segunda-feira, 6 de maio de 2013

Mais protestos em Portugal.


 No dia 25 de Abril de 1974 aconteceu a “Revolução dos Cravos”, em Portugal. O movimento marcava a queda do regime salazarista. Em 1926 Portugal sofre um golpe militar e tem início a ditadura no país. Salazar assume em 1932 e permanece no cargo até 1968, quando sofre um derrame. Mas é substituído por um seguidor, Marcelo Caetano, que continua a política salazarista.
Em 25 de abril de 1974, explode a revolução comandada pelos chamados “jovens oficiais”. O sinal combinado para o início do levante dos quartéis foi dado à meia-noite através de uma emissora de rádio tomada pelos rebeldes: a senha era a música proibida pela censura “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso.
Lamentável que, depois, a belíssima “Revolução dos Cravos” tenha degringolado e Portugal esteja agora na situação em que está... entregue à sanha da Troika!
Na quinta-feira (25), alguns capitães daquele 25 de abril que mudou o curso da história portuguesa se negaram a participar dos atos oficiais que lembram o aniversário da Revolução. Um dos mais radicais, Otelo Saraiva de Carvalho, que fez parte do Conselho da Revolução, sustenta que o país necessita de outra revolução, agora de “mentalidades”, para escapar dos graves problemas econômicos e sociais.
Nos últimos meses, tanto grandes manifestações como pequenos grupos de ativistas cantaram o hino revolucionário para expressar o descontentamento popular e interromper falas de autoridades, inaugurações e até um discurso do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho. A música “Grândola Vila Morena”, de Zeca Afonso, tem sido ouvida em todo o país.

PS.: Tem que ser bonita mais esta festa Pá!!!

A Espanha e a crise.


Desemprego na Espanha já atinge 6 milhões de pessoas. O número de desempregados na Espanha superou pela primeira vez a marca de seis milhões de pessoas, ao alcançar 27,16% da população ativa no primeiro trimestre do ano. Os dados oficiais, publicados nesta quinta-feira (25/04), foram levantados em uma pesquisa da EPA (Enquete de População Ativa), e registram um recorde de uma série histórica iniciada em 1970.
O país agora conta 6.202.700 desempregados, depois que, nos três primeiros meses do ano, o contingente de pessoas sem trabalho aumentou em 237.400. O número de pessoas que perderam seus empregos há mais de um ano subiu para 2.901.100 nesse período, 111.200 mais que no quarto trimestre de 2012. A situação mais crítica se encontra na faixa etária dos jovens (menores de 25 anos): 57,22% no primeiro trimestre do ano, ou 960.400 pessoas nessa faixa etária sem trabalho.
            Espanha: aumenta a violência contra crianças. Um dado assustador, mas que mostra os efeitos da crise econômica e social do país, é o aumento da violência contra a criança na Espanha. Segundo informe divulgado na segunda-feira (22) pela Fundação de Ajuda a Crianças e Adolescentes em Risco (ANAR), a violência contra menores de idade cresceu 13,6% em 2012!
O documento diz que 1.778 casos de violência contra crianças foram registrados em 2012 e que a entidade recebeu 324.643 chamadas para ajudar menores de idade que estavam sendo violentados ou agredidos. 

O poder das grandes empresas.


 Um estudo de grande importância, realizado por três pesquisadores da área de sistemas complexos do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne, na Suíça, está mostrando pela primeira vez de forma abrangente como se estrutura o poder global das empresas transnacionais. É um trabalho muito importante para o estudo do que ocorre na atual crise mundial porque mostra a o poder das participações cruzadas entre as empresas, que permite que um núcleo muito pequeno (na ordem de centenas) exerça imenso controle sobre a economia mundial. Por outro lado, os interesses estão tão entrelaçados que os desequilíbrios se propagam instantaneamente, representando risco sistêmico.
O estudo analisou as relações entre 43.000 grandes empresas transnacionais e concluiu que um pequeno número delas, principalmente bancos, tem um poder desproporcionalmente elevado sobre a economia global.
A análise usa a mesma matemática empregada há décadas para criar modelos dos sistemas naturais e para a construção de simuladores dos mais diversos tipos. Agora ela foi usada para estudar dados corporativos disponíveis mundialmente. E o resultado é um mapa que traça a rede de controle entre as grandes empresas transnacionais em nível global.
Trabalhando os dados recolhidos pelos pesquisadores, o modelo final revelou um núcleo central de 1.318 grandes empresas com laços com duas ou mais outras empresas - na média, cada uma delas tem 20 conexões com outras empresas. Mais do que isso, embora este núcleo central de poder econômico concentre apenas 20% das receitas globais de venda, as 1.318 empresas em conjunto detêm a maioria das ações das principais empresas do mundo - as chamadas blue chips nos mercados de ações. Ou seja, elas detêm um controle sobre a economia real que atinge 60% de todas as vendas realizadas no mundo todo.
Quando os cientistas desfizeram o emaranhado dessa rede de propriedades cruzadas, eles identificaram uma “super-entidade” de 147 empresas intimamente inter-relacionadas que controla 40% da riqueza total daquele primeiro núcleo central de 1.318 empresas! (A matéria está em Carta Maior)

A água deve ser privatizada? Mais uma da Nestlé...


 Peter Brabeck-Letmathe, um empresário austríaco que é presidente do grupo Nestlé desde 2005, afirma que é necessário privatizar o fornecimento da água. Mas vale destacar que a empresa suíça é a líder mundial na venda de água engarrafada. Um setor que representa 8% de seu capital, que em 2011 totalizaram aproximadamente 68,5 bilhões de euros.
Brabeker diz que o fato de muitas pessoas terem a percepção de que a água é gratuita faz com que em várias ocasiões não lhes dê valor e a desperdiçam.  Ele defende que os governos devem garantir que cada pessoa disponha de 5 litros de água diária para beber e outros 25 litros para sua higiene pessoal, mas que o resto do consumo teria que ser gerido segundo critérios empresariais. Em sua opinião, a água deveria ser tratada como qualquer outro bem alimentício e ter um valor de mercado, estabelecido pela lei de oferta e procura.

Estadunidenses: República Tcheca NÂO é a mesma coisa que Chechênia!!!


O povo estadunidense está acostumado a olhar para o próprio umbigo e conhece muito pouco do restante do mundo. O ensino de geografia é uma vergonha e o máximo que eles conseguem é reconhecer o próprio país e seus estados em um mapa. A vergonha vai aparecendo aos poucos, mas agora se tornou piada internacional que circula na internet para mostrar a total ignorância dos estadunidenses diante da geografia mundial.
O embaixador tcheco, Petr Gandalovic, encaminhou uma mensagem aos estadunidenses onde pede que “melhores seus conhecimentos de Geografia para não confundirem a República Tcheca com a Chechenia”! Em sua mensagem, Petr Gandalovic esclarece que “A República Tcheca é um Estado da Europa Central, enquanto a Chechenia faz parte da Federação Russa”.
A nota do embaixador tem um motivo: depois do atentado em Boston, no dia 15 de abril, grupos de estadunidenses passaram a divulgar através do Twitter e do Facebook mensagens contra a República Tcheca porque os jornais anunciaram que os dois suspeitos eram de origem chechena! As mensagens nas redes sociais pedem que o governo Obama invada a República Tcheca para vingar o ocorrido em Boston! As mensagens dizem que: “Os terroristas vieram da República Tcheca”; “Que a República Tcheca vá para o diabo”; “É hora de bombardear a República Tcheca”; etc.
E este é o povo que se acha “senhor” do mundo!

A miséria avança no “país mais rico do mundo”.


 Quase metade dos moradores de Nova York, cidade mais populosa dos EUA, vive próxima da linha da pobreza. A informação foi divulgada na semana passada pelo centro oficial de pesquisa da prefeitura, com base em dados e indicativos sociais coletados durante os anos de 2005 e 2011.
Os dirigentes de Nova York classificam como pobre uma família composta por, no mínimo, dois adultos e dois dependentes cuja renda chegue até 30.949 dólares por ano. O levantamento revela que 46% da população da cidade – estimada em 8,175 milhões de habitantes – vive abaixo ou próxima desse valor.
A pesquisa, conduzida por Mark Levitan, foi feita a partir de uma amostra de 25 mil domicílios. Os índices mostram que a pobreza aumentou em três dos cinco distritos da cidade: Brooklyn (1,6%), Queens (4,8%) e Staten Island (3,9%).
As informações sobre pobreza reveladas pela pesquisa reacendem o debate acerca da desigualdade social em Nova York. Segundo a informação Coalizão Contra a Fome , a renda dos bilionários da cidade cresceu 11 bilhões de dólares no último ano, o que equivale “à saída de quatro milhões de pessoas da linha da pobreza”.

PS.: O Haiti, o Maranhão, Serra Leoa e outras potências econômicas que foram vitimadas por políticas imperialistas estão fazendo um fundo de ajuda aos pobres estadunidenses... O Haiti é ali?! 

Um estranho silêncio!


Nossos jornais gastaram (e ainda gastam) centenas de páginas para falar sobre o ocorrido durante a maratona de Boston e informando sobre a prisão do suspeito pela explosão da bomba. Mas ninguém se lembra de falar sobre o ocorrido na pequena cidade de West, no estado do Texas (EUA)!
Na tarde do dia 17 de abril, uma quarta-feira, uma explosão impressionante destruiu o prédio de uma fábrica de fertilizantes (West Fertilizer Co.) causando ondas de choque, escombros e vários incêndios. Resultado: 15 pessoas mortas, incluindo oito bombeiros que tentavam controlar o incêndio. Mas a imprensa estadunidense está “abafando” o caso e nossos jornais “amestrados” não falam sobre isto.
O motivo? A fábrica tinha em seu estoque 2.700 toneladas de nitrato de amônia, um fertilizante usado na agricultura industrial. O problema é que isto representa 1.350 vezes o mínimo permitido por lei sem necessidade de comunicação com as autoridades. Provavelmente, ninguém será investigado ou acusado pelo “acidente” em West, mas os jornais continuarão falando da maratona de Boston.

domingo, 21 de abril de 2013

“A América Latina é nosso quintal...”


 A declaração foi feita pelo secretário de Estado estadunidense, John Kerry, em um discurso diante do Comitê de Assuntos Exteriores da Câmara de Representantes, na quinta-feira (18). Ele declarou que “América Latina é nosso quintal (…) temos que nos aproximar deles de maneira vigorosa”.
Referindo-se aos países que fugiram do controle neoliberal e estão estabelecendo uma nova política na região, Kerry afirmou que “Faremos o nosso melhor possível para tentar mudar a atitude de um número de nações, onde, obviamente, tivemos uma espécie de ruptura nos últimos anos.” Ele declarou que tem planos de viajar, em breve, para a Colômbia e Brasil, e confirmou visitas de Obama para o México e Costa Rica, em maio.
Desde a Doutrina Monroe os EUA se acham donos do nosso continente e é aí que William Evarts, secretário de Estado dos EUA (1877 – 1881), em reunião com financistas e dignitários mexicanos em Nova York, lança uma “pérola” que parecia antever o futuro, explicando o que seria a tal Doutrina Monroe:

“A América para os americanos. Ora, eu proporia com prazer um aditamento: para os americanos, sim, senhores, entendamo-nos, para os americanos do norte (aplausos). Comecemos pelo nosso caro vizinho, o México, de que já comemos um bocado em 1848. Tomemo-lo (risos). A América central virá depois, abrindo nosso apetite para quando chegar a vez da América do sul. Olhando para o mapa, vemos que aquele continente tem a forma de um presunto. Uncle Sam é bom de garfo; há de devorar o presunto (aplausos e risos demorados). Isto é fatal, isto é apenas questão de tempo”.Extraído do livro A Ilusão Americana, de Eduardo Prado (1894), que frisava esta “premonição” no maior estilo capitalismo selvagem, zombando com toda possibilidade de aliança ou crédito ou complacência, e ainda acrescentando: “ ... entre gargalhadas dos americanos e sorrisos amarelos dos mexicanos”.

Honestamente, isto vindo dos EUA, não me assusta. O que me apavora é entrarmos nesta malha ideológica reproduzindo a língua daqueles que querem nos engolir, as roupas, o estilo, a estética, os filmes, as músicas, as lógicas.... e ainda usando o discurso do "dominado conformado": "É a globalização". Assim a "profecia" se completa. E isto explica o "ódio" que se sentem de todos aqueles que se contrapõem ao projeto estadunidense de engolir a América Latina. 
Viva Zapata! Viva Che! Viva Fidel! Viva Morales! Viva Correa! Viva Sandino! Viva Chávez! Viva Neruda!  Viva Frida! Viva Ariano Suassuna! Viva a todo o povo anônimo de nossa América que resiste em ser "quintal"!

Boston? Os terroristas são EUA!!!


 Jornais, rádios e TVs não param de falar no que chamam de “atentado terrorista” ocorrido em Boston na segunda-feira (15). Segundo os noticiários, três pessoas teriam morrido. Mas nenhum jornal gasta uma linha sequer para falar dos outros atentados terroristas perpetrados pelos EUA e comandados por Obama.
Um dia antes do ocorrido em Boston, no domingo (14), um avião não tripulado estadunidense do tipo “drone” matou 30 pessoas que participavam de um casamento, no Afeganistão. Segundo nota oficial do governo Obama, eles foram “confundidos” com terroristas! Na véspera, sábado (13), outro “drone” estadunidense matou 10 crianças que brincavam na rua. Mais uma vez, em nota oficial, o governo de Washington alega que foram “confundidas” com terroristas. São milhares de “confundidos” já assassinados no Afeganistão e em outras partes do mundo, mas ninguém fala nisto!
Ontem, depois da prisão de um suspeito pelo atentado em Boston, o governo Obama já anunciou que ele será interrogado sem a presença de advogados. E ainda dizem que é uma “democracia”.

PS.: Não aguento mais a imprensa lacaia mostrar os policiais assassinos, que caçam, julgam e executam sem saber se os suspeitos eram os criminosos, me lembrando as PMs do Brasil, como "os novos heróis dos EUA". Não aguento mais a imprensa abutre tentar ligar os suspeitos com grupos terroristas, fazendo verdadeiros malabarismos geopolíticos para isto. Não aguento mais a nossa população - sobretudo de classe média -  reproduzindo estes noticiários como se fossem as vozes da verdade, que una e absoluta, não permite sequer a dúvida.

Polícia reprime estudantes secundaristas no Bahrein. E os EUA...


 Um protesto estudantil em um colégio secundarista para homens em Manama foi duramente reprimido na terça-feira (16) pela polícia, que usou cassetetes e atirou bombas de gás lacrimogêneo contra os manifestantes. Os estudantes exigem, desde 2011, reformas no regime do país e se mobilizaram durante o início da Primavera Árabe exigindo maior abertura política. Em 2011 o Grande Prêmio de F-1 chegou a ser suspenso devido aos protestos estudantis.
Os protestos são incentivados com cânticos como “sua corrida é um crime”, “abaixo Hamad” (em referência ao monarca do Bahrein, Hamad bin Isa Al Khalifa) e “o povo quer a queda do regime”. Rapidamente, a polícia local reagiu para dispersar a multidão.
O Bahrein é uma monarquia constitucional, mas o primeiro-ministro e todo o gabinete são escolhidos pelo Monarca, sem qualquer consulta à população. Tem uma localização estratégica na parte norte do Golfo, entre a Arábia Saudita, o Iraque, o Kuwait e o Irã. Lá está sediada a V Frota Naval dos EUA e seu porto serve de ancoragem de navios de guerra estadunidenses em missão na região. Cerca de 5.000 cidadãos americanos, em sua maior parte militares, vivem no Bahrein.

Vaias e protestos durante o funeral.


Apesar das ameaças da polícia inglesa que anunciou reprimir protestos durante o funeral da “Dama de Ferro”, houve muitas vaias durante a cerimônia e centenas de manifestantes viraram as costas para o cortejo do corpo de Margaret Thatcher, na quarta-feira (17) em Londres. Os manifestantes ironizaram o custo do funeral: “Desperdício de dinheiro”, gritavam no momento que o corpo da ex-primeira-ministra passou em frente ao grupo de manifestantes. “Dez milhões de euros para o funeral e cortes e austeridade para nós?”, bradaram durante todo o funeral.
O inferno está ficando saturado. Lúcifer corre risco mais uma vez de perder seu posto máximo de "anjo do mal". Roberto Marinho, Médici, Pinochet, Reagan, Hitler, Antonio Carlos Magalhães... e agora Thatcher? 

Breve giro europeu


Portugal: governo corta salários dos funcionários públicos e aumenta a idade da aposentadoria. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (18). O governo português pretende alcançar uma redução de até 800 milhões de euros em todo o orçamento público e um corte nos gastos de mais 500 milhões de euros para atender às novas imposições da “troika”!
Entre os cortes já aprovados estão os salários de cerca de 600.000 empregados públicos e o aumento da idade de aposentadoria que passará de 65 para 67 anos! Também haverá mudanças nos fundos de pensões, segundo o anúncio feito pela televisão. Os outros 500 milhões de euros seriam conseguidos através da “reprogramação de fundos e projetos de investimentos públicos e privados”.
Na Grécia, demissão de mais 15.000 empregados públicos. Atendendo a mais uma imposição da “troika”, o governo grego anunciou que serão demitidos mais 15.000 empregados públicos ainda neste ano. A intenção do governo é obter dos credores europeus um “perdão” de 2,8 bilhões de euros. Sindicatos, partidos de esquerda e organizações sociais estão preparando grandes atos de protestos pelas novas medidas.
Novo protesto dos aposentados gregos. Milhares de aposentados gregos tomaram as ruas de Atenas na sexta-feira (19) para protestar contra os novos cortes nos valores de suas pensões impostos ao governo grego pela “troika”. Os manifestantes se concentraram diante do Parlamento e saíram em passeata até o prédio do Ministério da Administração Pública onde foram interceptados pela polícia grega.
Os aposentados gregos apresentaram estudos mostrando que os cortes feitos nos valores das pensões e o aumento dos impostos estão levando uma grande parte da população para a pobreza.
Cresce o tráfico de seres humanos na UE. Em um comunicado distribuído na segunda-feira (15), representantes da Comissão Europeia anunciaram que houve um aumento significativo no tráfico de pessoas nos Estados membros da UE entre 2008 e 2010. O relatório precisa o aumento ano a ano: 2008 - 6.309 casos; 2009 – 7.795; 2010 – 9.528.
Apesar do aumento de casos identificados, a realidade é que houve uma queda acentuada no número de traficantes presos no mesmo período. A maior parte das pessoas vem de antigos países socialistas, principalmente a Romênia e a Bulgária, mas também há africanos, asiáticos e latinoamericanos. 62% das vítimas são destinadas à escravidão sexual, 25% para trabalhos forçados e uma pequena parte para roubo de órgãos humanos!

Mais uma vergonha espanhola!


 A Espanha vai se tornando, aos poucos, mais um capacho para o governo estadunidense. Depois de apoiar e enviar tropas para a invasão do Afeganistão e outras aventuras do Tio Sam, agora resolve permitir o uso de seu território para agressões contra a Síria.
Na sexta-feira (19), o Conselho de Ministros da Espanha aprovou formalmente a autorização para que Obama utilize bases militares espanholas para atacar o país árabe. Segundo as informações divulgadas, os EUA deslocarão para a Base de Morón de la Frontera, em Sevilha, um grupo de 500 “marines” e oito aviões militares que atuarão nas ações militares.
Vale lembrar que Obama já enviou tropas para a Jordânia, na fronteira com a Síria, e anunciou a instalação de mísseis Patriot na região.

Espanhóis exigem o fim da monarquia.


 Em Madri, carregando cartazes onde se lia “Pela Terceira República”, aconteceu na segunda-feira (15) a grande manifestação convocada por mais de 50 entidades. O ato exigindo o fim da monarquia teve início pouco depois do meio dia e percorreu as principais ruas da capital espanhola, terminando na Porta do Sol, local já tradicional das grandes manifestações e protestos.
Nos discursos, os manifestantes destacaram as constantes notícias de corrupção que envolvem a Casa Real e também a atual crise, chamada por eles de “situação gravíssima”.
Hugo Chávez, diria numa hora como esta para o rei Juan Carlos, replicando uma frase dita contra ele pelo nobre decadente espanhol: "Por qué te callas?"

A “narco-democracia” paraguaia!


 Já havíamos denunciado a participação de traficantes no golpe que derrubou o presidente Fernando Lugo, no Paraguai, e até falamos da suspeita de que havia brasileiros envolvidos na trama. Na verdade, houve uma estranha aliança para impedir que o Paraguai se desenvolvesse e iniciasse uma fase de justiça social.
Em 1864, quando o Paraguai avançava a passos mais largos que os demais países da América do Sul e incomodava o poderio da Inglaterra na região, foi forjada uma aliança entre Brasil, Uruguai e Argentina (a tríplice aliança), alimentada e armada pelos ingleses, para impedir o desenvolvimento paraguaio. Para quem não conhece, o Paraguai foi o primeiro país na América Latina totalmente atendido por redes elétricas, tinha a maior ferrovia do continente, a única siderúrgica da América e abolido o analfabetismo! E isto incomodava o Império Inglês. Para quem não conhece a história, recomendo a leitura do livro “Guerra do Paraguai – o genocídio americano”, de Julio José Chiavenato.
E o que estamos vendo é a repetição do ataque ao Paraguai, agora com outros atores. Uma “quádrupla aliança”, composta pela empresa multinacional Monsanto, pela oligarquia latifundiária da região, pela Igreja Católica e pelos narcotraficantes, é a responsável pelo golpe que derrubou o presidente legitimamente eleito, Fernando Lugo. As eleições presidenciais que acontecem hoje apenas consolidam uma farsa!
Os pecados de Lugo? Em primeiro lugar, sua vontade de aumentar os impostos sobre os exportadores de carne e soja (passar de 3% para 4%) e, em segundo lugar, sua vontade de terminar com os altíssimos lucros da Monsanto no país, abolindo a taxa de quatro dólares que a produtora de sementes transgênicas recebe por cada tonelada de soja colhida no país (sementes dos tipos Roundup Ready RR1 e Intenta RR2 Pro).
Vale lembrar que, dois meses depois do golpe, o “novo governo” paraguaio suspendeu a gratuidade nos serviços de saúde para os mais pobres, implantada por Lugo. A assistência social aos camponeses também foi abolida e se estabeleceu uma perseguição aos sindicatos e todas as formas de organizações dos trabalhadores do campo.
Além de ter se tornado uma área livre para o tráfico de cocaína, em apenas 10 meses decorridos desde o golpe o Paraguai se transformou no terceiro maior produtor mundial de maconha (perde apenas para os EUA e para o México)!
As eleições de hoje devem consolidar o golpe e “legalizar” a narco-democracia paraguaia. Alguns falam que pode haver uma “surpresa” com candidatos da esquerda, mas é muito difícil.

Venezuela...


Observadores internacionais reconhecem a vitória de Maduro. Observadores internacionais elogiaram a organização das eleições presidenciais venezuelanas, realizadas neste domingo (14), e defenderam o reconhecimento do resultado, que dá a vitória ao governista Nicolás Maduro, por uma diferença de 1,6 ponto percentual.
A missão da Unasul (União das Nações Sul-Americanas), que entregou ao CNE (Conselho Nacional Eleitoral) um relatório sobre o pleito, defendeu a atuação da entidade. “A missão declara, tal e como defendeu desde a sua instalação, que os resultados devem ser respeitados por emanar do Conselho Nacional Eleitoral, autoridade competente nesta matéria”, afirmou o presidente do grupo, Carlos Álvares.
A Uniore (União Interamericana de Organismos Eleitorais) também defendeu o resultado, destacando a transparência da apuração e argumentando que o CNE "cumpriu sua função". 
Na segunda-feira, a UE também fez um apelo para que todas as forças políticas venezuelanas reconheçam a vitória de Maduro, conquistada com 50,66% dos votos.
OEA reconhece Maduro. O secretário-geral da OEA (Organização dos Estados Americanos) reconheceu, na quarta-feira (17), Nicolás Maduro como presidente da Venezuela. “Desejamos ao presidente eleito o maior êxito no cumprimento de suas funções”, afirmou José Miguel Insulza, em sessão extraordinária do organismo multinacional, que ainda não emitiu comunicado oficial sobre a posição. 
Na noite de terça-feira (16/04), a presidente argentina Cristina Kirchner pediu que os Estados Unidos reconhecessem a eleição de Maduro. “Não incentivem as brigas, porque as brigas terminam em mortes. Pedimos [o reconhecimento] com humildade e respeito. Esta é a melhor maneira de honrar a paz, não só com discursos, mas com ações concretas”, afirmou, em referência aos incidentes registrados no dia anterior, quando Capriles convocou um panelaço contra a proclamação de Maduro como presidente.
Durante a sessão extraordinária da OEA o triunfo de Maduro foi defendido pelos países latino-americanos. Um comunicado do Mercosul – bloco comercial ao qual a Venezuela se integrou em dezembro do ano passado – foi lido pelo representante uruguaio, no qual se parabenizava o povo venezuelano pela alta participação eleitoral, superior a 80%, e se ressaltava o compromisso dos integrantes do bloco comercial com os princípios democráticos  e a transparência do pleito.
A “democracia” deles. Na Venezuela, os simpatizantes de Henrique Capriles estão demonstrando como funciona a tal “democracia” para a direita e para os poderosos. Desde a noite de domingo, depois do anúncio da vitória de Maduro, grupos de defensores de Capriles começaram a percorrer as ruas incendiando a sede do Partido Socialista Unido da Venezuela, residências de militantes da esquerda, postos de gasolina e outros locais.
Na cidade de San Cristóbal, botaram fogo na sede do PSUV e atacaram emissoras de rádio comunitárias. Na capital, um grande grupo de defensores de Capriles cercou o prédio do canal de televisão teleSUR e passou a ameaçar os jornalistas e funcionários que estavam no local. Também ocorreram ataques contra a residência da presidenta do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Tibisay Lucena, e dos pais do ex-ministro de Comunicação e um dos coordenadores da campanha de Maduro, Andrés Izarra.

Vitória apertada, mas deve ser respeitada!


 As eleições venezuelanas terminaram com uma apertada vitória de Nicolás Maduro. Com 50,66% para Maduro e 49,07% para o direitista Capriles, o resultado é bem apertado e representa, em números absolutos, 7.505.338 contra 7.270.403 de votos, diferencia de 234.935. Uma diferença pequena, mas real e que tem que ser respeitada.
Felipe Caderón ganhou as eleições mexicanas, em 2006, com 14.916.927 votos. Em segundo lugar ficou Andrés López Obrador, com 14.683.096 votos. Uma diferença de apenas 233.831 votos, mas os EUA imediatamente reconheceram a vitória do aliado Calderón.
EUA em 2000: Bush obteve 271 votos no Colégio Eleitoral, enquanto Gore conseguiu 266. Ou seja, uma diferença de apenas 5 votos. Nos votos populares, Gore havia vencido a disputa com mais de meio milhão de votos de diferença. Tudo foi parar na Justiça, mas Bush levou.
Portanto, não há o que espernear. A vitória de Maduro é um fato e tem que ser reconhecida, mas representa, também uma necessidade de se repensar o que está acontecendo na Venezuela.

No Pará, Daniel Dantas é acusado de contratar pistoleiros.


 A Comissão Pastoral da Terra (CPT) junto com a Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura (Fetagri) e o Movimento Sem Terra (MST) denunciaram o uso de veneno e a contratação de pistoleiros pelo Grupo Santa Bárbara, do banqueiro Daniel Dantas, contra trabalhadores rurais sem terra que ocupavam a Fazenda Castanhais no município de Piçarra, no Pará.
A denúncia das entidades reforça o relato dos trabalhadores rurais da região, que prestaram depoimento à Polícia Civil de Marabá na última sexta-feira 12. De acordo com o depoimento, o Grupo Santa Bárbara contratou mais de uma dezena de pistoleiros para expulsar as 110 famílias que ocupam o imóvel rural há mais de 5 anos.
A estratégia da empresa, segundo os relatos, seria a seguinte: o Grupo Santa Bárbara contratava pessoas para trabalharem como vaqueiros, cerqueiros ou inseminadores e os instalava na Fazenda Castanhais. Mais tarde, estes funcionários formaram um grupo fortemente armado que passava a ameaçar os trabalhadores, interditar as estradas e fazer revistas obrigando todos a tirarem as roupas enquanto eram fotografados, muitas vezes.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Crimes da ditadura vão aparecendo.


 O Ministério Público Federal (MPF) vai encaminhar ao Superior Tribunal de Justiça uma denúncia contra o coronel reformado Carlos Alberto Brilhante Ustra e o delegado Dirceu Gravina, ainda na ativa na Polícia Civil de São Paulo. É a primeira vez que uma denúncia contra agentes da ditadura militar poderá ser analisada pelo STJ.
Os dois são acusados de sequestro qualificado do bancário e líder sindical Aluísio Palhano Pedreira Ferreira, mais conhecido como Palhano, preso em 1971 pela ditadura militar. Ustra comandava o Destacamento de Operações de Informações - Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-Codi-SP) no período de 1970 a 1974.
Depois de ter sido rejeitada em primeira instância, em maio do ano passado, pela Justiça Federal em São Paulo. A denúncia foi rejeitada ontem (10), em segunda instância, por 2 votos a 1.
Para o MPF, Ustra e Gravina devem ser imputados pelo crime de sequestro. No entendimento do órgão, como Palhano nunca foi encontrado, a condição de sequestrado continua. O MPF diz ainda que o delito não prescreveu, nem está coberto pela Lei de Anistia, que perdoou os crimes políticos cometidos até 1979.
Palhano foi presidente da Confederação Nacional dos Bancários e vice-presidente da antiga Central Geral dos Trabalhadores (CGT). Com o golpe de 1964, o sindicalista teve seus direitos políticos cassados pelo Ato Institucional nº 1 e foi exonerado do cargo que ocupava no Banco do Brasil. Vítima de perseguições políticas, Palhano se exilou em Cuba e, segundo investigação do Ministério Público, teve suas atividades no exílio monitoradas pelos órgãos de repressão.
Em 1970, Palhano voltou ao Brasil e ficou na clandestinidade, chegando a integrar a Vanguarda Popular Revolucionária, grupo liderado por Carlos Lamarca. No ano seguinte, o sindicalista foi preso pela repressão em São Paulo. Seu último contato com a família data de 24 de abril de 1971. (Matéria no Portal da CUT)

EUA: Qual é a sua prioridade?


EUA: saúde pede “socorro”. Trabalhadores do setor de saúde nos EUA, entre ele cerca de 15 mil pesquisadores médicos, realizaram um grande protesto na segunda-feira (8) contra os cortes orçamentários estabelecidos por Obama. O diretor do Centro Oncológico da Universidade de Kansas, doutor Roy Jensen, participou da manifestação e disse que o acelerado corte de orçamentos federais vai obrigar muitos laboratórios a demitir trabalhadores e vai impedir a continuidade das pesquisas no setor.
Segundo um estudo publicado pela escola de Saúde Pública da Universidade Johns Hopkins e da Universidade de Medicina da Havard, o sistema de saúde nos EUA não cobre as necessidades da população e que cerca de 42 milhões de estadunidenses não desfrutam desses serviços.
Dinheiro para bombas ele tem! Enquanto está cortando os gastos do governo com saúde e educação, Barack Obama (Premio Nobel da Paz em 2009) acaba de enviar ao Congresso dos EUA uma nova proposta de orçamento para 2014 destacando o aumento dos fundos para o Departamento de Energia desenvolver novas armas nucleares.
Segundo sua proposta, o orçamento para os programas nucleares teriam um acréscimo de 7% (cerca de 500 milhões de dólares) sobre os valores atuais que já representam um gasto de mais de 7 bilhões de dólares. Os novos recursos seriam aplicados no desenvolvimento de novas ogivas que poderiam ser usadas tanto em mísseis quanto em bombas a serem lançadas por aviões especiais.