segunda-feira, 15 de abril de 2013

Quem é terrorista?


 O governo de Israel está privando de água palestinos que vivem em territórios ocupados, segundo a ONG Al-Haq. O relatório divulgado durante esta semana mostra que o governo de Tel Aviv estabeleceu uma política de “apartheid da água” contra os palestinos, privando a população do líquido para uso doméstico.
O informe é intitulado “A água só para alguns” e revela que o governo israelense está controlando o fornecimento de água em territórios ocupados na Cisjordânia e que os 500.000 israelenses que vivem na área recebem seis vezes mais água do que os 2,6 milhões de palestinos que são os verdadeiros donos da terra.
O relatório mostra que a empresa de água de Israel desvia o fornecimento e que está causando um desastre humanitário de graves consequências, condenando principalmente as crianças palestinas.

Criticar os EUA dá cadeia!


 Nove pessoas foram presas pela polícia turca no domingo (7) por protestarem contra a visita do Secretário de Estado estadunidense, John Kerry. Eles foram presos quando se manifestavam contra a política de Obama para a região (Oriente Médio).
As tensões entre a Turquia e Israel vão se intensificando na medida em que o exército israelense vai ampliando a ocupação de território palestino e o governo turco tem uma posição definida contra essa política. Em recente discurso na ONU, o primeiro ministro Recep Tayyip Erdogan denunciou a política do ocidente contra o Islã e a propaganda islamofóbica.
John Kerry qualificou de inaceitáveis as afirmações de Erdogan e exigiu que a Turquia restabeleça relações com Israel. Esta a razão da sua visita ao país e dos protestos populares.

Margaret Thatcher enfim reencontra Pinochet, o capeta que se cuide!

Morreu a “mãe” do neoliberalismo. Vítima de um derrame aos 87 anos, morreu na segunda-feira (08) Margaret Thatcher. Ela se tornou a primeira mulher a ser primeira-ministra do Reino Unido, em 1979, e formou, com Ronald Reagan (EUA) e Helmut Kohl (Alemanha), o tripé do avanço neoliberal no mundo. Atacou violentamente os sindicatos ingleses e privatizou quase toda a economia do país, levando ao desemprego e ao desespero milhões de trabalhadores.
Pouco depois de sua eleição, estabelecendo as linhas do seu governo e a filosofia neoliberal, Thatcher declarou aos jornais ingleses que “não existe essa coisa chamada sociedade. Eu só conheço indivíduos”. Mais adiante, enaltecendo o pensamento liberal, ela declarou que “é nossa tarefa glorificar a desigualdade e ver que se liberam e se expressam os talentos e as habilidades para o bem de todos.”
Comemorações pela morte de Thatcher. A morte de Margaret Thatcher foi lamentada por seus colegas de partido e pela oposição trabalhista. Mas, nas ruas, sindicalistas e populares demonstraram o que pensam sobre as políticas da “Dama de Ferro” e realizaram uma festa em Trafalgar Square, centro de Londres.
Militantes anti-thatcheristas do movimento “Luta de Classes” (Class War) promoveram o encontro. “Se você quer celebrar a morte da mulher mais odiada do Reino Unido, veremos você lá”, dizia o convite. A festa aconteceu ontem (13) com venda de posters e adesivos. “Traga champanhe, fogos de artifício, roupas de festa e venham”, dizia o convite.
“Quem não estava lá nos anos 1980 e sofreu com a destruição do Reino Unido sob Margaret Thatcher nunca vai entender o ódio mortal que sentíamos por ela”, escreveu o jornalista e ativista Andy Worthington, que apoia a iniciativa da festa. “Seus sucessores espirituais, [Tony] Blair e [David]Cameron/George Osborne continuaram com a destruição miserável da sociedade, mas ela quem começou - matando a indústria, promovendo a ganância como única medida da existência humana e retirando barreiras necessárias ao setor financeiro”, continuou.
Funeral vai custar muito caro. O funeral de Margaret Thatcher pode custar o equivalente a até R$ 30 milhões de reais (10 milhões de libras), de acordo com o jornal britânico Daily Mail. O governo vai arcar com o custos da cerimônia do próximo dia 17 na catedral de St.Paul, em Londres.
O cortejo fúnebre de Thatcher pode se tornar uma dor de cabeça para a polícia londrina, que receia protestos durante a cerimônia. Segundo o jornal inglês The Independent, a polícia está monitorizando as redes sociais para perceber que ações de contestação estão sendo planejadas. Sabe-se que serão realizadas “detenções preventivas” para evitar os protestos. A polícia metropolitana cancelou as folgas e há um comando especial montado para acompanhar todo o dia do funeral, enquanto grupos anarquistas ameaçam fazer outra festa em Trafalgar Square.
Argentinos proibidos de assistir ao funeral. O governo britânico vetou a presença da presidente argentina, Cristina Kirchner, e de qualquer funcionário argentino, ao funeral de Margaret Thatcher. Entre os convidados à cerimônia estarão a rainha Elizabeth II da Inglaterra, seu marido Felipe, duque de Edimburgo, o primeiro-ministro britânico, David Cameron e seus antecessores Tony Blair e Gordon Brown. A ex-secretária de Estado estadunidense Hillary Clinton e o ex-presidente da África do Sul Frederik Willem de Klerk também devem comparecer.
O serviço religioso contará com 700 membros das três Forças Armadas britânicas, em reconhecimento pela vitória militar sob o governo da Thatcher na Guerra das Malvinas (1982). 

Algum golpe em andamento na Venezuela?


 O candidato da direita à presidência da Venezuela, Henrique Capriles, apoiado por Obama e outros golpistas conhecidos, assinou na terça-feira (9) um documento próprio no qual se compromete a respeitar a “vontade do povo” na eleição que acontece hoje (14). Um dia antes, o CNE (Conselho Nacional Eleitoral) do país propôs a assinatura de um acordo para que os candidatos reconheçam o resultado do pleito e a autoridade do órgão como árbitro eleitoral, proposta não aceita por Capriles. O seu documento, no entanto, não deixa claro se o candidato reconhecerá o resultado das eleições, como proposto no acordo do CNE. Em outras palavras, algum golpe pode estar sendo armado, com apoio dos EUA.
Para o governo, a negativa de Capriles em assinar o documento disponibilizado pelo CNE indica que o candidato opositor se prepara para não reconhecer o escrutínio dos votos da eleição. O chefe da campanha de Maduro, Jorge Rodríguez, afirmou que a MUD “não vai reconhecer” os resultados de 14 de abril. “Assinem e sejam dignos, sejam valentes, respeitem o resultado”, pediu o dirigente.


PS.: No início desta madrugada de segunda-feira, 15/04 o resultado na Venezuela foi divulgado e a democracia chavista na figura de Maduro venceu. Vitória do povo da Venezuela! Mas o Capriles não reconheceu de fato. Não sabemos como esta segunda-feira vai amanhecer, mas é bom ficarmos atento, pois a revolução bolivariana não pode parar.

Vaticano apoiou a ditadura de Pinochet.


 A página da Wikileaks, na internet, divulgou na segunda-feira (8) documentos do departamento de Estado dos EUA que revelam o apoio do Vaticano para o golpe no Chile em 1973. Segundo informações do jornal italiano La Republicca, “em nome do Santo Padre”, a Igreja negou denúncias contra os militares, dizendo que as repressões reportadas no país sul-americano se tratavam de “propaganda comunista”.
Um dos documentos divulgados - datados na década de 1970 - mostram o então secretário de Estado do Vaticano, Giovanni Benelli, em diálogo com diplomatas estadunidenses expressando “grave preocupação do Papa Paulo VI (1963-1978) com a campanha de esquerda para distorcer completamente a realidade da situação política no Chile”.
As conversas entre Igreja e EUA ocorreram cinco semanas depois de Pinochet tomar o poder por meio de um golpe de Estado, derrubando o regime socialista de Salvador Allende. Na ocasião, milhares de simpatizantes do regime de esquerda foram presos e mortos.
Na ocasião, o Vaticano admitiu que houve sangue derramado nas ruas chilenas, porém, acenou que os bispos chilenos “estavam fazendo de tudo para corrigir a situação e as reportagens que falam de repressão brutal, pois elas são infundadas”, afirma o documento divulgado. O Vaticano também afirma que “a cobertura exagerada dos eventos ocorridos no Chile foram uma grande vitória da propaganda comunista”.

A “democracia” deles é diferente.


 Enquanto faz propaganda mentirosa contra Cuba e paga uma fortuna para a blogueira mentirosa, Yoani Sánchez, o governo dos EUA recusa visto de entrada para pesquisadora séria e reconhecida internacionalmente.
Na última semana, a professora da Universidade de Havana, Elaine Díaz Rodrígues, teve o seu visto negado para entrar nos EUA. Elaine, que também é jornalista e blogueira, teve o seu trabalho aprovado para ser apresentado no XXXI Congresso Internacional de Estudo Latino-Americanos - que é um dos maiores eventos de Ciências Sociais do Mundo. As informações são do site Jornalismo B Notícias.
“Quem cerceia a liberdade? Cuba ou os EUA? Não tive nenhum problema com Cuba para sair, nunca”, ponderou a professora. Elaine também criticou a administração de Obama e questionou o porquê do visto de Yoani Sanchez ter sido aceito e o dela não.  “É humilhante que neguem vistos a acadêmicos enquanto recebem de braços abertos a Yoani (Sanchez)”, reiterou.
Elaine teve seu trabalho aprovado pela Associação de Estudos Latino-Americanos, organizadora do evento, que também deu a ela uma bolsa para a viagem. Mesmo assim, o governo dos EUA não concedeu o visto – documento que garante a presença legal em solo norte-americano.

Na Argentina a trambiqueira não vai!


 Uma grande vitória foi alcançada pelo Movimento Argentino de Solidariedade com Cuba e o Comitê Argentino pela Liberdade dos Cinco. Em um processo de discussão que envolveu centenas de militantes, conseguiram unir as organizações sociais, políticas, estudantis e sindicais no país e publicaram uma nota em vários jornais repudiando a visita da blogueira Yoani Sánchez.
As entidades denunciam que Yoani é uma mercenária, financiada por entidades estadunidenses e que seu “passeio” por vários países está sendo pago pela direita para fazer propaganda contra Cuba.
A nota, assinada por milhares de intelectuais e entidades sociais, diz que: “repudiamos a presença desses mensageiros do imperialismo e suas políticas destrutivas contra os povos da América Latina e Caribe”; “defendemos que seja aprofundada a integração da América Latina, ampliando as propostas emancipadoras para todos os países do continente” e “reafirmamos nossa solidariedade e exigimos a libertação dos 5 patriotas cubanos, presos políticos nos EUA”. 

Diante da ação da sociedade argentina, os patrocinadores da trambiqueira resolveram suspender a visita.

Amaury Ribeiro Jr. x FHC.



Pilantra é assim mesmo: quando foi eleito presidente, depois de uma farsa de um plano econômico, Fernando Henrique Cardoso disse claramente “esqueçam tudo o que escrevi”! E ele tinha muitos motivos para dizer aquilo pois sabia que iria impor ao Brasil uma política neoliberal nefasta e prejudicial ao conjunto do povo, em particular aos trabalhadores. Era preciso que os brasileiros esquecessem seu passado de sociólogo, pretensamente preocupado com as condições nacionais.
Mas o seu ego é muito grande. Ele não consegue conviver com o esquecimento em que caiu, com as diversas derrotas políticas sofridas e com a aprovação atual do governo que ele tanto combate. Convenceu alguns “amigos” muito bem adestrados e ajudados durante seu governo a indicar seu nome para uma cadeira na Academia Brasileira de Letras. Mas esqueceu da contradição: se ele mandou que todos esquecessem o que havia escrito, vai concorrer a uma vaga na Academia com qual obra?
Mas, tudo bem... Se Barack Obama pode ganhar o Prêmio Nobel da Paz sendo quem mais patrocinou guerras e mortes no planeta, por que FHC não poderia ser um “imortal” sem ter escrito alguma obra importante?
Mas ele não contava com uma disputa. Achava que tudo estava certo e que seus “amigos” resolveriam tudo para que, enfim, vestisse o “fardão”. Seu susto foi muito grande quando soube que um grupo de jornalistas, intelectuais e professores universitários progressistas lançou na segunda-feira (8) uma campanha para defender o nome do jornalista Amaury Ribeiro Júnior para a Academia Brasileira de Letras (ABL).
Jornalista premiado, hoje funcionário da TV Record, Ribeiro Jr. é autor do best-seller “A privataria tucana”, livro-reportagem denuncia irregularidades na venda de empresas estatais durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Leia a seguir o manifesto a favor da candidatura de Amaury.
“A PRIVATARIA É IMORTAL - Amaury Ribeiro Júnior para a Academia Brasileira de Letras
Não é a primeira vez que a Academia Brasileira de Letras tem a oportunidade de abrir suas portas para o talento literário de um jornalista. Caso marcante é o de Roberto Marinho, mentor de obras inesquecíveis, como o editorial de 2 de abril de 64:
"Ressurge a Democracia, Vive a Nação dias gloriosos" – o texto na capa de "O Globo" comemorava a derrubada do presidente constitucional João Goulart, e não estava assinado, mas trazia o estilo inconfundível desse defensor das liberdades. Marinho tornou-se, em boa hora, companheiro de Machado de Assis e de José Lins do Rego.
Incomodada com a morte prematura de "doutor" Roberto, a Academia acolheu há pouco outro bravo homem de imprensa: Merval Pereira, com a riqueza estilística de um Ataulfo de Paiva, sabe transformar jornalismo em literatura; a tal ponto que – sob o impacto de suas colunas – o público já não sabe se está diante de realidade ou ficção.
Esses antecedentes, "per si", já nos deixariam à vontade para pleitear – agora - a candidatura do jornalista Amaury Ribeiro Junior à cadeira 36 da Academia Brasileira de Letras.
Amaury, caros acadêmicos e queridos brasileiros, não é um jornalista qualquer. É ele o autor de "A Privataria Tucana" – obra fundadora para a compreensão do Brasil do fim do século XX.
Graças ao trabalho de Amaury, a Privataria já é imortal! Amaury Ribeiro Junior também passou pelo diário criado por Irineu Marinho (o escritor cubano José Marti diria que Amaury conhece, por dentro, as entranhas do monstro).
Mas ao contrário dos imortais supracitados, Amaury caminha por outras tradições. Repórter premiado, não teme o cheiro do povo. Para colher boas histórias, andou pelas ruas e estradas empoeiradas do Brasil. E não só pelos corredores do poder.
Amaury já trabalhou em "O Globo", "Correio Braziliense", "IstoÉ", "Estado de Minas", e hoje é produtor especial de reportagens na "TV Record". Ganhou três vezes o Prêmio Esso de Jornalismo. Tudo isso já o recomendaria para a gloriosa Academia. A obra mais importante do repórter, entretanto, não surge dos jornais e revistas. "A Privataria Tucana" – com mais de 120 mil exemplares comercializados – é o livro que imortaliza o jornalista.
A Privataria é imortal - repetimos!
O livro de Amaury não é ficção, mas é arte pura. Arte de revelar ao Brasil a verdade sobre sua história recente. Seguindo a trilha aberta por Aloysio Biondi (outro jornalista que se dedicou a pesquisar os descaminhos das privatizações), Amaury Ribeiro Junior avançou rumo ao Caribe, passeou por Miami, fartou-se com as histórias que brotam dos paraísos fiscais.
Estranhamente, o livro de Amaury foi ignorado pela imprensa dos homens bons do Brasil. Isso não impediu o sucesso espetacular nas livrarias - o que diz muito sobre a imprensa pátria e mais ainda sobre a importância dos fatos narrados pelo talentoso repórter.
A Privataria é imortal! Mas o caminho de Amaury Ribeiro Junior rumo à imortalidade, bem o sabemos, não será fácil. Quis o destino que o principal contendor do jornalista na disputa pela cadeira fosse o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
FHC é o ex-sociólogo que – ao virar presidente – implorou aos brasileiros: "Esqueçam o que eu escrevi". A ABL saberá levar isso em conta, temos certeza. É preciso esquecer.
Difícil, no entanto, é não lembrar o que FHC fez pelo Brasil. Eleito em 1994 com o apoio de Itamar Franco (pai do Plano Real), FHC prometeu enterrar a Era Vargas. Tentou. Esmerou-se em desmontar até a Petrobras.
Contou, para isso, com o apoio dos homens bons que comandam a imprensa brasileira. Mas não teve sucesso completo.
O Estado Nacional, a duras penas, resistiu aos impulsos destrutivos do intelectual Fernando.
Em 95, 96 e 97, enquanto o martelo da Privataria tucana descia velozmente sobre as cabeças do povo brasileiro, Amaury dedicava-se a contar histórias sobre outra página vergonhosa do Brasil - a ditadura militar de 64. Em uma de suas reportagens mais importantes, sobre o massacre de guerrilheiros no Araguaia, Amaury Ribeiro Junior denunciou os abusos cometidos pela ditadura militar (que "doutor" Roberto preferia chamar de Movimento Democrático).
FHC vendia a Vale por uma ninharia. Amaury ganhava o Prêmio Esso...
FHC entregava a CSN por uns trocados. Amaury estava nas ruas, atrás de boas histórias, para ganhar mais um prêmio logo adiante...
As críticas ao ex-presidente, sabemos todos nós, são injustas. Homem simples, quase franciscano, FHC não quis vender o patrimônio nacional por valores exorbitantes. Foi apenas generoso com os compradores - homens de bem que aceitaram o duro fardo de administrar empresas desimportantes como a Vale e a CSN. A generosidade de FHC foi muitas vezes incompreendida pelo povo brasileiro, e até pelos colegas de partido - que desde 2002 teimam em esquecer (e esconder) o estadista Fernando Henrique Cardoso.
Celso Lafer - ex-ministro de FHC - é quem cumpre agora a boa tarefa de recuperar a memória do intelectual Fernando, ao apresentar a candidatura do ex-presidente à ABL. A Academia, quem sabe, pode prestar também uma homenagem ao governo de FHC, um governo simples, em que ministros andavam com os pés no chão - especialmente quando tinham que entrar nos Estados Unidos.
Amaury não esqueceu a obra de FHC. Mostrou os vãos e os desvãos, com destaque para o caminho do dinheiro da Privataria na volta ao Brasil. Todos os caminhos apontam para São Paulo. A São Paulo de Higienópolis e Alto de Pinheiros. A São Paulo de 32, antivarguista e antinacional. A São Paulo de FHC e do velho amigo José Serra - também imortalizado no livro de Amaury.
Durante uma década, o repórter debruçou-se sobre as tenebrosas transações. E desse trabalho brotou "A Privataria Tucana".
Por isso, dizemos: se FHC ganhar a indicação, a vitória será da Privataria. Mas se Amaury for o escolhido, aí a homenagem será completa: a Privataria é imortal!

domingo, 7 de abril de 2013

O dia que durou 21 anos

Hoje, domingo 07 de Abril de 2013, o Odeon BR estava lotado. Eram mais de 700 pessoas que às 9 horas da manhã se juntaram para rever sua própria história.
O filme narra, sobretudo, a documentada participação dos EUA no golpe militar brasileiro, assim como fez com tantas outras pelo mundo a fora. Mas fala, acima de tudo, da busca pela nossa memória. Não é mais aceitável que nossos livros de história nas escolas e universidades apenas falem sobre este "fato". Não é mais aceitável que gerações inteiras desde 1985, ano que a ditadura acabou oficialmente, não saibam sobre aquilo que foi o nosso holocausto. Não é mais aceitável que as escolas tratem esses 21 anos como mais uma matéria a ser corrida, pois não temos muito tempo para "fechar o currículo". Não.
Este tema é imperativo. Não fala de passado, fala de futuro. Não é aprisionado no tempo, é atemporal.
Por isto o Vozes da América conclama a todos e todas a assistirem este filme no cinema, passarem em suas escolas, debaterem em suas casas. Nem mais um minuto de silêncio!

Parte dos documentos da ditadura já estão disponíveis para consulta. Visite nossa história.


Documentos já podem ser consultados pela internet. Cerca de 1 milhão de imagens referentes a documentos do extinto Departamento Estadual de Ordem Política e Social de São Paulo (Deops-SP) foram colocadas para consulta irrestrita pela internet a partir da segunda-feira (01). Os arquivos podem ser acessados no sítio http://www.arquivoestado.sp.gov.br/memoriapolitica. O trabalho de digitalização, que deve continuar, alcançou 10% do total de prontuários preservados.
Apesar de o Arquivo Público paulista já disponibilizar esses documentos para consulta presencial desde 1994, agora a pesquisa pode ser feita de qualquer lugar do país, bastando digitar nomes de pessoas que tenham sido fichadas ou de organizações políticas. O Deops foi um importante órgão de repressão do Estado brasileiro contra grupos de oposição durante o século 20. Para o presidente da Comissão Nacional da Verdade, Paulo Sérgio Pinheiro, que também participou do lançamento, a consulta dos arquivos na internet representa um avanço democrático e vai ajudar no trabalho das Comissões da Verdade instaladas no país.
O presidente da Comissão de Anistia ponderou que muitas informações presentes nos documentos devem ser confrontadas com relatos das vítimas da repressão. “Nós sabemos que boa parte desses arquivos revelam um falseamento da realidade. Boa parte dos arquivos da repressão foram construídos para justificar a violência do estado autoritário e dentro deles estão muitas mentiras”, declarou. Abrão acredita que a disponibilização dos arquivos representa um avanço também para o reconhecimento dos direitos das vítimas da ditadura militar.

Mortes por disputas de terras.


 Pela primeira vez em 25 anos, Rondônia superou o Pará em número de mortes por disputa de terra. Foram nove casos em 2012, contra dois no ano anterior --aumento de 350%. Os números da violência no campo em 2012 integram um balanço preliminar e inédito da CPT (Comissão Pastoral da Terra), braço agrário da Igreja Católica no Brasil.
Em todo o país, segundo a comissão, houve 36 homicídios em 2012 em conflitos agrários --avanço de 24% em relação aos 29 casos de 2011. O Pará registrou seis mortes por disputa agrária em 2012, um dos números mais baixos desde o início dos registros da CPT, em 1985. Apenas em 1986 o Estado não liderou a estatística da violência no campo, perdendo naquele ano para Mato Grosso.
Em Rondônia, especialistas relacionam a violência a três fatores: expansão do agronegócio no sul do Estado (divisa com MT), presença de madeireiros no norte (divisa com AM) e, principalmente, grilagem (apropriação indevida de terras públicas).
As mortes no Estado foram sobretudo de integrantes de acampamentos que reivindicam terras. Houve também assassinatos de pessoas que denunciavam extração ilegal de madeira.
Dirigente do MST é executado por pistoleiros na Bahia. Na manhã de terça-feira (02), Fábio dos Santos Silva, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) na Bahia, foi brutalmente assassinado por pistoleiros com 15 tiros, na frente de sua mulher e de uma criança. O dirigente já vinha sendo ameaçado de morte na região do município de Iguaí. As informações são do deputado federal Valmir Assunção (PT-BA): “É com revolta, e ainda bastante abalado, que denuncio o assassinato do dirigente do MST da Bahia, Fábio dos Santos Silva. Fábio foi executado no fim desta manhã com 15 tiros na frente da sua companheira e uma criança, que seguiam de carro para Palmerinha, distrito próximo a Iguaí, no Sudoeste baiano”.
Segundo relato da própria companheira de Fábio, uma moto interceptou o carro em que estavam e executaram Fábio. Ele, que já era ameaçado de morte na região de Iguaí, onde o latifúndio não aceita a democratização da terra, nem a presença dos três assentamentos e do acampamento existente no local, teve sua vida ceifada.

Coisas que nossa imprensa não fala sobre Cuba.


 1) A American Association for World Health aponta que “não há barreiras raciais que impeçam o acesso à saúde” e ressalta “o exemplo oferecido por Cuba, o exemplo de um país com a vontade política de fornecer uma boa atenção médica a todos os cidadãos”; 2) com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total), Cuba é, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a nação melhor dotada do mundo neste setor; 3) segundo a New England Journal of Medicine, a mais prestigiada revista médica do mundo, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito […]. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA; 4) segundo a Unesco, Cuba dispõe da taxa de analfabetismo mais baixa e da taxa de escolarização mais alta da América Latina. Um aluno cubano tem o dobro de conhecimentos do que uma criança latino-americana. O organismo enfatiza que “Cuba, ainda que seja um dos países mais pobres da América Latina, dispõe dos melhores resultados quanto à educação básica”; 5) o Unicef enfatiza que “Cuba é um exemplo na proteção da infância”; 6) segundo Juan José Ortiz, representante da Unicef em Havana, em Cuba “não há nenhuma criança nas ruas. Em Cuba, as crianças ainda são uma prioridade e, por isso, não sofrem as carências de milhões de crianças da América Latina, que trabalham, são exploradas ou caem nas redes de prostituição”; 7) a primeira vacina do mundo contra o câncer de pulmão, a Cimavax-EGF, foi elaborada por pesquisadores cubanos do Centro de Imunologia Molecular de Havana; 8) segundo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), “as medidas aplicadas por Cuba na atualização de seu modelo econômico com vistas a conseguir a soberania alimentar podem se converter em um exemplo para a humanidade”.

PS.: Confiram todas as informações. Não acreditem apenas naquilo que lêem. Duvidem. Nós do Vozes da América não tememos alertar os seus leitores com este PS, mas o engraçado é que nunca vi o mesmo na Veja, na Folha, no Globo, no Estadão.... Curioso...

Viva o capitalismo!


Há três anos, nossa imprensa abutre, comemorava a "libertação" de cubanos "dissidentes" que foram abrigados pela Espanha com toda pompa de quem dava um asilo político. Comentaram que agora seriam felizes, conheceriam os benefícios do capitalismo e, consequentemente, negariam para sempre a Cuba que renegavam. Pois é...
Até a Folha de São Paulo, eterna defensora da direita e serva fiel dos EUA, foi obrigada a se dobrar diante de fatos incontestes. Os antigos “dissidentes” cubanos que optaram por viver na Espanha depois de um acordo com a participação da Igreja católica vivem hoje na miséria e sentem saudades de Cuba. Segundo a matéria da Folha, “ex-presos políticos do regime castrista e suas famílias” hoje vegetam em barracas no centro de Madri.
 Foram 115 “dissidentes” libertados pelo governo cubano, em 2010. A grande maioria já saiu da Espanha e foi para os EUA. O pequeno grupo que permanece em Madri vive de esmolas. O governo espanhol simplesmente cortou a ajuda que os mantinha no país. Eles foram usados como arma de campanha contra Cuba e agora estão abandonados. E agora?

Chile é um dos países com pior distribuição de riquezas no mundo.


 O estudo foi realizado pela Universidade do Chile e mostrou que o chamado 1% mais rico no país concentra 30% de toda a renda nacional! A informação coloca o Chile como um dos países com pior distribuição de renda no mundo.
Em termos internacionais, estas são as mais elevadas participações da camada mais rica. Mesmo excluindo o lucro do capital, a participação do 1% mais rico é a mais alta registrada dentro de uma lista mais ampla que engloba 25 outras nações.
E pensar que o sonho de Allende e de todo povo chileno fora interrompido por esta mesma elite, liderada por um general fascista e financiada pelos EUA. O resultado não poderia ser outro. Lá como cá, vivemos dias coloniais e realidades igualmente coloniais.

Venezuela: a direita não descansa.


 O governo da Venezuela denunciou, nesta semana, que a direita está tentando criar uma cisão nas forças armadas do país. Na quarta-feira (03), o ministro da Defesa, Diego Molero, voltou a afirmar a união e o apoio ao governo eleito.
“Realmente existem elementos, grupos, que querem atuar no interior da Força Armada”, declarou Molero. “Para eles [da direita], será arar no mar. Nunca conseguirão dividir esta união conseguida por nosso Comandante em Chefe, Hugo Chávez, uma união que durará por séculos, uma ideologia que está gravada no mais interno de nossas almas e corações, esta ideologia bolivariana, socialista, anti-imperialista, revolucionária.”
O ministro rechaçou ainda as acusações da oposição de que as Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) apoiam a candidatura de Nicolás Maduro para a eleição presidencial de 14 de abril.
 A direita está mesmo decidida a tumultuar o processo eleitoral na Venezula. O presidente em exercício da Venezuela e candidato ao pleito de 14 de abril, Nicolás Maduro, anunciou na sexta-feira (5) que uma pessoa foi presa por tentativa de sabotar o sistema elétrico em Mérida, capital do estado de mesmo nome.
“O capturamos com a mão na massa. Iam apagar a luz de toda Mérida enquanto eu estava no ato”, afirmou referindo-se ao comício que realizou ontem na cidade localizada no extremo ocidente venezuelano.
Maduro disse que o episódio de Mérida não foi um caso isolado. Na quinta-feira (4), o governo já havia ordenado a presença das Forças Armadas em todas as estações e centrais elétricas do país e a demissão da diretoria da Corporação Elétrica Nacional (Corpoelec) do estado de Aragua.
Nesta sexta, Maduro defendeu que o sistema elétrico seja declarado como serviço de segurança nacional e agradeceu às Forças Armadas Nacionais Bolivarianas por agir rápido na proteção das estações de energia.

Inglaterra tem 220 bombas nucleares!


 Isto não é especulação. O anúncio foi feito pelo primeiro ministro britânico, David Cameron, quando afirmou que seu país vai manter seu sistema de armas nucleares como uma forma de “defesa”.
Segundo as informações existentes, a Inglaterra possui 220 bombas nucleares, cada uma delas com potência oito vezes maior do que a bomba que explodiu em Hiroshima. Parte dessas bombas estão nos quatro submarinos nucleares ingleses. 
Não me parece que devamos temer apenas a Coréia do Norte...

Mais um Império em franca decadência!


Mais cortes nos EUA. Desde segunda-feira (01), os estadunidenses estão sentindo os do maior corte de gastos da História. Conhecido como “sequestro”, o gatilho, que começou a vigorar em 1º de março, determina a redução de cerca de 8% das despesas de cada órgão público federal até setembro.
Depois de um mês buscando alternativa para a crise interna negociando com sindicatos, o governo Obama resolveu fazer um programa de dispensa periódica não remunerada de servidores, fim das horas extras e redução de programas sociais. Serão afetados desde o atendimento da Seguridade Social até audiências de tribunais, passando pelo controle de tráfego aéreo, as pesquisas do Escritório do Censo, a realização de exames de saúde, o licenciamento ambiental e o funcionamento de parques nacionais. As transferências a estados e cidades também serão reduzidas — há condado racionando até papel higiênico para fazer frente ao ajuste fiscal.
A situação é muito séria, segundo levantamento do Center for American Progress. Por exemplo, com menos US$ 350 milhões, o Centro Nacional de Controle e Prevenção de Doenças estima deixar de fazer 25 mil tomografias para detecção de câncer e de oferecer 540 mil doses de vacina. Centros de saúde que funcionam com fundos federais podem não atender 900 mil pacientes em 2013.
Sem US$ 1,6 bilhão este ano, o Departamento de Justiça cortará US$ 20 milhões só do programa contra violência à mulher, deixando quase 36 mil vítimas sem acesso a abrigo, serviços legais e apoio aos filhos. Mais de 600 mil grávidas e crianças de baixa renda deverão ser excluídas de programas de nutrição. (A matéria está no New York Times)
Doentes com câncer perderão atenção médica! Milhares de pessoas que lutam contra o câncer nos EUA perderão seus tratamentos clínicos especiais como consequência dos cortes que estão sendo feitos no orçamento do governo. Representantes dos centros de saúde estadunidenses confirmaram que nas últimas semanas tem sido impossível obter as requisições de material para quimioterapia.
O chefe executivo da uma clínica oncológica em Nova Iorque, Jeff Vacira, disse que se viu obrigado a recusar cerca de um terço dos 16 mil pacientes porque já não há dinheiro suficiente para os tratamentos. 

A verdadeira face da guerra.

 A fabricação de heroína no Afeganistão aumentou cerca de 40% e já resultou em mais de um milhão de mortes pelo consumo da droga no planeta desde que a OTAN (leia-se EUA e seus capachos) iniciou a operação “Liberdade Inquebrantável”, em 2001, ao invadir o país. Os dados foram divulgados pelo Serviço Federal Russo de Controle de Drogas (FSKN).

A trambiqueira e o assassino.


 Um dos principais acusados de assassinar Che Guevara, Félix Rodríguez receberá a blogueira Yoani Sánchez em Miami no mês de abril, quando ela fará outra viagem aos EUA. De acordo com o site espanhol Terceira Informação, o encontro entre Yoani e o ex-agente policial da ditadura de Fulgencio Batista será organizado pela Associação de Veteranos da Baía de Cochinos, grupo de cubanos que vivem em Miami. Vai ser o encontro da canalhice com a safadeza!
E assim segue a campanha internacional estadunidense para acabar com Cuba.

Guantánamo, o único campo de concentração em atividade no mundo.


A situação só vai piorando. Os presos de Guantánamo em greve de fome “sentem a morte se aproximar”, disse Abdalmalik Wahab, que passou 11 de seus 33 anos na prisão americana, e que está há 50 dias em greve de fome, assim como seu compatriota iemenita Uthman Uthman, que perdeu 20 quilos para protestar contra a profanação de seu Alcorão.
Os dois prisioneiros, enfraquecidos pelo jejum e alimentados à força pelos militares da base naval americana em Cuba, conversaram na tarde de sexta-feira por telefone com seu advogado David Remes. Este narrou à AFP o teor de sua conversa de uma hora e meia com cada um, e algumas de suas declarações.
No dia 6 de fevereiro, durante uma inspeção de rotina, segundo as autoridades da prisão, os detidos tiveram alguns objetos pessoais confiscados e exemplares do Alcorão foram examinados de um modo que os presos consideraram “uma profanação religiosa”.
A partir de então, Abdalmalik e Uthman mantêm uma greve de fome, à qual se somaram, segundo vários advogados, a grande maioria dos prisioneiros do campo 6, que abriga cerca de 130 detidos, conhecidos por serem os mais conciliadores. Entre eles estão 86 homens considerados "liberáveis" pela administração de Barack Obama por falta de provas, entre eles trinta iemenitas.
“Digam a minha família que me perdoe se eu morrer”, pediu Abdalmalik.
ONU pede o fechamento de Guantánamo. A Alta Comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, solicitou nesta sexta-feira (05) que os EUA fechem o cárcere de Guantánamo e que considera a manutenção de pessoas detidas por períodos indefinidos “representa uma clara violação do direito internacional”.
Navi Pillay destacou que na base estadunidense há uma grande quantidade de pessoas detidas arbitrariamente e que muitas estão correndo risco com a greve de fome. Ela lembrou que, durante sua campanha eleitoral, Obama prometeu várias vezes que fecharia a prisão, mas nada foi feito.