sábado, 14 de abril de 2012

Ex-ditador argentino admite desaparecimentos durante regime


 O ex-ditador argentino Jorge Rafael Videla admitiu pela primeira vez que a brutal ditadura do país, entre 1976 e 1983, "desaparecia" com opositores da esquerda, um eufemismo para o sequestro e assassinado deles. Ele também afirmou que bebês foram retirados de seus pais.
Videla, que atualmente tem 86 anos e foi condenado à prisão perpétua em 2010 por assassinato, tortura e sequestro, tem repetidamente justificado a brutalidade da junta militar com a repressão à chamada "Guerra Suja" dos esquerdistas. Até agora, ele negava os "desaparecimentos".
A imprensa local afirmou que Videla admitiu, em entrevistas para um novo livro, que a ditadura matou de 7.000 a 8.000 pessoas.
"Em toda guerra pessoas são feridas, mortas e desaparecidas, com seus paradeiros desconhecidos, isso é fato", afirmou Videla em uma entrevista transmitida pela televisão local.
"Quantos foram é algo que pode ser debatido, mas o problema não está no número, mas no fato, um fato que ocorre em toda guerra. Permitimos o termo pejorativo de desaparecidos para... permanecer como um termo que encobre algo negro que queriam deixar em segredo, e é isso que está pesando, que houve algo negro que não foi suficientemente esclarecido."
"O erro seria usar e abusar dos desaparecidos como um mistério", acrescentou. "E esse não era o caso, é o infeliz resultado de uma guerra."
Videla negou que bebês eram sistematicamente roubados dos opositores da esquerda e levados para adoção, mas afirmou que houve casos em que crianças foram retiradas de seus pais.
"Sou o primeiro a admitir... naquela época crianças eram tomadas, algumas com a melhor das intenções de as crianças serem levadas para um lar bom e desconhecido", acrescentou Videla na entrevista. "Mas esse não era um plano sistemático."
Grupos de defesa dos direitos humanos calculam que 30.000 pessoas foram sequestradas e mortas ou sumiram durante a ditadura, que começou quando Videla e outros dois líderes militares realizaram um golpe em 24 de março de 1976.
"Vamos dizer que houve 7.000 ou 8.000 pessoas que tiveram que morrer para vencermos a guerra contra a subversão", afirmou Videla no novo livro "Mandato Final", segundo o jornal La Nación. O livro foi escrito pelo jornalista Ceferino Reato e é baseado em uma série de entrevistas de Videla.
"Não havia outra solução", afirma Videla no livro, segundo o La Nación. "Concordamos que era o preço para se vencer a guerra contra a subversão e que precisávamos que ela não fosse evidente, para que a sociedade não a notasse".
"Por essa razão, para evitar causar protestos dentro e fora do país, foi decidido que aquelas pessoas deviam desaparecer. Cada desaparecimento pode ser certamente entendido como o disfarce para uma morte."
No auge da violência da década de 1970, Videla negou os sequestros que aconteciam, dizendo: "Não há desaparecimentos, eles não têm existência, eles não existem".
(Reportagem de Magdalena Morales)

quarta-feira, 11 de abril de 2012

MULHER E OS SEXOS


                    
  Guerra entre sexos também não é intolerância? Até onde vai o feminismo e o machismo na nossa sociedade.
   Na semana do dia internacional da mulher, muito se discute sobre seu papel na sociedade. O fato é que até hoje muitas mulheres são espancadas, são tratadas como objeto e mesmo tendo ganhado muito espaço no mercado de trabalho, pesquisas revelam que não ganhamos o mesmo que os homens (aproximadamente 30%), mesmo desempenhando a mesma função.
    No jornal, o dia da mulher resume-se (salvo algumas pequenas felicitações de feliz dia da mulher) a anúncios de promoções de secadores de cabelo, aparelhos de depilação de ultima geração e etc. Pouco se fala da luta de muitas mulheres (algumas delas sendo famosas, mesmo com a maioria permanecendo no anonimato e acabando por se perder pela história) que conquistaram seu espaço na sociedade e nos fizeram ganhar direitos como o de votar e estudar. Luta da qual, eu tirei proveito, pois hoje tenho acesso ao estudo, tenho direito de votar e posso estar escrevendo esse artigo.
   Não vamos deixar de lutar, não é isso. Nós queremos ser reconhecidas e termos nossos direitos, queremos conquistar nosso lugar na sociedade, vamos aceitar ser mulher com muito orgulho, não vamos nos masculinizar, não vamos ser escravas da beleza ou do padrão que julgam ser o bonito. Como se cada mulher tivesse dentro dela outras mil mulheres que pudessem aflorar. Podemos ser ao mesmo tempo vaidosas e cultas, inteligentes e sensíveis, fortes e carinhosas.
   Há também, o lado das mulheres que se revoltam a tal ponto de serem feministas, segundo elas, defendendo a luta contra a intolerância ao sexo feminino. Todavia, existem mulheres machistas e mulheres feministas e ambas tem algo muito comum: acreditam na superioridade de algum sexo. Ora, se as feministas lutam contra a intolerância, o que há de mais intolerante do que achar que seu sexo necessita mais direitos que o outro? O objetivo não é causar uma guerra entre sexos e sim provar que ela não precisa existir.
   Não existe o sexo frágil nem o sexo forte, existem dois sexos totalmente diferentes e que cujas características se completam totalmente. Poderíamos pensar também que todo homem tem um pouco do feminino e toda mulher tem um pouco do masculino e entrar em um pensamento filosófico que nos permite enxergar a relação entre sexos como o símbolo chinês ‘yin-yang’, o princípio da dualidade, a busca pelo equilíbrio que só chegará quando houver respeito mútuo.

Lara de Souza Berruezo  

domingo, 8 de abril de 2012

Isto é democracia? (1)


 O governo dos EUA vive cobrando “democracia” pelo mundo, mas tem um dos sistemas eleitorais mais corruptos e viciados do planeta! Os “nobres senhores do norte” vivem dizendo que “as eleições são puras quando são diretas, multipartidárias, vigiadas e controladas com listas de eleitores atualizadas”, não é? Mas nada disto acontece nas terras do Tio Sam!
Segundo a Associação de Governadores Democratas, em 29 estados os republicanos querem obrigar os eleitores a se identificar ao momento de votar, com um documento oficial que contenha uma fotografia. O problema é que os EUA não dispõem de um documento nacional de identificação e a única forma que um cidadão tem de provar sua identidade é recorrendo à carteira de habilitação. Mas o problema é que este documento nem sempre está acessível para todos, principalmente pessoas de baixa renda, minorias étnicas e idosos. Ou seja, podem ficar sem direito de votar cerca de 5 milhões de pessoas!

Isto é democracia? (2)


 Nos EUA as eleições presidenciais não são diretas. Os eleitores votam por um candidato, mas na verdade elegem um Conselho Eleitoral que indica delegados para uma “convenção nacional”, que na prática nunca se realiza. O candidato que obtiver a maioria dos delegados num determinado estado ganha o estado completo. E no fundo, o numero de votos é irrelevante, o que conta são os estados. O candidato que tenha a maioria dos estados ganha a presidência.
Foi assim em novembro de 2000, quando o ex-presidente George W. Bush chegou à Casa Branca, apesar de seu rival democrata, o então vice-presidente Al Gore, ter obtido mais votos.
O sistema eleitoral estadunidense foi criado ainda no século XIX pelo medo que as elites tinham dos negros que estavam sendo libertados (fim da escravidão). Assim, criaram o tal “conselho eleitoral” onde o voto de um branco equivalia ao de seis negros! Legal, não é?

Isto é democracia? (3)


 Nas chamadas “eleições primárias” dos EUA, quando os partidos escolhem seus candidatos para disputar a presidência, só podem votar os eleitores registrados no partido político do candidato. Mas o voto não é obrigatório e acaba acorrendo distorções graves. Por exemplo: o total de votantes registrados no Partido Republicano é de 58 milhões de pessoas, mas nas primárias já realizadas nos estados (quase todas) apenas 7,3 milhões de pessoas votaram!
Vamos usar o estado de Idaho como exemplo. O total de republicanos registrados é de 267.400 pessoas que deverão ser representadas na Convenção por 32 delegados. Nas primárias realizadas (em 6 de março) o candidato Mitt Romney saiu vencedor com 62% dos votos (Santorum teve 18% e Ron Paul teve 18%). Parece que está tudo bem, não é? Mas o problema é que dos 267.400 eleitores republicanos só compareceram às urnas 44.600. Ou seja, menos de 17% dos votantes registrados. Será isto representativo?
Em um estado importante como a Flórida apenas 41% dos eleitores compareceram nas primárias ganhas por Romney. No estado de Nevada votaram apenas 5,8% e no estado de Washington 3,5%!
            Fonte: http://lapupilainsomne.wordpress.com/2012/04/03/e-e-u-u-como-se-fabrica-una-democracia-representativa/

E o Nobel da Paz?


 O governo dos EUA está desenvolvendo um novo sistema de geração de energia atômica capaz de elevar a autonomia de aeronaves militares não-tripuladas (os “drones”). Projetada pela fabricante de armamentos Northrop Grumman e pela Sandia National Laboratories, maior centro de pesquisa de energia nuclear dos EUA, a nova geração de “drones” estadunidenses poderá vigiar as zonas mais remotas do planeta sem a necessidade de reabastecimento por vários meses.
Em entrevista ao jornal britânico “The Guardian”, Chris Coles, um dos principais militantes da campanha “Drone Wars UK”, diz que “essa é uma possibilidade assustadora”, pois esse tipo de veículo não-tripulado é “muito menos seguro do que qualquer outra aeronave e possui uma enorme tendência a se chocar”.
Ou seja, em breve teremos nos céus um aparelho sem tripulantes, comandado por um computador em algum lugar nos EUA, mas carregado de armamentos e movido a energia nuclear. Ninguém fala disto?

Palestina é deportada depois de 43 dias de greve de fome.


Hana Shalabi estava presa em Israel, sem acusação formal e sem direito de um advogado, o que lá é conhecido como “prisão administrativa”. Depois de 25 meses nesta situação, ainda sem saber o motivo, foi transferida em novembro passado para outro presídio. No dia 16 de fevereiro deste ano iniciou uma greve de fome para protestar contra sua situação.
Hana Shalabi tem 30 anos, mora no povoado de Burquin (norte da Cisjordânia) e usou a greve de fome para denunciar a situação em que vivia, sem acusação formal e sem direito a advogado. Na última quinta-feira (5) ela foi deportada para Gaza e posta em liberdade. Mas, segundo o acordo, ela não pode voltar para sua terra natal durante os próximos três anos.

Em tempo:
A prepotência de um Estado terrorista. O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou nesta terça-feira (3) que Israel “atacará quem o ameaçar”. De acordo com os sites dos jornais Haaretz e Yedioth Ahronoth, o pronunciamento do premiê fez alusão não só ao Irã, mas também aos grupos armados em Gaza.


A Inglaterra também?


 Nos EUA já um fato comum e conhecido o monitoramento da internet. Ou seja, a Lei Patriota permite que o governo estadunidense vigie todos os cidadãos, fiscaliza os sites que visita, leia seus correios eletrônicos, etc. Agora a Inglaterra estuda uma lei semelhante. O governo britânico planeja aprovar uma lei que permita monitorar “em tempo real” as chamadas telefônicas, os correios eletrônicos, as mensagens nas redes sociais e as visitas em páginas da internet.
A notícia foi divulgada pelo jornal “Sunday Times” e já está provocando protestos, inclusive uma manifestação formal dos 200 membros da Associação de Provedores da Internet no país, entre eles o Google e Virgin Media. Segundo o jornal, os provedores já sabiam da lei e receberam uma cópia em março, mas só agora resolveram se pronunciar. O Ministério de Segurança Interna (Home Office) confirmou que pretende introduzir a nova legislação tão logo o calendário parlamentar permita, talvez já no mês de maio.

Ernesto Germano

Uma surpresa na França.


 Para os que pensavam que a esquerda estava esquecida no planeta, a França está surpreendendo a poucos dias das eleições presidenciais. A grande revelação francesa chama-se Jean-Luc Mélenchon que, com um discurso elogiando o que os governos na América Latina fizeram para combater os males do neoliberalismo, alcançou 15% nas pesquisas eleitorais. A Frente de Esquerda que o apoia reúne desde o velho partido comunista francês, passando pela esquerda antineoliberal até os ambientalistas consequentes.
O programa da Frente de Esquerda defende um forte controle estatal do sistema financeiro e isto já causou mudanças no eleitor francês. Em janeiro, Mélenchon tinha 6% dos votos e, no último final de semana, as pesquisas já indicavam que ele se aproxima dos 15%, deixando para trás a extrema direita (Marine Le Pen) e se apresentando como um possível voto de minerva de um 2º turno (Sarkozy X Hollande).
As eleições na França. O primeiro turno das eleições francesas acontecerá no próximo dia 22 de abril. Segundo as pesquisas, a final será disputada entre dois candidatos: o atual presidente Nicolas Sarkozy, e o socialista François Hollande. E todos os analistas apontam uma vitória de Hollande no segundo turno.
Pouco conhecido no mundo político, Hollande é considerado um “burocrata” por ter sido durante mais de onze anos (1997-2008) o primeiro secretário do Partido Socialista. E sua indicação foi tumultuada pois o preferido do partido seria Dominique Strauss-Kahn, impossibilitado de competir depois dos escândalos envolvendo seu nome.
François Hollande é um social-liberal de centro, conhecido por suas habilidades como negociador e sua dificuldade em tomar decisões. Ele é reprovado por ser demasiadamente tímido e manter-se permanentemente em situações confusas. Seu programa econômico não se distingue nitidamente, nas questões de fundo, do programa dos conservadores. Após ter afirmado em um discurso eleitoral que “o inimigo principal” era o setor financeiro, ele se apressou em ir a Londres para tranquilizar os mercados lembrando a eles que ninguém privatizou e liberalizou mais que os socialistas franceses.

Isto nossos jornais não contaram!


 Albert Santiago Du Bouchet Hernández estava preso em Cuba por desacato a autoridades, condenado a três anos de prisão, mas fez-se passar por “preso político” depois de algumas conversas com “organizações democráticas” financiadas por Washington. Em abril de 2011, com outros 35 “presos políticos cubanos”, foi deportado para a Espanha, país que prometia receber os presos cubanos e pagar um salário para que vivessem dignamente. Aliás, a Espanha paga um belo salário para a blogueira mentirosa Yoani Sánches.
Na quarta-feira (4), Du Bouchet Hernández suicidou-se. Pelo acordo firmado, o governo espanhol deveria pagar aos exilados uma ajuda de custo de 700 euros, mas a crise econômica fez com que o governo cortasse tal ajuda. Segundo informações da família, ele estava reclamando muito da falta de dinheiro e que não conseguia emprego (a Espanha tem o maior desemprego da Europa).

Ernesto Germano

De olho no “capacho”.


 Desde que saiu do governo da Colômbia, o “capacho” e narcotraficante Álvaro Uribe não parou de tramar contra os governos progressistas da América Latina, em particular contra Hugo Chávez.
Vivendo tranquilamente na Europa, Uribe tem conseguido aglutinar uma parcela de direitistas e golpistas conhecidos em torno de um projeto para criar uma frente contra os governos que ele diz serem “perigosos para a democracia na região”. Está conseguindo reunir ex-presidentes, dirigentes partidários e parlamentares da extrema-direita de vários países.
No dia 23 de novembro de 2011 ele anunciou a criação de uma nova instituição chamada “Internacionalismo Democrático”, vinculada a uma tal “Fundação Internacionalismo Democrático Álvaro Uribe Vélez”! A “Fundação” foi criada em Washington (é claro!) e já tem uma página na Internet, baseada em Huston (EUA!).
Os nomes dos “diretores” da tal Fundação divulgados na página são de causar arrepio: Adolfo Suarez Jr (España), Carlos Alberto Montaner (EUA), Diego Arria (Venezuela), Paula Breninsky (EUA) e outros. E também a blogueira mentirosa Yoani Sánchez.

Ernesto Germano

Uma justa troca de nome.


 Uma corte de Justiça na cidade de La Carlota, em Córdoba, na Argentina, autorizou a mudança de nome de um homem de 33 anos chamado Jorge Rafael Videla, homônimo do ex-ditador (1976-1981), que governou o país durante a primeira parte da ditadura civil-militar, encerrada em 1983. De acordo com informações são da agência de notícias estatal Telam, o nome do cidadão foi mudado para Jorge Videla Schiel. O sobrenome por parte de pai não podia ser alterado.
O autor do pedido alegou que o fato de possuir o mesmo nome do ex-ditador lhe trazia imensos prejuízos pessoais, que culminaram com ocasiões em que não mais conseguia sair de casa. O ex-presidente, além de representar a face mais brutal do regime, foi recentemente condenado por crimes contra a humanidade.

Ernesto Germano

Equador não irá à Cúpula das Américas


 O presidente do Equador, Rafael Correa, anunciou na segunda-feira (2) que não participará da Cúpula das Américas que acontecerá na Colômbia (14 e 15 de abril). E justificou sua decisão dizendo que, no último encontro, realizado em Trinidad y Tobago, já havia sido estabelecido que Cuba voltaria a participar do encontro, mas agora, por uma decisão dos EUA, o país caribenho não foi convidado.
Em seu documento, Correa enfatiza que “é inaceitável que nessas cúpulas se se possa debater temas tão fundamentais como o desumano bloqueio a Cuba, assim como a monstruosa colonização das Ilhas Malvinas, fatos que recebem o repúdio quase unânime no mundo”.

Bolsonaro pode ser caçado!


 O ultra-direitista e reacionário deputado Jair Bolsonaro pode ser cassado por obstruir trabalhos da Subcomissão da Verdade. O presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), encaminhou à Corregedoria Parlamentar, solicitação da Comissão de Direitos Humanos para que seja aberto processo disciplinar contra ele, por quebra de decoro parlamentar.
Bolsonaro é acusado de tentar obstruir a primeira reunião oficial da Subcomissão da Verdade, Memória e Justiça, convocada para ouvir camponeses e ex-militares que testemunharam a ação opressiva do Estado à Guerrilha do Araguaia, durante a ditadura.
Bolsonaro é militar reformado e, no parlamento, dá voz às bandeiras da extrema direita brasileira. Exerce seu sexto mandato como deputado federal, número que coincide com o de partidos pelos quais já passou: Partido Democrata Cristão (PDC), Partido Progressista Renovador (PPR), Partido Progressista Brasileiro (PPB), Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Partido da Frente Liberal (PFL) e, hoje, o Partido Progressista (PP). Seus discursos são considerados, por muitos, como homofóbicos, racistas e sexistas. Ele defende a pena de morte, a tortura e a ditadura militar. É, no parlamento, um dos mais ferozes oponentes da Comissão da Verdade.

Ernesto Germano

Neonazismo no Brasil.


 Depois das incríveis declarações racistas e homofóbicas do deputado Jair Bolsonaro no programa CQC, em abril de 2011, e do surgimento de grupos que incitam o ódio contra nordestinos pela internet, a onda neonazista vem ganhando adeptos no Brasil.
Hoje, o Brasil tem cerca de 300 células neonazistas. Segundo a antropóloga Adriana Dias, mestre pela Unicamp e que estuda o tema há dez anos, cerca de 150 mil brasileiros baixam mensalmente mais de cem páginas com conteúdos nazistas. Desse total, 15 mil são líderes e coordenam as incitações de ódio na internet.
A pesquisa de Adriana Dias identificou o perfil do neonazista brasileiro: desses 300 grupos, 90% se concentram em São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina; são brancos, homens, jovens, a maioria com ensino superior (completo e incompleto); para se inserir nas células, é necessário ritual de iniciação. Geralmente, espancar gratuitamente um negro ou judeu na rua, e que pode levar à morte; depois de aceito, o nazista recebe senha para acessar manual, que lhe dirá, entre outras coisas, como reconhecer um útero branco – a mulher perfeita para procriação de um neonazista; todos eles enfrentam dificuldades de socialização; muitos apresentam frustrações sexuais: o próprio Emerson Rodrigues afirmou em seus vários sites e perfis, que sua ex-namorado havia o deixado por um “negão”(sic); muito se sentem ressentidos por supostamente terem perdido poder, com a entrada do PT, associado à esquerda, no governo – esse aspecto está ligado, sobretudo, ao preconceito contra nordestinos e à ascensão de uma nova classe média; são fundamentalistas religiosos – o que pode ajudar a confundir liberdade religiosa com crimes de ódio.

Ernesto Germano

domingo, 1 de abril de 2012

Eu acredito é na rapaziada!



Como diz a música de Gonzaguinha: “Eu acredito é na rapaziada / Que segue em frente e segura o rojão / Eu ponho fé é na fé da moçada / Que não foge da fera e enfrenta o leão / Eu vou à luta com essa juventude / Que não corre da raia a troco de nada / Eu vou no bloco dessa mocidade / Que não tá na saudade e constrói / A manhã desejada”
Surge no Brasil um novo movimento, composto por jovens que foram descobrindo a verdade da história e que não se conformam com o esquecimento. Eles não aceitam que nossa história seja apagada e que os bandidos de ontem vivam hoje confortavelmente, sem prestar contas à sociedade.
Na semana que antecedeu o aniversário do golpe militar de 1964, o “Levante Popular da Juventude” realizou manifestações em várias capitais brasileiras na frente de residências e locais de trabalho de ex-militares e policiais acusados da prática de tortura durante a ditadura.
É claro que um movimento como este, para brotar, tem algumas sementes que não podem ser esquecidas. Por um lado, o início dos trabalhos da Comissão Nacional da Verdade, recém criada e que já coloca os antigos torturadores com insônia. Em segundo lugar, as recentes declarações de militares da reserva que defendem o golpe e chegam a fazer ameaças ao governo.
Em São Paulo, cerca de 150 jovens que apoiam a Comissão e pedem julgamento dos torturadores se concentraram na frente da empresa de segurança Dacala, na avenida Vereador José Diniz. O dono é o delegado aposentado David dos Santos de Araújo, acusado pelo Ministério Público Federal de participar de torturas e assassinatos. O “Capitão Lisboa”, como era conhecido, é acusado de ser um dos torturadores do Doi-Codi. O panfleto distribuído no ato afirma que David também é conhecido pelos estupros de filhos de pessoas que assassinou durante a ditadura civil-militar. E estampa as logomarcas da Anhanguera Educacional, Banco Safra, Banco Itaú, Jac Motors e Ford, empresas que são clientes de sua empresa de segurança.
Em Porto Alegre, 70 jovens foram para a frente da residência do coronel Carlos Alberto Ponzi, na rua Casemiro de Abreu, 619. O ex-chefe do Serviço Nacional de Informações (SNI) em Porto Alegre é acusado pela justiça italiana pelo desaparecimento do militante Lorenzo Ismael Viñas, capturado ao tentar atravessar a ponte que liga Uruguaiana à Paso de Los Libres (Argentina), em 26 de junho de 1980, durante a Operação Condor. O crime foi cometido depois da assinatura da Lei de Anistia, feita em 1979.
Em Belo Horizonte o grupo denunciou Ariovaldo da Hora e Silva, em sua residência na rua Biagio Polizzi, 240. Ele é acusado de torturar Afonso Celso Lana Leite, Cecílio Emigdio Saturnino, Jaime de Almeida, Nilo Sérgio Menezes Macedo e outros, quando era investigador da Polícia Federal. Segundo o livro Brasil Nunca Mais, Ariovaldo também é responsável pela morte de João Lucas Alves.
Adriano Bessa, acusado de ser um delator e prestador de serviços durante o período militar, foi o alvo dos 80 manifestantes em Belém do Pará. O Levante Popular da Juventude também realizou escrachos na Bahia e no Ceará.
No Rio de Janeiro, cerca de 300 manifestantes foram para a frente do Clube Militar, na tarde de quinta-feira (29) para protestar contra a comemoração que estava programada pela passagem dos 48 anos do golpe militar de 1964. Enquanto cerca de 300 militares da reserva participavam do evento, chamado de “1964 — A Verdade”, na sede do Clube Militar, em frente à Cinelândia, os manifestantes se concentraram nas duas entradas do prédio, com bandeiras e cartazes onde se lia: “Onde estão nossos mortos e desaparecidos do Araguaia?”
Estas são apenas algumas das manifestações ocorridas no país. O movimento parece estar crescendo e os jovens vão participando e protestando. Exigem a verdade. Chega de esconder a história para proteger torturadores e golpistas.

Nota de esclarecimento.


 Do meu amigo e companheiro Pepe, um lutador argentino que vive no Brasil, recebi um importante esclarecimento.
Este movimento de jovens foi criado pela organização H.I.J.O.S de Argentina. Os “HIJOS” são os filhos recuperados de companheiros e companheiras desaparecidos durante a ditadura 1976-1983 que não se conformavam com as leis que impediam julgar os torturadores e assassinos no país.
Na Argentina o movimento ganhou o nome de ESCRACHE e foi uma forma excelente de que as pessoas tomassem ciência das atividades ilícitas de seu vizinho que podia ser uma pessoa “normal” mas ocultando um passado terrível cheio de mortes, torturas, desaparições, assassinatos, estupros.

Ernesto Germano

Mais um caso na Justiça.


 Na quinta-feira (29), foram ouvidas no fórum da Praça João Mendes, em São Paulo, as testemunhas no processo que pede a retificação da certidão de óbito do militante comunista João Batista Drumond. A morte do militante do Partido Comunista do Brasil (PCdoB) foi registrada como consequência de um atropelamento na esquina da Avenida 9 de Julho com a Rua Paim, na região central da capital paulista, em 1976.
Na ação movida pela viúva Maria Ester Cristelli Drumond e as filhas, Rosamaria e Silvia, para corrigir a certidão de óbito, ela sustenta que Drumond foi morto sob tortura dentro do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi), para onde foi levado após ser preso durante operação policial que desarticulou uma reunião do PCdoB em uma casa no bairro da Lapa, na zona oeste da capital paulista. Na ação militar, dois militantes foram mortos.

O caso Herzog.


 A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), entidade da Organização dos Estados Americanos (OEA), notificou nesta semana o Estado brasileiro sobre denúncias referentes às circunstâncias da morte do jornalista Vladimir Herzog, em 1975.
A notificação indica a abertura oficial, pela corte internacional, da investigação sobre a morte do jornalista, ocorrida dentro do Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi) de São Paulo, órgão subordinado ao Exército, que funcionou durante o regime militar.
O pedido de investigação foi feito por quatro entidades que atuam na defesa de direitos humanos no Brasil: o Centro pela Justiça e o Direito Internacional (Cejil), a Fundação Interamericana de Defesa dos Direitos Humanos (FIDDH), o Grupo Tortura Nunca Mais, de São Paulo, e o Centro Santo Dias de Direitos Humanos, da Arquidiocese de São Paulo.

Só podia ser!


Quinta-feira, dia 22 de março de 2012. Em Mali, o capitão Amadou Sanogo liderou um golpe militar que destituiu o presidente legalmente eleito. Poucas horas depois do golpe ele decretou a criação de um tal de “Comitê Nacional para a Restauração da Democracia e do Estado” do qual ele é o presidente. Tudo como manda a cartilha dos velhos golpistas e ditadores que conhecemos muito bem.
Mas tem mais uma coisa em comum. Amadou Toumai Touré recebeu treinamento nos EUA. Ele passou por vários cursos, em ocasiões diferentes, incluindo aulas básicas sobre comando de soldados. A notícia foi confirmada por um oficial do Departamento de Defesa dos EUA, em entrevista ao The Washington Post.
Sanogo participou do Programa Internacional de Educação e Treinamento Militar, uma iniciativa financiada pelo Departamento de Estado para militares estrangeiros selecionados por membros de embaixadas estadunidenses ao redor do mundo, conforme informou o oficial Patrick Barnes, integrante do AFRICOM (Comando dos Estados Unidos para África), que não deu mais detalhes.
Mais uma vez se confirma a velha piada: “Sabe por que não tem golpe de Estado nos EUA?”... “Porque lá não tem embaixada dos EUA!”

Ernesto Germano

Soldados israelenses matam manifestante palestino.


 Um manifestante palestino morreu nesta sexta-feira (30) em Gaza depois de ter sido atingido por disparos de soldados israelenses durante os protestos do Dia da Terra, realizados anualmente. Ainda de acordo com as autoridades locais, pelo menos 20 pessoas ficaram feridas durante os confrontos entre os manifestantes e o exército de Israel. O jovem morto tinha 20 anos e foi identificado como Mahmoud Zakut. Ele morreu em um hospital da região depois de ter sido atingido por disparos de israelenses no início da tarde. Os protestos contaram com a presença de cerca de 10 mil pessoas na Passagem de Erez, região norte de Gaza.

Ernesto Germano

Eles se acham acima das instituições?


 O ministro das Relações Exteriores israelense, Avigdor Lieberman, ordenou nesta segunda-feira (26) o rompimento de relações com o CDH (Conselho de Direitos Humanos) da ONU, depois de ter sido aprovada a criação de uma comissão para investigar o impacto das colônias israelenses em território palestino ocupado. “O ministro Lieberman decidiu nesta segunda que não vamos continuar colaborando com o CDH, já que esse organismo não tem nenhuma credibilidade. Por isso, não queremos nos relacionar com ele”, explicou Paul Hirschson, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.
Ou seja, se estão investigando os crimes de Israel não merecem credibilidade? Israel se acha acima dos organismos da ONU? Ninguém pode investigar seus crimes? O que diz Obama sobre isto? Por que Obama apóia o Conselho de Direitos Humanos quando critica a Síria, por exemplo, e se cala na questão de Israel?

Ernesto Germano

Na Espanha, prostitutas não atenderão banqueiros.


 É um protesto diferente e anunciado oficialmente. As prostitutas de luxo de Madri se recusam a fazer sexo com banqueiros, em protesto contra a crise financeira que atinge a Espanha. O desemprego no país já atinge 23% da população economicamente ativa.
Para voltar a atender seus clientes banqueiros, as prostitutas exigem que os funcionários das instituições financeiras do país abram linhas de crédito para famílias pobres ou empresas que estão próximas da falência. A principal associação de prostituição da cidade afirmou ao tablóide inglês Daily Mail que só irá suspender a greve quando os banqueiros cumprirem “suas responsabilidades sociais”.
Uma prostituta que se identifica como Ana MG afirmou não acreditar que a greve irá durar muito. “Estamos em greve há três dias e eu não acho que eles aguentem muito tempo”, disse.

Ernesto Germano

Greve Geral parou a Espanha.


 A Greve Geral de 29 de março, convocada como forma de protesto contra a reforma laboral promovida pelo governo de Rajoy, foi considerada pelos sindicatos como “a mais representativa da história da democracia”. Segundo as centrais sindicais CCOO e UGT, entre os 14 milhões de trabalhadores assalariados, adesão deve ficar entre 85 e 90%. Fábricas de automóveis estiveram praticamente paradas, setor dos transportes só cumpre os serviços mínimos, 26 portos ficaram totalmente parados. Trabalhadores dos meios de comunicação também participaram do protesto.
Os grandes centros de abastecimento da Andaluzia, especialmente o Mercasevilla, o Mercabarna e o Mercavalencia, na Catalunha, e a plataforma logística de Mercadona em Leon fecharam as portas e os setores da alimentação e o setor químico registraram níveis de adesão em torno de 90%. O turno da noite da fábrica da Repsol em Puertollano parou por completo.
No setor mineiro a adesão foi de 100% e no setor têxtil atingiu os 82%. A fábrica da Inditex fechou por completo. No recolhimento de lixo a adesão foi de 95%, chegando a 100% em cidades como Madri, Corunha, Zaragoza, Ceuta, Toledo, entre outras.
Em Madri, a Greve terminou com um grande Ato Público na Praça do Sol, transmitido ao vivo pela TV espanhola e pela internet. O ato terminou com o povo cantando a Internacional!

Ernesto Germano

O que estão aprontando?


 A Agência Bolivariana de Informação divulgou uma preocupante notícia. Um veículo Nissan, modelo X3, com placa 27-MI-30 e registrado em nome da embaixada dos EUA foi detido na madrugada de terça-feira no município de Trinidad, departamento de Beni (nordeste da Bolívia).  
O carro foi apreendido e seus dois ocupantes estão presos para investigações. Estavam transportando farto armamento: três escopetas da marca Remington (calibre 12); um revolver Smith Wesson (calibre 38); 2.350 cartuchos de munição calibre 38; três equipamentos de comunicação e um computador.

Ernesto Germano

Grupo neonazista mata um jovem no Chile.


 Daniel Zamudio tinha 24 anos e foi brutalmente agredido durante seis horas, apenas por ser homossexual. Ele passou 24 dias em coma em consequência das torturas sofridas, mas não conseguiu resistir.
Na madrugada do dia 3 de março, quando se encontrava nas imediações do Parque San Borja, no centro de Santiago, Zamudio foi cercado por quatro pessoas que o agrediram com socos, chutes e pedradas. Foram cerca de seis horas de tortura, que terminou com os agressores cortando parte de uma orelha, queimando pontas de cigarro e fazendo diversos cortes com um pedaço de vidro, formando duas suásticas, uma pequena sobre o abdômen e outra grande nas costas. O corpo do estudante foi encontrado na manhã daquele dia, no estacionamento de um supermercado próximo ao parque.
Os agressores de Zamudio foram capturados no sábado seguinte ao do ataque. São eles Patrício Ahumada (26 anos), Raul López (25), Alejandro Angulo (25) e Fabián Mora (20). Os três primeiros já tinham antecedentes por crimes de agressões a homossexuais e imigrantes.

Ernesto Germano

Mais um problema para os EUA.


 Depois da confirmação da imensa reserva de petróleo na Venezuela, transformando o país na maior reserva do planeta, uma nova descoberta vai aumentar a “dor de cabeça” nos EUA. Em 2011, as reservas provadas de gás natural da Venezuela chegaram a 196 bilhões de pés cúbicos! Ou seja, o país é agora a quinta maior reserva de gás no planeta!

Ernesto Germano

Chávez continua favorito nas pesquisas.


A “oposição” venezuelana, financiada pelos EUA, não sabe mais o que fazer para as eleições do próximo dia 7 de outubro. Eles tentam se livrar da fama de golpistas, adquirida depois do golpe fracassado de 2002, mas isto tem adiantado muito pouco. Governo conta com inéditas taxas de aprovação popular!
Apesar da anunciada doença de Hugo Chávez, ele segue na frente nas pesquisas feitas por vários institutos. O candidato da direita, Henrique Carpilles Radonski, não chega nem perto. Vejam os resultados entre Chávez e Radonski: Hinterlaces: 52% a 34%; GIS: 55% a 22,2%; Ivad: 56,5% a 26,6%; Consultores 3011: 57,5% a 26,6%. Ou seja, a direita está começando a ficar desesperada e pode inventar algo para desacreditar o processo eleitoral.

Ernesto Germano

Enquanto falavam do Papa...


 Enquanto nossos jornais gastavam muitas páginas falando da visita do Papa a Cuba, outra importante personalidade estava na Ilha e ninguém falou sobre isto.
No mesmo dia da chegada de Bento XVI, desembarcou em Cuba a senhora Margaret Chan, Diretora Geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) que realizou vários encontros com grupos de especialistas cubanos para traçar políticas para a América Latina.
Em uma entrevista transmitida pela TV cubana, Margaret Chan classificou de “invejável” o sistema de saúde cubano e elogiou o enfoque internacionalista e a formação de profissionais de diversas nacionalidades. Ela qualificou o serviço sanitário na Ilha como um dos melhores no mundo e disse que pode ser seguido por muitos países. Mas nossos jornais “esqueceram” de noticiar isto.

Ernesto Germano

Sabe a última da mentirosa?


A blogueira “potoqueira”, Yoani Sánchez continua sendo motivo de risos. Apesar de todo o apoio e dinheiro que recebe da Espanha e dos EUA, está começando a ficar ridícula em suas notícias sobre Cuba, criadas para atacar a imagem da Ilha e o socialismo.
Desta vez, em matéria publicada pelo jornal espanhol “ABC”, a mentirosa resolveu fazer profecias: segundo ela, “o regime cubano não vai durar mais dois anos!” Ela fala de “caos social em Cuba”, “fome”, “repressão e perseguições”. Mas ela não explica, por exemplo, de onde vem o seu alto salário. Por que ela recebe uma exorbitante “ajuda de custo” paga pelo governo espanhol?

Ernesto Germano

“O que faz um Papa?”


Quem esperava por isto? No último dia de visita a Cuba, o Papa teve um encontro com Fidel Castro. Segundo a imprensa de Havana, conversaram durante 30 minutos na Nunciatura Apostólica (embaixada do Vaticano) em Havana. Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, disse que o papa, de 84 anos, e Fidel, de 85, tiveram uma “troca de ideias” numa atmosfera “muito cordial”, apesar das profundas divergências ideológicas que os separam.
Em certo momento da conversa, Fidel perguntou a Bento XVI: “O que faz um Papa?”. Ele então falou do seu ministério, das suas viagens internacionais e do seu serviço à Igreja. Disse também que estava feliz por visitar Cuba e por ter sido tão bem acolhido. Ainda segundo o porta-voz, a dupla discutiu problemas mundiais sob pontos de vista religiosos, científicos e culturais.

Cuba continuará sendo socialista!


 Com muita diplomacia, um alto dirigente do governo cubano resolveu dar uma resposta às críticas do papa Bento XVI. Antes de chegar a Cuba, o papa afirmou que ora para que o país siga caminhos de “renovação e esperança” e disse que a ideologia marxista “não corresponde mais à realidade”.
O vice-presidente do Conselho de Ministros de Cuba, Marino Murilo rebateu as declarações de Bento XVI. “Em Cuba não haverá reforma política”, disse o dirigente. “Estamos falando da atualização do modelo econômico cubano que faça com que nosso socialismo seja sustentável e que tem a ver com o bem-estar do nosso povo”. Ele disse que o governo cubano tem se espelhado nas experiências de outros países, como Rússia, China e Vietnã, para flexibilizar o modelo econômico centralizador inspirado na extinta União Soviética. “Estudamos o que está sendo feito em todo o mundo para atualizarmos o nosso modelo socialista com características bem cubanas, que se ajuste a nossas condições”, acrescentou.

Ernesto Germano

Três trabalhadores sem terra são encontrados mortos em Uberlândia.


 Três integrantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST - uma dissidência do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram encontrados mortos na tarde do último sábado (24) em um carro abandonado em uma rodovia próxima a Miraporanga, distrito de Uberlândia, no Triângulo Mineiro.
Junto aos corpos de dois homens e de uma mulher, a Polícia Militar (PM) encontrou uma criança de 5 anos, que, segundo os policiais, presenciou os assassinatos. Neta de duas das vítimas, a criança foi levada ao acampamento onde vivem os pais e está sob proteção policial. As três vítimas foram mortas a tiros e a polícia chegou ao local após denúncia recebida por telefone.
Mais uma liderança do MST é assassinada. Na sexta-feira (23), o trabalhador rural Sem Terra, Antônio Tiningo, foi assassinado em uma emboscada quando se dirigia para o acampamento da fazenda Açucena, no município de Jataúba, agreste de Pernambuco. Ele era um dos coordenadores do acampamento da fazenda Ramada, ocupada há mais de três anos. No final de 2011, mesmo ocupada pelos Sem Terra, a fazenda foi comprada por um empresário do ramo de confecção e especulação imobiliária, conhecido por Brecha Maia. Logo que comprou a área, o fazendeiro - que possui outras fazendas na região - expulsou ilegalmente as famílias, sem nenhuma ordem judicial ou presença policial.
As famílias reocuparam a área em fevereiro desse ano e, desde então, o proprietário tem ameaçado retirar as famílias à força, intimidando pessoalmente algumas lideranças da região, dentre elas, Antonio Tiningo.

Vingança de Serra.


 A demissão de dois profissionais da “Revista de História” da Biblioteca Nacional semanas após a publicação de uma resenha favorável ao livro “A Privataria Tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr, colocou a revista no centro de uma polêmica sobre uma suposta intervenção do partido (PSDB) no caso.
Publicado em 24 de janeiro, o texto do jornalista Celso de Castro Barbosa foi alvo de críticas de tucanos, que liderados pelo presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), ameaçaram processar a publicação, editada pela Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin) e que da Biblioteca Nacional recebe apenas material de pesquisa e iconografia.
A evidente pressão externa fez com que o jornalista recebesse um chamado do editor-chefe da publicação, Luciano Figueiredo, naquele mesmo dia. “Ele [Figueiredo] disse concordar com quase tudo que havia escrito, mas o Gustavo Franco [ex-presidente do Banco Central no governo FHC] leu, não gostou e resolveu mobilizar a cúpula tucana.”  
Acontece que a verdadeira dona da revista é a Sabin, uma entidade privada, composta inclusive por bancos, e nega que tenha sofrido interferência externa nas demissões. Disse que o jornalista Celso de Castro Barbosa foi demitido pelo então editor Luciano Figueiredo que, por sua vez, dispensado “exclusivamente por razões administrativas.”

Ernesto Germano

domingo, 25 de março de 2012

Quando Thor Encontrou Wanderson




Thor

Os dois têm, em comum, o nome estranho e improvável e a nacionalidade brasileira.
Thor e Wanderson.
O resto são diferenças que jamais os levariam a se encontrar. Thor, 1%, para usar a expressão consagrada no protesto Ocupe Wall St, anda num carro de quase 3 milhões de reais, uma McLaren. As multas por excesso de velocidade que Thor recebeu no período “probatório”, em que o motorista é testado logo depois de receber carteira de motorista, deveriam tê-lo impedido de dirigir.  Mas regras no Brasil não costumam ser aplicadas para o 1%. A família de Thor tem dinheiro e as conexões que isso traz: não há muito tempo, o governador do Estado tomou carona no helicóptero do pai de Thor, um homem cuja maior ambição não é ser o homem mais sábio do mundo,  ou o mais feliz, ou o mais generoso — e sim o mais rico, um recordista de moedas.
Wanderson é o 99%. Bicicleta em vez de McLaren, e não por modismo ou por consciência ecológica. Simplesmente por necessidade. Feio por não ter a boniteza outorgada pelo dinheiro: não poderia comprar o corpo de jogador de rugby adquirido por Thor com duas horas de exercícios diárias, e nem as roupas, e nem os produtos de beleza. Pobre não pode aspirar a grandes feitos estéticos, e nem pequenos, para ser franco.
Wanderson
Contra todas as probabilidades, Thor e Wanderson, com suas vidas paralelas e opostas, acabaram se encontrando na noite de sábado, numa estrada.  Foi um encontro rápido. Thor em sua McLaren e Wanderson em sua bicicleta. Thor mal viu Wanderson. Salvo em circunstâncias excepcionais, os 99% são invisíveis.
No final da reunião relâmpago, Wanderson estava em pedaços, destruído pela McLaren. A imprudência, segundo o pai de Thor, foi de Wanderson.  Não há surpresa nisso porque no Brasil a culpa sempre foi dos 99%.
E agora Thor retoma sua vida de herdeiro enquanto Wanderson lentamente vai desaparecendo de nossas mentes e de nossas conversas até ser devolvido à miserável invisibilidade em que esteve imerso até o breve encontro de sábado à noite.

Paulo Nogueira
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Com a primavera, retornam os protestos.


 O fim do inverno nos EUA está trazendo de volta para as ruas os manifestantes da “Occupy Wall Street”. No sábado (17), os manifestantes do Occupy voltaram ao Parque Zuccotti, ao sul da ilha de Manhattan, para protestar contra o capitalismo e o mercado financeiro. Eles haviam tomado o local pela primeira vez em 17 de setembro de 2011. Mas a polícia de Nova Iorque estava atenta e prendeu 73 manifestantes. No domingo (18), os protestos foram retomados. Aos gritos de “Fora, polícia!” os “occupiers” voltaram e encontraram a área do parque cercada por grades.

Estão ficando ridículos!


 A secretária de Estado do governo Obama, “la Clinton”, acaba de dar uma demonstração de como a política estadunidense está se tornando ridícula. Há pouco tempo o governo anunciou um total boicote ao Irã e disse que os países que comprassem petróleo iraniano sofreriam sanções. Agora a secretária anuncia que os EUA excluem Japão e países da UE de sanções por compra de petróleo do Irã.

Claro que encontraram uma desculpa bem esfarrapada. Segundo “la Clinton”, os dez países europeus em questão (Espanha, França, Itália, Grécia, Alemanha, Reino Unido, Bélgica, Holanda, Polônia e República Tcheca) e o Japão “reduziram significativamente seu volume de compras”. Mentira! A realidade é que não teriam como sobreviver sem o petróleo do Irã, principalmente com a crise econômica se alastrando mais e mais!

Ainda sobre a HR 347.


 A Lei HR 345 foi assinada por Obama no final do ano passado. Oficialmente conhecida como “Federal Restricted Buildings and Grounds Improvement Act of 2011”, popularmente foi chamada de “Lei do Fim da Liberdade de Expressão”. Ela determina que é crime federal, castigado com até 10 anos de prisão, ultrapassar os limites de uma área onde trabalham funcionários do governo ou onde o governo federal realize suas funções. Curiosamente, quando a tal lei foi votada na Casa de Representantes (espécie de Câmara dos Deputados de lá) teve 338 votos a favor e apenas 3 contrários. Os três votos contrários eram de deputados republicanos!

A nova lei assinada por Obama, a HR 347, amplia a anterior e transforma em crime o ato de entrar ou permanecer em uma área que seja normalmente visitada por um funcionário federal, mesmo que a pessoa desconheça que é um local onde podem circular funcionários federais.

EUA: Mais uma derrota vergonhosa?

O exército da “nação mais poderosa do planeta” parece estar marchando para uma derrota tão vergonhosa quanto a sofrida no Vietnam. A situação no Afeganistão está dramática e os últimos acontecimentos já fizeram o governo Obama desistir de seu projeto de “uma retirada negociada das tropas” para preservar a imagem dos EUA. Nas bases estadunidenses o clima é de derrota ou desespero, como demonstrou o recente caso do sargento que saiu matando camponeses na Província de Kandahar.

Dois oficiais superiores dos EUA foram mortos a tiro no Ministério do Interior numa zona de alta segurança. O alto comando estadunidense, alarmado, proibiu a partir de agora a presença dos seus militares em qualquer tarefa de cooperação em edifícios do governo afegão.

O balanço de onze anos da guerra afegã é desastroso. A maioria do território está sob controle da Resistência (na qual lutam inclusive quadros do Partido Popular marxista da Revolução). As tropas estrangeiras, em muitas cidades, somente saem dos quartéis para realizar patrulhas. Todos os projetos de reconstrução econômica e política fracassaram. As plantações da papoula do ópio e a produção de heroína aumentam sob a proteção de altos funcionários ligados ao narcotráfico; a corrupção mergulha as raízes nos próprios Ministérios; a fome é uma realidade em muitas províncias.

Israelenses criam movimento "Nós amamos o Irã".


Israelenses criam movimento “Nós amamos o Irã”. Apesar da política oficial do governo, um casal israelense iniciou uma campanha pela internet em defesa pela paz entre seu país e o Irã. E a iniciativa rapidamente se tornou um sucesso não apenas entre israelenses, mas também conquistou apoio de internautas iranianos. A campanha, que pode ser encontrada no site “israelovesiran.com ou na página “Love and Peace”, na rede social Facebook.

Ronny Edry e sua esposa Michal Tamir, artistas gráficos de Tel Aviv, deram o pontapé na campanha no último sábado (17), publicando fotos deles ao lado de seus filhos com os dizeres, em inglês: “Iranianos: nós nunca iremos bombardear o seu país. Nós amamos vocês”. A mensagem da foto ainda acrescentava a seguinte mensagem: “Ao povo iraniano, a todos os pais, mães, crianças, irmãos e irmãs, para ocorrer uma guerra entre nós, antes precisamos ter medo e odiar. Não tenho medo de vocês, não odeio vocês. Sequer conheço vocês. Nenhum iraniano jamais me fez mal algum”.

Em poucos dias, a campanha ganhou adesão de milhares de israelenses, que colocaram fotos com outras mensagens de teor pacífico. O apelo pela paz encontro"u eco também em usuários iranianos. Uma das mensagens mais destacadas no Facebook foi da iraniana Pirmadtanha Abdan, que escreveu: “Sou iraniana e amo todas as pessoas, não importando sua origem; tudo o que desejamos é paz, esperemos que nossos políticos entendam isso”.

Ernesto Germano

Robin Hood ao contrário?


 No Reino Unido, governo reduz imposto para ricos enquanto cria uma nova taxa sobre os idosos e corta benefícios sociais. Não, não é brincadeira! O discurso oficial fala de austeridade e que se aproxima uma tormenta, com déficit fiscal projetado de 126 bilhões de libras esterlinas para 2012.

Mas o ministro das Finanças britânico, George Osborne, braço-direito do conservador David Cameron, anunciou na quarta-feira (21) um corte no imposto sobre altos salários no Reino Unido. A medida foi acompanhada por outras iniciativas como o fim de isenções para aposentados acima de 65 anos e cortes em benefícios sociais. Popularmente, a medida já está sendo chamada de “taxa da vovó”!

O nazifascismo está se aproximando perigosamente: Cuidado!

Um homem sozinho, adepto da eliminação racial, assassinou a tiros quatro pessoas, três crianças e um adulto, na porta de uma escola judaica, em Toulouse, no sul da França. Este indivíduo já havia empregado o mesmo método entre os dias 11 e 15 de março quando assassinou três soldados franceses de origem magrebina e feriu gravemente um quarto, oriundo das Antilhas francesas. Ele usou a mesma arma nos dois atentados.

O caráter racista das ações não deixa lugar a dúvidas. O atirador matou em dois dias pessoas de origem magrebina, judeus e feriu um negro. No atentado de segunda, atirou para matar, não importando se fossem crianças ou adultos.

Vale lembrar que a atual crise na Europa está fazendo ressurgir em vários países grupos neonazistas e novos partidos de extrema direita. Não devemos ver o que ocorreu agora na escola francesa como “ato de um louco”. Isto está claramente vinculado ao atual modelo europeu, a uma crise social que vai se aprofundando.

Mais armas no mundo... Para que? Para quem? Para atender a quais interesses?

O comércio mundial de armas convencionais cresceu 24% entre 2007 e 2011, segundo um informe do Instituto Internacional de Estudos para a Paz, em Estocolmo. Os EUA continuam tendo a hegemonia como principal exportador e a Índia foi o país que mais comprou armas no mesmo período.

Os cinco maiores exportadores mundiais são: EUA, Rússia, Alemanha, França e Reino Unido. Os principais “clientes” dos EUA são: Coréia do Sul, Austrália e Emirados Árabes. A Ásia e Oceania receberam 45% de todas as exportações estadunidenses; o Oriente Médio recebeu 27% e a Europa 18%.

Ernesto Germano

A questão da água (1).


No dia 22 de março comemoramos o “Dia Mundial da Água” e, mais do que nunca, esta questão está na ordem do dia. Duas visões diferentes dominam as discussões no mundo. A primeira visão tem por meta a mercantilização da água e pretende transformar o precioso líquido em uma “commodity” sujeita ao mercado. O principal foco desta posição está no Conselho Mundial da Água, grupo composto por representantes das empresas privadas de água que dominam 75% do mercado mundial. A outra visão, defendida pelo conjunto do movimento social no planeta, defende a água como “um direito universal, humano e inalienável”. Este grupo não reconhece o Conselho Mundial da Água e defende uma discussão mundial e a necessidade de uma gestão pública deste recurso natural.

A questão da água (2).


Segundo os cientistas, há quinhentos milhões de anos, a quantidade de água é praticamente constante. 70% da superfície da Terra é coberta de água: 97,5%, salgada e apenas 2,5%, doce. Destes menos de 3% de água doce, 2,2% estão nas calotas polares e apenas 0,3% está disponível para nós (rios, lagos e lençóis subterrâneos)

Há bastante água, mas desigualmente distribuída: 60% se encontra em apenas 9 países, enquanto 80 outros enfrentam escassez. Pouco menos de um bilhão de pessoas consome 86% da água existente enquanto para 1,4 bilhões é insuficiente e para dois bilhões, não é tratada, o que gera 85% das doenças. O Brasil é a potência natural das águas, com 13% de toda água doce do Planeta perfazendo 5,4 trilhões de metros cúbicos.

A questão da água (3).


Os maiores aquíferos da Europa se encontram na região euro-asiática, destacando-se, por sua dimensão, a bacia Russa, mais próxima à região polar. A Europa ocidental se vê reduzida a um único aquífero de médio porte, na bacia de Paris. Em quase todos os casos, as reservas de água da Europa padecem de problemas que afetam sua qualidade, o que ampliou drasticamente o consumo de água engarrafada. A Europa registra, proporcionalmente, a maior taxa mundial de extração de água para consumo humano: do total de água que se extrai, mais de 50% é utilizada pelos municípios, aproximadamente 40% se destina à agricultura e o resto é consumido pelo setor industrial.

A Ásia depende dos grandes aquíferos do norte de China e a Sibéria, mais próxima da região polar. Um dos casos mais graves é o da Índia, que junto com os Estados Unidos, tem uma das taxas mais altas de extração de água subterrânea do mundo.

A América do Sul possui três grandes aquíferos: a Bacia do Amazonas, a Bacia do Maranhão e o sistema aquífero Guarani, que mais parece um “mar subterrâneo” de água doce que se estende por quatro países do cone sul: Argentina, Brasil, Uruguai e Paraguai. Pelo volume das reservas destes aquíferos e pela capacidade de reposição de água destes sistemas, a América do Sul representa a principal reserva de água doce do planeta.

A questão da água (4).


Segundo dados de institutos internacionais, em 1980 eram 12 milhões de domicílios servidos por empresas privadas de água, hoje são mais de 700 milhões! Os países pioneiros são a Inglaterra, a França e o Chile. Quatro grandes multinacionais avançam sobre os serviços públicos de saneamento básico no mundo inteiro. São elas: Ondeo, uma filial da Suez-Lionnaise, com 125 milhões de clientes; Veolia (ex-Vivendi), com 110 milhões de clientes; Saur, com 29 milhões de clientes. A estas três companhias francesas se soma a RWE alemã e sua filial inglesa, a Thames Water.

A questão da água (5).

Você sabia? Qual o consumo de água para: produzir 1 Kg de trigo = 1.500 litros de água; produzir 1 Kg de arroz = 4.500 litros de água; produzir 1 litro de leite = 2,5 a 5 litros de água; fabricar 1 carro = 35.000 litros de água; abater uma cabeça de gado = 500 litros de água; produzir 1 Kg de cimento = 35 litros de água; regar 1m² de jardim = 17 litros de água; descarga vaso sanitário = 10 a 12 litros de água; consumo 1 paciente hospitalizado = 450 litros de água por dia; consumo 1 criança na escola = 100 litros de água por dia.

“Dor de cabeça” para Obama.


 A Venezuela tem reservas provadas de petróleo iguais a 297.570.543 barris de petróleo! Ou seja, a Venezuela tem agora a maior reserva do planeta. O governo venezuelano está formulando agora uma nova política para o setor, visando principalmente o desenvolvimento, conservação e aproveitamento dos recursos.

Homenagem a militante paraguaio desaparecido durante a ditadura.

O dirigente sindical Rubén González foi detido na represa Acaray por policiais logo após uma ação contra dirigentes e militantes do PCP (Partido Comunista Paraguaio), em dezembro de 1975. O general Alfredo Strossner, líder da mais longa ditadura militar da América do Sul, estava no poder. No mesmo dia, González foi levado para o Departamento de Investigações da Polícia em Assunção, onde sofreu seguidas sessões de tortura. Seus restos nunca foram encontrados.

Trinta e seis anos depois, o governo do Paraguai, após um acordo com a Corte Interamericana de Direitos Humanos de reconhecimento dos crimes da ditadura, realizou na terça-feira (20) um ato em homenagem a González. Estiveram presentes o ministro das Relações Exteriores, Jorge Lara Castro, o vice-ministro de Assuntos Políticos do Ministério do Interior, Osmar Sostoa e familiares das vítimas. Além deles, numerosos defensores dos direitos humanos e dirigentes do PCP.

Ernesto Germano

Fidel Castro avisou

O ex-presidente cubano Fidel Castro criticou a possibilidade dos EUA e de Israel atacarem o Irã. Em um artigo publicado pela imprensa cubana, Fidel disse não ter “a menor dúvida” de que Washington “está a ponto de cometer e conduzir o mundo ao maior erro de sua história”.

Segundo ele, esse ataque partiria do pressuposto de que “os combatentes iranianos, que somam milhões de homens e mulheres conhecidos por seu fervor religioso e sua tradição de luta, vão se render sem disparar um tiro”. “Imaginemos as forças dos EUA lançando monstruosas bombas contra instituições industriais capazes de penetrar 60 metros de concreto. Jamais semelhante aventura havia sido concebida”, disse. Ele estimou ainda que, dessa maneira, “nossa espécie será conduzida inexoravelmente ao desastre”.

Ernesto Germano

É uma questão de educação.


 Educação e diplomacia são virtudes que poucos podem realmente ostentar. E isto acaba de ficar comprovado com a visita do Papa a Cuba. Antes mesmo de pisar em solo cubano, Bento XVI foi para a imprensa criticar o marxismo e o regime cubano, demonstrando uma grande falta de educação uma vez que está visitando o país.

Mas a resposta cubana foi educada, mostrando que trata-se de um povo diferenciado. O chanceler de Cuba, Bruno Rodríguez, afirmou na sexta-feira (23) que as declarações do papa Bento XVI com críticas ao marxismo são escutadas “com respeito”. Rodriguez disse que “nós, os cubanos, respeitamos todas as opiniões”. Será que o outro lado pode dizer a mesma coisa?

Ernesto Germano

Militante estadunidense vai a Cuba e denuncia repressão em seu país.

Michael Barglow é um professor aposentado da Califórnia, membro ativo do movimento “Occupy Wall Street” e está em Cuba para difundir o que realmente está acontecendo nos EUA e a repressão que os militantes estão sofrendo.

Em uma entrevista realizada em Havana, Michael disse que “os indignados estadunidenses defendem uma postura contra o capitalismo e exigem mudanças na sociedade”. Disse que “a maioria dos manifestantes é de jovens porque eles estão sentindo mais a insegurança com o futuro”. 

Segundo ele, o sistema ainda é muito poderoso e tem uma estrutura bem definida, mas é evidente que os EUA estão perdendo seu poder no mundo e, portanto, devem ocorrer grandes mudanças, porque a situação já é insustentável.

Oficialmente, Michael Barglow está visitando Cuba para fazer uma pesquisa sobre a educação na Ilha e a campanha de alfabetização.

Ernesto Germano

Tomara que os ventos da liberdade também soprem nos quartéis, assim poderemos passar a história a limpo!

Em fevereiro passado, um documento apoiado por mais de duzentos militares criticava o fato de a presidenta Dilma Rousseff não ter desautorizado as ministras Maria do Rosário (Direitos Humanos), em suas declarações sobre a Comissão da Verdade, e Eleonora Menicucci (Secretaria de Políticas para Mulheres), que comentou sobre o tempo em que lutou contra o regime ditatorial. Em resposta, Dilma advertiu que os autores seriam punidos.

Agora tomamos conhecimento de um novo manifesto, assinado por dois Capitães de Mar e Guerra (Fernando Santa Rosa e Carlos de Souza), afirmando que o primeiro texto foi redigido por fascistas, “saudosos da ditadura”! E o o manifesto recebeu o apoio do brigadeiro Rui Moreira Lima, um dos dois únicos pilotos sobreviventes que participaram do 1.º Grupo de Aviação de Caça da Força Aérea Brasileira (FAB). Ele diz apoiar a Comissão da Verdade, para esclarecer o que realmente ocorreu durante a ditadura.

O novo manifesto critica os torturadores que não responderam a nenhum processo, continuaram suas carreiras e nunca precisaram requerer, administrativa ou judicialmente. Ao contrário, as vítimas do período foram obrigadas a esse tipo de procedimento para continuar suas vidas, argumentam os capitães. Por fim, o texto questiona a localização dos corpos de desaparecidos na ditadura.

Trabalhadores dormiam com ratos e morcegos

Trabalhadores de lavouras de soja, café e milho que dormiam com ratos e morcegos foram resgatados do trabalho escravo, de acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego, no interior de Goiás. Além das péssimas condições de vida, as jornadas de trabalho chegavam a 16 horas por dia.

Os 24 trabalhadores resgatados estavam nas fazendas Monte Alegre, Pindaíbas e Cachoeira de Montividiu, todas pertencentes ao grupo Ypagel, nos municípios de Rio Verde e Montividiu. O gerente responsável pela colheita de soja, Antônio Osvaldo Gonçalves, afirmou a Daniel Santini, da Repórter Brasil, que todos os sócios estavam viajando e que não poderiam se pronunciar.

De acordo com matéria da Repórter Brasil, o estado dos alojamentos era precário, com condições inadequadas de habitação. “Esses locais estavam em péssimas condições. Eram sujos e sem higiene, não tendo nenhuma estrutura para servir como moradias. Os únicos móveis existentes no local eram as camas velhas. Tinha trabalhador que nem colchão tinha, estavam dormindo ‘na tábua’. Era uma situação de total degradância. Os alojamentos estavam infestados de ratos e morcegos, que, durante o dia, dormiam sossegadamente na cozinha”, disse o auditor fiscal do trabalho Roberto Mendes, coordenador da ação.

PEC do Trabalho Escravo pode ser votada em maio.

 Após mobilização em Brasília, Contag recebe do governo e de deputados a confirmação de que a PEC do Trabalho Escravo (PEC 438) será votada até 13 maio, dia em que a abolição da escravidão no Brasil completa 124 anos.
A PEC 438 endurece as penas para quem for flagrado mantendo condições de trabalho degradantes. “É inadmissível imaginar que num país com as dimensões do Brasil ainda aconteçam práticas da época da colonização e, pior, patrocinadas pelo governo [financiamentos do BNDES]. Até hoje nenhum escravista foi preso. A PEC trata disso e também da reversão da terra para a reforma agrária sem indenização”, disse o diretor de Política Salarial da Contag, Antônio Lucas.
Segundo dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), de 1995 a 2010, 39.180 trabalhadores foram flagrados, e resgatados, em condições análogas às da escravidão. A Organização Internacional do Trabalho (OIT), no relatório “Uma aliança global contra o trabalho escravo”, apontou que cerca de 25 mil pessoas ainda trabalham, no Brasil, nestas condições.

Ernesto Germano