político-ideológica – trata da crise de forma direta, frontal e corajosa, o outro, um jornal provinciano como o Estadão, insiste em manter um séquito de especialistas em produzir vianda requentada, como se fora algo fresco e atual, para assuntos tão relevantes como a crise do capitalismo. 
Essa é a grande dificuldade da mídia brasileira: servir marmita rançosa como se estivesse oferecendo peixe fresco grelhado sobre folhas tenras. O problema não é o proselitismo de direita tout court, o problema é o proselistismo de direita, proferido por velhos funcionários da ditadura civil-militar (como Maílson e tantos outros) envolto no papel engordurado do palpite manjado, da opinião pessoal e interessada travestida de vontade geral e republicana.
Prestem atenção: a mídia está coalhada de indivíduos, colunistas, apresentadores, leitores de telepromter e outros quetais que estão ali para expressarem as vozes dos seus donos (ou dos seus patrões e dos amigos dos seus patrões). Entretanto, querem representar o papel de porta-vozes do universal, do democrático e do espírito de nosso tempo.
Ainda bem que eles são péssimos atores e atrizes. 
Coisas da vida.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Colômbia: A ditadura que a imprensa golpista não fala


Em janeiro de 2011, a poeta colombiana Angye Gaona voltava de uma viagem para a Venezuela quando foi presa pela polícia da Colômbia acusada absurdamente de “narcotráfico” e “rebelião”. Durante longos 4 meses, mesmo sem provas, permaneceu encarcerada. Vencido o prazo máximo para seu julgamento, Angye teve que ser posta em liberdade. Mas agora, no dia 23 de janeiro de 2012, ela e mais 3 pessoas serão injustamente julgadas e correm o risco de pegar até 20 anos de prisão. 
Para entender o processo kafkiano por qual passa Angye (e milhares de outros colombianos) é preciso entender os reais motivos de sua prisão e, para isso, é preciso compreender a Colômbia, verdadeiro ponto-cego da América, apagada pela mídia e pouco discutida até mesmo pelas organizações de esquerda.
Colômbia: miséria e rebeldia
A Colômbia, apesar de ser a 4ª maior economia da América Latina, é o 3º país mais desigual do mundo: 68% da população são miseráveis e pobres que “vivem” ao lado de uns poucos milionários, como o banqueiro Sarmiento Angulo que domina quase metade do crédito do país, sendo o 75º no ranking dos mais ricos do mundo. Essa imensa desigualdade vem crescendo enormemente com a ação das multinacionais que exploram e roubam as imensas riquezas naturais da Colômbia, agindo sobre 40% do território (áreas já concedidas ou em trâmite).
Esse quadro de desigualdade vem se construindo ao longo da história do país, gerando choques violentos entre liberais, conservadores e comunistas.
Um dos mais marcantes acontecimentos de sua história se deu em 1964, quando liberais e conservadores lançaram o exército contra camponeses rebelados influenciados pelos comunistas, promovendo o Massacre de Marquetália. Desse massacres, escapam para as selvas 48 camponeses que fundam as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC) e dão início a mais antiga guerrilha do mundo, que controla hoje entre 15% e 20% do território colombiano.
Dentro desse contexto de enormes desigualdades e intensa revolta popular, os governos colombianos (Ayala, Uribe e, agora, Santos) vêm reprimindo duramente qualquer manifestação de pensamento crítico; criminalizando as liberdades de expressão, manifestação e livre organização; e reduzindo as FARC a um grupo “narco-terrorista”, ignorando suas reivindicações políticas. Tudo isso com enorme apoio militar dos EUA (Plano Colômbia) que tem interesse geopolítico e econômico na região.
O terrorismo de Estado na Colômbia
Há na Colômbia pelo menos 7.500 presos políticos: 90% de civis (sindicalistas, jornalistas, acadêmicos, estudantes, ambientalistas, camponeses) e apenas 10% de membros das FARC. Dados oficiais da Defensoria do Povo, vinculado ao Ministério Público da Colômbia, reconhecem que há 61.604 pessoas “desaparecidas” nos últimos 20 anos, sendo que mais 16.655 ainda não receberam esse status, pois desapareceram há “pouco tempo” (os números estimados pelos movimentos são bem maiores). Em 2010, a Central Unitária dos Trabalhadores da Colômbia denunciou que, em 10 anos, 2.778 sindicalistas foram assassinados, ou seja, 60% dos sindicalistas assassinados no mundo. São comuns as práticas de tortura e assassinatos exemplares praticados pelo exército e pelas milícias de paramilitares que são incentivadas e acobertadas pelo governo. Recentemente, foi encontrada bem atrás da força militar Omega (menina-dos-olhos do Plano Colômbia), a maior cova comum do continente com 2000 corpos de “desaparecidos”.angye-i
Os números indicam um novo recorde macabro na América: a “democracia” colombiana tem destruído mais vidas que as ditaduras do Chile e da Argentina juntas (as duas mais sangrentas!).
“E se um menino preso chora, dirás, 
e se um homem é torturado, dirás.”
O terror de Estado na Colômbia tem intimidado a população que se cala para não ser presa ou morrer. Angye Gaona, ao contrário, vem se posicionando publicamente a favor da luta dos trabalhadores, estudantes e dos milhares de presos políticos. Angye, artista de intensa atividade cultural, faz de sua poesia e de sua arte uma arma de luta e esperança para todos que desejam afirmar a vida na Colômbia. Por isso mesmo, o governo de Santos armou sua prisão e agora prepara um julgamento de “cartas marcadas”, que será realizado a 800Km da cidade natal de Angye, impedindo o depoimento e as manifestações das pessoas que a conhecem. O governo colombiano quer prender Angye por ser livre!
Para garantir a liberdade de Angye e dos demais presos políticos é preciso uma campanha internacional que denuncie o terrorismo de Estado colombiano. Calar diante da situação colombiana é aceitar, indiretamente, que o mesmo ocorra no Brasil. É visível, nos últimos anos, o crescente desrespeito aos direitos humanos no Brasil que se manifesta mais claramente nas ações policiais e militares em morros, nas periferias, nas universidades e nas desocupações. É preciso forjar, apesar das dificuldades, a unidade de luta latinoamericana, pois um fantasma ronda a América... e, infelizmente, não parece ser o do comunismo.

Para saber como lutar pela liberdade de Angye Gaona visite o site: Angye Gaona Livre 

Retirado do sítio da Caros Amigos http://carosamigos.terra.com.br/index2/

Trabalho voluntário?

A charge animada que segue no atalho abaixo, até é engraçada, mas subverte a ideia de "trabalho voluntário" e a confunde com a de exploração capitalista. Isto, dento de um absurdo chamado por tantos de "sinal de maturidade do país", ou de "oportunidade única para o Brasil" ou ...

http://charges.uol.com.br/2012/01/17/cotidiano-trabalho-voluntario/

Chico Baeta

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Pinheirinho: um relato franco e desesperado


Por Pedro Nogueira
Ainda estou em choque. Com aquela sensação de que qualquer risada, ou mudança de assunto significa um calar gigantesco sobre a barbárie.
São Paulo está há 17 anos dominado por uma gangue e por seus pastores alemães, rotweillers e pitbulls. Peço perdão. Não são cães – eles não têm tamanha vocação pra crueldade. São monstros. São Paulo não é conservadora. É retrógrada, é atraso. É morte.
Tento fiar minhas esperanças, a cada desânimo que me abate, na dialética da resistência que mostra que quanto maior a pancada, maior a revolta. Me apoio nas pessoas que conheço, nas novas ferramentas de comunicação que ajudam na nossa mobilização. Na fé ateia de que as coisas podem ser melhores. Nas pedras que foram atiradas contra a PM e a GCM armadas. Nos paus que foram utilizados para destruir carros da opressão bruta.
Extraído do sítio www.carosamigos.com.br

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Declaração do PSTU sobre a invasão da PM de São Paulo ao Pinheirinho


• O massacre que aconteceu no Pinheirinho, neste domingo, dia 22, é de responsabilidade total do governador Geraldo Alckmin. Toda a criminosa decisão foi tomada diretamente pelo governador do PSDB. A ação foi claramente um absurdo jurídico, pois passou por cima da orientação do Tribunal de Justiça Federal que, na última sexta-feira, mandou suspender a desocupação. Mesmo assim, o governo do PSDB jogou a tropa de choque da Polícia Militar para expulsar brutalmente os trabalhadores pobres do Pinheirinho de suas casas.

A prefeitura e o governo do estado se aproveitaram da trégua determinada pela justiça federal para atacar o movimento de surpresa num domingo pela manhã. A invasão ocorreu por volta das 6h da manhã, com helicópteros, blindados, armas de fogo, bombas de gás e pimenta e, no mínimo, 2 mil homens vindos de 33 municípios. 
Para o prefeito Cury os pobres não podem morar no Pinheirinho porque a ocupação, que ocorreu há mais de oito anos, fica próxima a bairros de privilegiados da cidade. O PSDB odeia os pobres e protege os ricos!

A prefeitura do PSDB, o governo Alckmin e a PM querem evitar ao máximo a divulgação do número de vítima da desocupação. Querem passar a imagem de uma reintegração “tranquila”. No entanto, o que ocorreu no Pinheirinho foi um massacre apoiado por um gigantesco aparato de segurança, que passou por cima de tudo, até de um mandato judicial federal.

Durante a ação, muitos moradores exibiam seus ferimentos causados pelos disparos de bala de borracha.  Há inúmeros relatos de agressão policial contra idosos, mulheres e até deficientes físicos. A polícia reprimiu os moradores de forma indiscriminada. Inúmeras mães denunciam que foram impedidas pela polícia de pegar os próprios filhos dentro da ocupação. “A gente está aqui é para o ver o bagulho ficar louco” , respondeu um soldados aos apelos de uma das mães”

Dentro das tendas montadas pela prefeitura para abrigar os moradores, a Guarda Civil reprimiu com bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha os moradores, boa parte deles mulheres e crianças, que estavam no local. 

A ação militar lembrou a típica política dos governos do PSDB que, diante de graves problemas sociais, jogam suas tropas para massacrar o povo pobre e trabalhador. Foi assim, durante o governo FHC, na ocasião do massacre dos trabalhadores sem terras, em Eldorado dos Carajás (PA), quando 19 trabalhadores rurais morreram. Também foi assim no o massacre de Corumbiara, quando 12 camponeses foram assassinados. 

A velha política do PSDB se repete no Pinheirinho e agora o sangue escorre das mãos de Geraldo Alckmin. O prefeito Eduardo Cury, também do PSDB, é responsável por sua negligência criminosa desde o início e recusa em negociar inclusive com o governo federal. A juíza Márcia Loureiro também é responsável, pois foi quem ordenou diretamente o massacre e manteve uma intransigência cruel. 

Neste momento, é fundamental que o governo federal da presidente Dilma Rousseff se manifeste e intervenha no conflito. Exigimos do governo federal desaproprie o terreno do bandido Naji Nahas para que as famílias pobres do Pinheirinho possam continuar morando em suas casas. O terreno deve ser dos dos trabalhadores e não de um criminosos condenado por corrupção e lavagem de dinheiro!

Também apelamos para a solidariedade aos moradores do Pinheirinho, que precisam de todo o apoio de todos e todas, sejam ativistas, personalidades, políticos ou artistas. Por isso, apelamos para que as organizações dos trabalhadores convoquem atos e protestos de ruas, em todas as cidades do país, para denunciar o massacre de Geraldo Alckmin. Vamos ocupar a praças e realizar protestos contra a ação criminosa do PSDB.

É preciso intensificar as ações de solidariedade em todo o país. O governo do PSDB deve pagar pelo seu crime!

Mais uma vergonha, sob as bênçãos de Obama.


 Em 2004, seis dias antes de terminar o seu mandato, a então presidenta do Panamá, Mireya Moscoso, assinou um indulto perdoando e mandando libertar o terrorista Luis Posada Carriles, então preso por haver comandado uma tentativa de assassinato contra Fidel Castro.
Posada Carriles aproveitou a “sorte” e fugiu para os EUA, onde fixou residência e se tornou “figura importante” em Miami. Lá ele criou um grupo de “amigos”, todos comprometidos com ataques terroristas contra Cuba: Santiago Álvarez, Gaspar Jiménez Escobedo, Pedro Remón e Armando Pérez Roura, entre outros.
Na quarta-feira (18), Mireya Moscoso apareceu em um programa de rádio, em Miami, sendo entrevistada ao lado de Posada Carriles e alguns dos seus cúmplices. Ela disse que não se arrepende do que fez e que “estava apenas ajudando a libertar o povo cubano”. Ao seu lado, também sendo entrevistado, um dos maiores torturadores da Venezuela da década de 1980, conhecido como “Comisario Basilio”, da polícia política venezolana que se dedicava a caçar estudantes “rebeldes” para torturá-los e depois “desaparecer” com eles.
Isto tudo acontece em Miami, sob as bênçãos do governo.

Ernesto Germano

No Chile, agentes da CIA mataram estadunidenses.

O tema é conhecido e já foi tratado no filme “Missing” (“Desaparecido”). Agora os dados são completos e mais duros. Um juiz chileno está processando um oficial da reserva, da marinha dos EUA, capitão Ray E. Davis, pelo assassinato de dois cidadãos estadunidenses durante o golpe de Pinochet. A acusação afirma que militares dos EUA e agentes da CIA teriam sido responsáveis pelo assassinato de Charles Horman, de 31 anos, e Frank Teruggi, de 24 anos. Ambos haviam sido presos no golpe militar e friamente executados. A matéria é longa, com muitas informações, e pode ser lida em http://www.elclarin.cl/web/index.php?option=com_content&view=article&id=3627:la-seguridad-nacional-de-eeuu-asesino-estadounidenses-en-chile-en-1973&catid=1:politica&Itemid=11 

Hitler teria inveja!


  “Limpeza genética” é isto aí! A matéria foi publicada nesta semana pelo jornal estadunidense “Daily Mail” e revela que, em 1930, cerca de 60 mil afrodescendentes, pobres, que viviam nos EUA foram esterilizados a força para “melhorar a raça humana”! O jornal destaca que os principais alvos da medida foram adolescentes de famílias numerosas, crianças com baixo coeficiente intelectual e pessoas com problemas mentais e/ou emocionais porque “pioravam” a espécie humana.
Segundo os dados, cerca de 60 mil pessoas, em 30 estados, foram obrigadas a fazer a vasectomia ou ligadura de trompas, mas o caso foi depois abafado. Agora o governo está pagando 50 mil dólares de indenização para cada um dos afetados pela medida, por “danos causados”. A matéria está em http://www.telesurtv.net/secciones/noticias/102790-NN/eeuu-esterilizo-forzosamente-a-60-mil-personas-en-1930-por-ser-de-genetica-indeseable/

Ernesto Germano

No “país da liberdade”.


  Uma lei aprovada no estado do Arizona (EUA) resolveu de vez a questão racial no país: agora estão proibidos todos os livros que falem de racismo ou problemas étnicos! Pronto, acabou, não se fala mais nisto.
Os funcionários do departamento de educação no Arizona já estão fazendo uma lista dos livros que serão proibidos nas escolas. Entre os livros proibidos estão: “A Tempestade”, de Shakespeare; “Pedagogia do Oprimido”, de Paulo Freire; “América ocupada”, de Rodolfo Acuña... Além disto, os professores foram avisados de que devem se afastar de qualquer livro em que “raça, etnia e opressão” sejam temas centrais. Para ler a notícia: http://www.democracynow.org/es/2012/1/17/titulares#17
Que esses caras sejam tirânicos, tudo bem. Faz parte da lógica de autodeterminação dos povos, que tanto defendemos, isto é, se o povo estadunidense assim o quer. Mas por favor não venham com essa hipocrisia de se aclamarem democracia. E chamo aqui à responsabilidade as pessoas que, de uma forma ou de outra, colaboram para enaltecer e assim reforçar aquele país. 
Ernesto Germano e Chico Baeta

Máquinas de Guerra.


 Importantíssima a matéria de Silvia Ribeiro, investigadora do Grupo ETC. Tomando como base uma reportagem de Jeremy Scahill publicado em The Nation (Blackwater`s Black Ops, 15/09/2010), ela mostra que o maior exército mercenário do mundo, Blackwater (agora denominado Xe Services) vendeu serviços clandestinos de espionagem à multinacional Monsanto.
A Blackwater mudou de nome em 2009, depois de tornar-se famosa em todo o mundo pelas denúncias sobre seus abusos no Iraque, incluindo os massacres de civis, mas continua sendo o maior contratante privado do Departamento de Estado dos EUA  em “serviços de segurança”, ou seja, para praticar o terrorismo de estado dando ao governo a possibilidade de negar sua autoria.
Muitos militares e ex-oficiais da CIA trabalham para a Blackwater ou para alguma de suas empresas vinculadas, que criou para desviar a atenção de sua má fama e gerar mais lucros vendendo seus nefastos serviços – que vão desde informação e espionagem até infiltração, conspirações políticas e treinamento paramilitar a outros governos, bancos e empresas multinacionais. Segundo Scahill, os negócios com multinacionais - como a Monsanto e a Chevron, e gigantes financeiros como a Barclay’s e Deutsche Bank -, são canalizados através de duas empresas que são de propriedade de Erik Prince, dono da Blackwater: Total Intelligence Solutions e Terrorism Research Center. Estas compartilham  oficiais e diretores com a Blackwater.

Rick Perry defende soldados que urinaram em cadáveres.

 O pré-candidato republicano à Presidência dos EUA Rick Perry criticou neste domingo (15) o presidente Barack Obama pela dura condenação ao vídeo mostrando quatro marines estadunidenses zombando e urinando em cadáveres no Afeganistão. “É claro que garotos de 18 e 19 anos cometem erros estúpidos de vez em quando. E foi exatamente o que aconteceu aqui. (...)”.


Obs.:

Pelo que se sabe, até agora, nenhum soldado foi condenado ou suspenso. A convenção de Genebra proíbe a degradação de cadáveres. As autoridades militares estadunidenses já interrogaram dois dos soldados que aparecem no vídeo na quinta-feira (12). Segundo confirmou à Agência Efe uma fonte do Pentágono, sob a condição do anonimato, os soldados que aparecem na gravação pertencem ao terceiro batalhão do segundo regimento, baseado em Camp Lejeune, na Carolina do Norte.

Quem é o “terrorista”?


 Rick Santorum, candidato republicano à Casa Branca, classificou como “maravilhoso” o assassinato do cientista nuclear iraniano! Em seu discurso de campanha, na Carolina do Sul, ele disse que “Em certos momentos, cientistas que trabalham no programa nuclear do Irã aparecem mortos. Penso que isto é algo maravilhoso, francamente.”

Agora é o Irã?


Inglaterra não descarta ataque ao Irã. No domingo, dia 15 de janeiro, o ministro britânico de Relações Exteriores, William Hague, disse que a Inglaterra não descarta um ataque militar contra o Irã. “Acreditamos que todas as opções devem estar na mesa... Isto é parte da pressão contra o Irã”, disse ele.
Sob o comando de Obama, os países “aliados” estão ampliando as sanções contra o Irã. A Inglaterra já rompeu transações com todos os bancos iranianos e a França está propondo interromper a compra do petróleo iraniano para provocar uma crise no país.
Uma operação militar contra o Irã? O governo iraniano acusou formalmente Israel pelo assassinato de Mostafa Ahmadi Roshan, cientista nuclear, e disse que esta morte não vai impedir que continue a desenvolver pacificamente sua tecnologia nuclear. Além disto, ao saber das novas sanções enconômicas programadas pelo governo dos EUA, anunciou que sua marinha pode fechar o Estreito de Ormuz, importante passagem de navios pelo Golfo Pérsico.
Imediatamente depois do anúncio, o governo Obama mandou seus porta-aviões da Quinta Frota para o Golfo Pérsico e navios britânicos se apressaram para se juntar aos “aliados”. Mas o governo iraniano respondeu realizando um exercício naval intitulado Velayat-90 (Supremacia-90) e utilizou pela primeira vez os novos mísseis de longo alcance, o que provocou uma onda de ataques através da mídia “amestrada”.
No próximo dia 23 de janeiro, em uma importante reunião do Comitê de Assuntos Exteriores da União Europeia, pode ser votada a proposta francesa de suspender toda a compra de petróleo do Irã. Mas, se o governo iraniano cumprir a promessa de fechar o Estreito de Ormuz, cortaria em quase 90% todas as exportações de petróleo das nações do Golfo Pérsico. Pelo Estreito passam quase 40% de todos os embarques marítimos de petróleo do planeta (cerca de 17 milhões de barris por dia)!
Fonte: http://www.globalresearch.ca/index.php?context


Ernesto Germano

Israel pode?


 Procurem um mapa e vejam a localização de Israel. Qual o seu litoral? Por quantos oceanos é banhado? Será que justifica a compra de um submarino nuclear?
Pois Israel acaba de comprar mais um submarino nuclear, o sexto da sua frota, construído na Alemanha. Avaliado em 700 milhões de dólares, cada submarino da classe “Delfim” pode conduzir quatro mísseis nucleares com capacidade de alcançar objetivos a 1.500 quilômetros! Militarmente, são chamados de “armas do juízo final”.
Agora respondam: e se Cuba comprasse um submarino desses? E se a Venezuela comprasse um? O que estariam dizendo os nossos “queridos e livres” jornais? 


Ernesto Germano

Jornalista britânica desmente nossos “muito confiáveis” jornais.


 Lizzie Phelan, jornalista britânica que visitou a Síria e passou uma semana no país, desmentiu nesta terça-feira (17) as notícias sobre a exagerada violência que estaria acontecendo no país. Depois de visitar várias cidades, Lizzie Phelan permaneceu em Damasco e disse estar surpresa com o que viu, se comparado com o que os jornais noticiam. Ela garante que não viu tropas do exército ocupando as ruas e nem grandes manifestações contra o governo. Assegurou que viu uma vida normal e que “as pessoas vão para a escola ou para o trabalho” calmamente. Ver em:

Inglaterra: meio milhão de crianças ameaçadas pela pobreza.


 O terrível “plano de ajuste” que está sendo imposto na Inglaterra pelo governo neoliberal tem um resultado claro e bem definido. Segundo o estudo conjunto de dois respeitados institutos britânicos, o Family and Parenting Institute (FPI) e o Fiscal Studies Institute (FSI), a redução de benefícios sociais e o aumento do IVA (Imposto sobre Valor Agregado, taxa aplicada na União Europeia que incide sobre a despesa ou o consumo), entre outras medidas, lançará meio milhão de crianças e adolescentes na pobreza absoluta. O estudo mostra que a receita média das famílias britânicas com crianças, que diminuiu 4,2% em 2010-2011, seguirá caindo. Em 2015 esse tipo de famílias experimentará um corte em suas receitas de aproximadamente dois mil dólares anuais.
O impacto é especialmente devastador para as famílias mais pobres. A Lei de Pobreza Infantil de 2010 define a pobreza absoluta como uma renda 60% abaixo da média nacional. Com base nesta medida, o FPI e o FSI calculam que 500 mil crianças ficarão abaixo desta linha: cerca de 300 mil menores de cinco anos.
Hayek, pai do neoliberalismo, escreveu em um dos seus livros que “Nada é devido em particular aos débeis, aos de pouca educação, o que acontece com eles é sua culpa, nunca culpa da sociedade”. Margareth Thatcher, sua mais fiel discípula, disse que “é nossa tarefa glorificar a desigualdade e ver que se liberam e se expressam os talentos e as habilidades para o bem de todos.” E assim caminha a Inglaterra!
Um informe do Center for Economic and Business Research (CEBR) assinala que o Reino Unido entrará em recessão este ano e que haverá 3 milhões de desempregados em 2013. Nos últimos quatro anos, o nível de vida dos britânicos caiu cerca de 28%.

Juiz que tentou prender Pinochet está sendo julgado.


 É a direita espanhola mostrando sua força! O juiz espanhol Baltazar Garzón começou a ser julgado nesta terça-feira (17), em Madri, sob acusação de abuso de poder durante investigação que desmantelou uma rede de corrupção. Famoso por sua militância na área de direitos humanos, o juiz está no banco dos réus suspeito de autorizar ilegalmente a gravação de conversas entre chefes da rede Gürtel e seus advogados.
Garzón tornou-se conhecido nos anos 1990 quando emitiu uma ordem de prisão contra o ex-ditador Augusto Pinochet, que se encontrava em Londres, pela morte e tortura de cidadãos espanhóis durante seu regime (1973-1990). Mas a acusação de agora é movida por dois empresários da Gürtel que aguardam julgamento por supostamente terem subornado membros do PP (Partido Popular), grupo político conservador de direita que reassumiu o poder no país. A Gürtel é considerada de formação de quadrilha com objetivo de corrupção política e é acusada de ser vinculada ao PP.

Ernesto Germano

Chile: a ditadura não acabou.


 O presidente do Colégio de Professores do Chile, Jaime Gajardo, denunciou a expulsão de três mil estudantes de seus colégios e a dispensa imposta a centenas de professores por participarem em mobilizações contra o atual modelo educacional. Gajardo apontou que em certos municípios há uma verdadeira operação de “castigo” contra os alunos e docentes que apoiaram o Movimento Social pela Educação Pública e Gratuita. E destacou que, além do cancelamento de matrículas de alunos que protagonizaram ocupações de seus centros docentes, há uma política de demissões em massa de docentes e outras arbitrariedades quanto ao pagamento salarial, situação que afeta em particular a uns quatro mil professores.

Ernesto Germano

Pobre México.


 Alinhado com as políticas neoliberais e fiel vassalo dos EUA, o México está levando sua população ao extremo da barbárie. Entre uma crise econômica que não tem fim e o domínio dos grupos narcotraficantes que dominam as fronteiras ao norte do país, afunda cada vez mais em uma situação lamentável socialmente.
As mais recentes notícias que nos chegam mostram que os indígenas mexicanos, da etnia rarámuri, estão se suicidando em consequência da fome e da miséria. Só no mês de dezembro foram 50 suicídios no estado de Chihuahua, no norte do México.
Os rarámuris, também chamados de tarahuamaras, ocupam uma larga extensão do território ao sudoeste do estado de Chihuahua, na Serra Madre Ocidental, que alcança altitudes entre 1.500 e 2.400 metros acima do nível do mar. Eles se jogam de encostas elevadas, como principal modo de suicídio.

Ernesto Germano

Mais uma farsa montada

 Nossos jornais estão abrindo espaço para noticiar, com escândalo, “a morte de mais um dissidente cubano preso”. Segundo os jornais, ele teria morrido depois de uma “greve de fome”. Os fatos, no entanto, são bem diferentes: Wilmar Villar Mendoza estava preso, condenado a quatro anos, por ter agredido publicamente sua esposa, espancando-a e resistindo à prisão quando sua sogra chamou a polícia. Ele faleceu devido a complicações respiratórias depois de uma pneumonia. Estava sendo atendido na UTI do Hospital Clínico e Cirúrgico “Doutor Juan Bruno Zayas”, em Santiago de Cuba.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Para as gerações futuras lembrarem.


 O governo argentino aprovou um projeto de “memória, verdade e justiça” para tornar visíveis as atrocidades cometidas durante a ditadura militar no país. São 26 lugares vinculados com o terrorismo de Estado, 24 dos quais foram centros clandestinos de detenção, que passam a ser “centros de memória” para as gerações futuras.
A idéia é esta: “nunca mais”! Os centros clandestinos de detenção, aquelas instalações secretas empregadas pelas forças armadas e pelos órgãos policiais para torturar e matar pessoas que se levantavam contra a ditadura militar argentina, passam a ser a prova das práticas aberrantes de extermínio. Os 26 lugares vinculados com o terrorismo de Estado são sinalizados com placas ou com três pilares de cimento de 7 metros de altura unidos por uma viga horizontal que tem gravado o texto: “Aqui funcionou o centro clandestino de detenção conhecido como (...) durante a ditadura militar que assaltou os poderes do Estado entre 24 de março de 1976 e 10 de dezembro de 1983”.
Viva a Argentina!

Ernesto Germano

Obama reafirma o “Destino Manifesto”.


 A ideologia do “Destino Manifesto” foi criada no início da década de 1840 pelo diplomata e jornalista John Louis O’Sullivan. Ele dizia que era o “destino” dos EUA se espalhar pelo mundo. Em 1855 um jornal de New Orleans publicava matéria dizendo que “A pura raça anglo-americana está destinada a estender-se por todo o mundo com a força de um tufão. A raça hispano-mourisca será abatida.” Em 1857, em seu discurso de posse, o presidente James Buchanan disse: “A expansão dos Estados Unidos sobre o continente americano, desde o Ártico até a América do Sul, é o destino de nossa raça (...) e nada pode detê-la”.
Nesta semana, ao aprovar o novo orçamento militar dos EUA, Obama reafirmou a ideologia do “Destino Manifesto”. Ele disse que estava reduzindo os gastos com tropas, mas que os EUA manteriam sua hegemonia no mundo através de novos investimentos em tecnologia militar. Ou seja, menos soldados e mais computadores que possam garantir o poder. Vão investir nos chamados “comandos especiais”, tropas treinadas para ações específicas. Obama garante que vão continuar dominando o planeta.

Fidel e o próximo presidente estadunidense.

 Fidel Castro continua sendo uma pessoa muito bem informada e com uma visão inconfundível da conjuntura internacional. Em um dos seus mais recentes artigos , publicado em vários sítios da internet, ele avalia o processo eleitoral nos EUA e também os avanças tecnológicos alcançados recentemente.
Ele avalia as mais recentes descobertas no mundo da informática, incluindo os cabos óticos, e chega a uma importante conclusão. Diante do atual fracasso da Casa Branca para resolver os problemas da população estadunidense, o melhor presidente para os EUA seria um robô. Ele diz que só um robô, tomando conta da Casa Branca, seria capaz de impedir a derrocada final da humanidade. Portanto, votem no robô, para presidente dos EUA.

Ernesto Germano

Barbárie!


 É tudo o que se pode dizer da imagem divulgada pela internet onde soldados estadunidenses aparecem urinando sobre cadáveres de talibãs. As imagens mostram mariners brancos, jovens e alegres urinando sobre os corpos.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=MDWB63A9hN8&oref=http%3A%2F%2Fcartamaior.com.br%2Ftemplates%2FpostMostrar.cfm%3Fblog_id%3D6%26post_id%3D863&has_verified=1


Em artigo publicado na sexta-feira (13), sobre as imagens de soldados americanos urinando sobre cadáveres, Fidel escreveu em sua coluna diária “Reflexões”: “Sente-se pena por aqueles soldados, separados de seus familiares e amigos, a milhares de quilômetros de sua própria pátria, enviados a lutar em países que sequer talvez ouviram falar na escola, onde são mandados a matar ou morrer para enriquecer a empresas transnacionais, fabricantes de armas e políticos inescrupulosos”. 

10 anos de Guantánamo.


 O “aniversário” foi na última quarta-feira (11). A prisão estadunidense de Guantánamo, no sudeste de Cuba, completou uma década de funcionamento e sem qualquer previsão para o encerramento de suas atividades. O local foi inicialmente aberto para receber acusados por terrorismo, poucos meses após os atentados de 11 de Setembro de 2001. Os primeiros 20 presos, detidos no Afeganistão, chegaram à base militar exatamente em 11 de janeiro de 2002. Atualmente tem 171 prisioneiros. Em 2009, logo após assumir a Presidência, Obama afirmou que fecharia a prisão em, no máximo, um ano. Apesar disso, a prisão continua em atividade e é alvo de fortes críticas de organismos internacionais que lutam pelos direitos humanos.

Ernesto Germano

Cientista iraniano é assassinado.


 O cientista nuclear iraniano Mustafá Ahmadi Roshan, de 32 anos, morreu nesta terça-feira (11) após uma bomba explodir em seu carro, dentro de uma universidade em Teerã. Outros dois passageiros que estavam no veículo ficaram feridos na explosão e estão hospitalizados. Autoridades iranianas culpam o Mossad, serviço secreto israelense, pela organização do atentado, com auxílio dos Estados Unidos. Roshan, que se formou no ano de 2002 em Engenharia Química na Universidade de Sharif, a mais importante entre a comunidade científica do país, ocupava o cargo de subdiretor do departamento comercial da usina de Natanz, a maior do Irã, localizada na província de Isfahan, segundo a agência Fars.
Este é o quarto ataque a cientistas iranianos em circunstâncias similares – explosão de bomba em carros – desde 2010. Pelo menos dois dos mortos trabalhavam também em atividades nucleares. Um dos ataques ocorreu exatamente há dois anos, em 11 de janeiro de 2010, matando o cientista Masoud Ali Mohammdi.

Ernesto Germano

Só nossa imprensa acredita nisto.


 Toda esta história de que o Irã vai fabricar armas nucleares é uma grande mentira para justificar mais uma guerra pelo petróleo. Nem os militares estadunidenses acreditam na balela inventada por Obama! O secretário de Defesa dos EUA, León Panetta, declarou em uma entrevista na rede CBS News que o Irã não tem condições de desenvolver uma bomba nuclear e que apenas tenta se apresentar como um “possível país com potencial nuclear”. Mas a grande imprensa, sempre a serviço do que Washington manda, continua afirmando que o Irã está se preparando para enriquecer o urânio e fabricar armas nucleares. Acredite quem quiser...

Ernesto Germano

Israel amplia assentamentos na Palestina.


 Uma pesquisa da ONG Peace Now sobre a política de assentamentos do premiê Benjamin Netanyahu revelou que Israel estabeleceu em 2011 pelo menos 1.850 novas moradias em território palestino ocupado. Esse número representa um aumento de 20% no número de construções com relação ao ano de 2010. Em 2011, pelo menos 3,5 mil moradias estavam em construção nos assentamentos e 35% dos novos imóveis eram erguidos em colônias isoladas ao leste da barreira de separação da Cisjordânia. 

Inglaterra volta a advertir sobre Malvinas.


 O secretário de Exterior britânico, William Hague, advertiu na terça-feira (10) as nações da América do Sul que estão apoiando a Argentina e fecham seus portos para navios com a bandeira das Malvinas. Ele disse que a proibição é ilegal. Hague chegou a anunciar um acordo com o Brasil, o Chile e o Uruguai que passariam a permitir a entrada dos navios.
Mercosul ratifica posição contra navios com bandeiras das Malvinas. Os países do Mercosul ratificaram na quarta-feira (11) a decisão de não permitir a entrada de navios com bandeira das Malvinas em seus portos. Através de comunicado oficial, os países (incluindo Brasil, Chile e Uruguai) reafirmaram a posição anterior. A posse das Malvinas, um arquipélago a 400 milhas náuticas das costas argentinas, está em disputa desde 1833, quando a Inglaterra ocupou as ilhas.

PS.: Não dá para falar neste tema e não lembrar de Maradona. O grande craque mundial, sempre muito politizado, assim como a maioria do time argentino e de sua população, carregava o ódio contra os ingleses por conta da guerra nas Malvinas contra a Inglaterra. E quis o destino que Argentina e Inglaterra fizessem a mais emocionante partida daquela Copa do Mundo de 1986. Maradona fez dois golaços: Um com a mão. Ele subiu para disputar a bola com o goleiro e com um leve toque, sútil, quase imperceptível, colocou-a para dentro. No dia seguinte os jornais argentinos estamparam o responsável por aquela façanha: "Fue la mano de dios". Mas, para não deixar dúvidas e nem ingleses falando no dia seguinte que os argentinos só ganham roubando... Dieguito fez o mais antológico gol de todas as Copas. Partiu do campo de sua defesa, driblou todos os ingleses e a Rainha Elizabeth e enterrou-os como se devolvesse a derrota nas Malvinas.
O atalho abaixo mostra esse gol e uma narração espetacular de um locutor uruguaio. Vale a pena!



Ernesto Germano e Chico Baeta

Extrema direita avança na França.


 A mais recente pesquisa de opinião sobre a corrida presidencial francesa foi divulgada nesta sexta-feira (13) e mostra um significativo avanço da candidata do Fronte Nacional, a ultradireitista Marine Le Pen. De acordo com os dados do instituto Ifop, o candidato François Hollande, do Partido Socialista (centro-esquerda), permanece à frente com a preferência de 27% dos entrevistados. O atual presidente Nicolas Sarkozy, da conservadora UMP (União por um Movimento Popular) segue em segundo lugar, com 23,5%. Entretanto, Marine, filha do histórico líder do FN Jean Marie Le Pen, está apenas dois pontos percentuais abaixo do impopular chefe de Estado.

A verdade sobre o “milagre” alemão.


 Na última semana fomos surpreendidos por uma “boa” notícia sobre a economia alemã: os jornais anunciaram, com muita festa, que o índice de desemprego havia caído em 2011 e que foram criados mais 535 mil postos de trabalho no país. Com estes dados, muitos analistas tentaram anunciar o “fim da crise” e colocaram a política econômica de Angela Merkel em um pedestal!
Mas a professora de economia Julia Evelyn Martínez, da Universidade de El Salvador e estudiosa da economia alemã, acaba de desmascarar a farsa. O tal “milagre” alemão é provocado por uma nova relação de emprego criada pelos neoliberais e que ganhou o nome de “Mini Jobs” (“Pequenos empregos”).
Como funciona? Os “Mini Jobs” são empregos com contratos temporários, com salário máximo de 400 euros mensais e com redução nos demais direitos trabalhistas históricos. Segundo levantamento da professora, 7,3 milhões de pessoas (25% da população economicamente ativa do país) vive dos “Mini Jobs”, com salário médio de 230 euros mensais! Isto explica o aumento da pobreza na Alemanha.

Ernesto Germano

Plataformas de petróleo de Cuba são alvos para terroristas


 Um comunicado oficial do Escritório de Vigilância e Controle de Segurança e Meio Ambiente dos EUA assegurou que “as plataformas de petróleo cubanas cumprem todas as exigências internacionais e não apresentam riscos”. As plataformas são de fabricação chinesa e se tornaram alvo dos discursos da extrema-direita estadunidense, principalmente da histérica anti-cubana Ileana Ros-Lehtinen que não se cansa de fazer discursos contra Cuba. O problema é que as plataformas podem se tornar alvo de sabotagens dos comandos terroristas treinados pela CIA para minar a economia cubana. 

Mais um torturador condenado. Viva o Chile!


 A Corte de Apelações de Santiago condenou a 10 anos e um dia de prisão a Manuel Contreras (Mamo), o sinistro ex-chefe da dissolvida Direção de Inteligência Nacional (DINA) – a sangrenta polícia secreta de Pinochet – pelos sequestros qualificados dos ex-integrantes do Movimento de Esquerda Revolucionária (MIR), José Jara Castro e Alfonso Díaz Briones, ocorridos em setembro de 1974, em plena ditadura chilena. Segundo a investigação policial, os dois membros do MIR foram detidos e logo transportados para o centro de detenção e torturas José Domingos Cañas, onde teriam sofrido fortes violências físicas e psicológicas. Dias mais tarde, os dois desapareceram.
Manuel Contreras (1929), conhecido pelo apelido de Mamo, é um ex-general do Exército do Chile. Entre 1973 e 1977, dirigiu a DINA. Neste cargo, comandou uma série de repressões que incluíram tortura, sequestro e assassinato de opositores da ditadura. Por tudo isso, foi condenado a prisão, onde se encontra atualmente cumprindo condenação por crimes contra a humanidade. Em julho de 2010, declarou publicamente que se sentia orgulhoso de seu trabalho na DINA. Os arquivos desclassificados da CIA assinalam que Contreras foi convidado em 1975 ao quartel general da CIA em Langley, Virginia, por 15 dias. Depois dessa visita, Contreras aparece como um dos “criadores” da Operação Condor – o plano de coordenação e extermínio de militantes de esquerda, implementado pelos líderes das ditaduras sul-americanas – Chile, Argentina, Brasil, Paraguai, Uruguai e Bolívia -, com o apoio da CIA.

Camila Vallejo: “Nós podemos mudar o mundo”!


 A líder estudantil chilena Camila Vallejo convoca o movimento social “a sair da marginalidade” e disse que “não basta fazer sugestões para que outros as coloquem em andamento”. Camila Vallejo, estudante de Geografia, foi uma das grandes líderes das mobilizações dos estudantes e professores que eclodiram há sete meses no Chile. Ela lançou no domingo (08/01) o livro “Nós podemos mudar o mundo”. A publicação traz uma série de palestras, discursos e entrevistas que Vallejo concedeu, após se tornar o rosto e símbolo do movimento estudantil em 2011.
Ela disse estar preocupada, pois diversos setores da sociedade delegam aos jovens e aos estudantes a responsabilidade para fazer mudanças. “Nós sozinhos não vamos fazer as mudanças. Os jovens não têm as ferramentas, é preciso que essa luta seja transversal, com organizações, políticos, sociais, sindicais, mas também entre as gerações”, disse.

Vale: A pior empresa do mundo.


Uma das maiores mineradoras do mundo, a Vale, pode ser considerada nesta semana como a pior empresa do mundo! Entre a Serra de Carajás, no sul paraense ao porto de Itaqui em São Luis, no Maranhão, a empresa foi denunciada por provocar devastação ambiental, trabalho escravo na cadeia de produção do aço, exploração sexual infantil, além da invasão de terras indígenas, quilombolas e camponesas. Três entidades internacionais (Rede Justiça nos Trilhos, International Rivers e Amazon Watch) sãos as responsáveis pela indicação da empresa ao prêmio Public Eye Award (Olho do Público) organizado pelas ONGs Declaração de Berna e Greenpeace. Conhecido como o “Oscar da Vergonha” o prêmio seleciona anualmente empresas com o pior comportamento social e ecológico. Esse ano a Vale concorre com a Sansung, Barclays, Freeport, Syngenta e Tepco. Independente do resultado, a empresa estará entre as cinco mais nefastas do mundo.

Ernesto Germano

Isto a Veja não publicou!


Ana Maria Baeta Valadares Gontijo fez sete doações, entre agosto e novembro de 2010, à direção nacional do PSDB. Total doado: R$ 8,250 milhões! Foi a maior contribuição de uma pessoa física naquela campanha, sendo que a última, de R$ 350 mil, foi informada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com data de 26 de novembro, quando a eleição já tinha terminado. Mas, quem é Ana Maria Baeta Valadares Gontijo?
Trata-se de uma “socialite” brasiliense cujo marido foi flagrado em vídeo pagando propina num esquema que derrubaria um governador do Distrito Federal. José Roberto Arruda, que era do DEM, perdeu o cargo depois de um auxiliar, Durval Barbosa, ter passado à imprensa gravações em áudio e vídeo que mostravam políticos recebendo e empresários entregando dinheiro. Um desses empresários era José Roberto Gontijo, sócio de empreiteiras que fazem negócios em Brasília.

Ernesto Germano