sábado, 18 de fevereiro de 2012

Ubuntu!


 Um antropólogo estudava os usos e costumes de uma tribo na África, e porque ele estava sempre rodeado pelas crianças da tribo, decidiu fazer algo divertido entre elas; Conseguiu uma boa porção de doces na cidade e colocou todos os doces dentro de um cesto decorado com fita e outros adereços, e depois deixou o cesto debaixo de uma árvore.

Aí ele chamou as crianças e combinou a brincadeira, que quando ele dissesse “já”, elas deveriam correr até aquela árvore e o primeiro que agarrasse o cesto, seria o vencedor e teria o direito de comer todos os doces sozinho.

As crianças se posicionaram em linha, esperando pelo sinal combinado.

Quando ele disse “Já!”, imediatamente todas as crianças se deram as mãos e saíram correndo juntas em direção do cesto. Todas elas chegaram juntas e começaram a dividir os doces, e sentadas no chão, comeram felizes.

O antropólogo foi ao encontro delas e indignado perguntou por que elas tinham ido todas juntas, quando só uma poderia ter tido o cesto inteiro.

Foi ai que elas responderam: - “UBUNTU!!!” “Como um só de nós poderia ficar feliz se todas as outras estivessem tristes?“

UBUNTU significa: - “EU SOU, PORQUE NÓS SOMOS!”



Às vezes a gente pensa que vem pra África pra ensinar a eles, quando na verdade a gente tem muito do que aprender com eles.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

O Unicórnio Azul, Silvio Rodriguez ...



Certa vez li uma interessante história a respeito
dessa canção. Conta o próprio
compositor que, após a gravação da canção, chegou até ele farta correspondência de pessoas de todo o mundo informando-o sobre o paradeiro do mítico animal. Ele teria recebido fotografias, livros, postais e desenhos de toda variedade de unicórnios que comprovariam as informações.
Finalmente Silvio acabou recebendo uma notícia realmente legítima. Seu amigo querido, um salvadorenho chamado Roque Dalton, que além de ter sido um grande poeta, foi um grande revolucionário, compromisso que custou sua vida quando era combatente clandestino, teve vários filhos; entre eles Roquito, que faz tempo se encontra prisioneiro, e do qual não se tem notícias, e Juan José, que mesmo jovem e franzino como é tornou-se guerrilheiro, tendo sido ferido em combate, foi capturado e barbaramente torturado. Justamente este último, a quem Silvio encontrou faz pouco tempo, contou-lhe que lá, nas montanhas de El Salvador, acompanhando a aguerrida tropa dos humildes, cavalgava um cavalinho azul de um só corno.
Ele termina seu relato agradecendo a boa vontade, dedicação e a esperança de todos que têm se mantido em zelosa vigília na busca do amado animal desaparecido, e anuncia, solenemente, que está tranqüilo, e sequer há necessidade de continuar o envio de noticias. Porque ao fim descobriu em que região pasta seu unicórnio e afinal de contas “en prados semejantes ningún amor está perdido”.
Ricardo Martini

http://www.youtube.com/watch?v=zgMEWqXnVGo
www.youtube.com
Mercedes Sosa - El unicornio azul
 

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Imperialismo é isto aí!

 Um deputado estadual do Mississipi, ao sul dos EUA, Steve Holland, apresentou um projeto para rebatizar o Golfo do México que passaria a ser chamado de “Golfo da América”. O recurso foi apresentado ao Comitê de Recursos Marinhos da Câmara dos Representantes. O projeto de lei tem apenas 12 linhas e não apresenta qualquer argumentação que justifique a proposta.

Completamente louco



 Newt Gingrich, um dos candidatos republicanos que disputam a indicação para disputar a presidência dos EUA, está dando demonstrações de total delírio. Em uma mensagem aos moradores de Ohio, um dos locais onde acontecerão as prévias, ele disse que o Irã estaria desenvolvendo uma arma muito potente e que poderia usar contra os EUA. “Pensem no perigo que isto poderia representar (...). Seriam 300.000 mil mortos e mais de meio milhão de feridos. Isto é um perigo real. Não é ficção.”

Quem são os “heróis” estadunidenses?


 O grupo de hackers conhecido como “Anonymous” está prestando um grande favor à humanidade e mostrando quem são os “valorosos soldados estadunidenses”. O exército dos EUA identificou os soldados que urinavam sobre cadáveres de afegãos, mas não divulgou os nomes. Mas o grupo “Anonymous” também identificou os soldados e fez mais do que isto: divulgou a conversa deles na internet.
Eis uma das mensagens trocadas entre os soldados: “... passamos banha de porco neles, nos mortos, e demos como alimento para os cães. Mas isto não deveria ser publicado na internet”.
Em outra mensagem, um dos canalhas diz: “Não divulgue isto na internet. Ouvi dizer que dois do grupo já foram identificados pelas fotos.”

A cidade mais miserável dos EUA!


 No final da semana passada, a revista Forbes surpreendeu muita gente no sul da Flórida ao afirmar que a qualidade de vida em três cidades do estado é a pior em todos os EUA. E em primeiro lugar aparece Miami, a cidade emblema, chamada de “Porta das Américas” pela publicidade turística, ou o “Eldorado”, segundo a propaganda política. Seguem-se Fort Lauderdale e West Palm Beach, onde a nata dos milionários estadunidenses possui suas casas de verão. Exatamente Miami, residência oficial de terroristas fugitivos e golpistas de todo o mundo!
Segundo a revista, a crise imobiliária, o alto custo de vida, a taxa de criminalidade, a corrupção política, a falta de serviços sociais e a pouca atenção de qualidade dos hospitais públicos, são as principais razões para considerar o sul da Flórida como um inferno para viver. A situação é tão ruim que a Forbes não consegue deixar de chamar a atenção para o fato de que, em termos globais, o caso de Miami é ainda mais dramático que o de Detroit, considerada a cidade dos Estados Unidos com o maior número de homicídios e assaltos.
E os pobres, incluindo a classe média, vivem seus piores momentos. Além da desvalorização de suas casas, o desemprego atingiu níveis galopantes (13%, maior que a média nacional de 10%), os serviços sociais foram recortados, as ajudas aos idosos praticamente desapareceram e, acima de tudo, os programas de auxilio à recolocação dos imigrantes já não existem. Até as bibliotecas, um lugar onde mais de 50% dos leitores habituais de Miami acodem para poder consultar a internet e ler, dado os altos preços dos livros, estão sendo fechadas ante a falta de fundos públicos para mantê-las abertas.
Os jornais locais raramente falam dos problemas sociais. A crise local é sempre abordada de um ponto de vista financeiro e não social. Durante os anos 1990, a organização de direitos humanos America’s Watch, considerou Miami como a pior cidade dos Estados Unidos em matéria de liberdade de expressão.

Querem ser a “polícia do mundo”.


Durante palestra para donos de concessionárias de automóveis em Las Vegas, o ex-presidente dos EUA George W. Bush criticou o atual Chefe de Estado do país, Barack Obama, e defendeu a intervenção estadunidense em outros países. Ele assegurou que “Ainda temos muita força. Somos líder mundial, mas isso requer políticas decentes”.
As declarações de Bush provocaram aplausos e grande apoio da plateia que acompanhava seu discurso. A palestra fez parte do encerramento da convenção anual da NADA (associação dos distribuidores de veículos dos EUA). Mas não custa lembrar que foi durante o governo de George W. Bush (2001-2009) que as montadoras do país receberam benefícios para vencer a crise. Graça à ajuda do governo, por exemplo, GM e Chrysler conseguiram evitar suas falências em 2009. 

Nenhuma novidade!


 Esta é uma pratica comum dos governos estadunidenses: financia “oposições” para criarem crises em países que não se submetem aos seus desejos. Agora a Wikileaks desmascara mais uma trama e mostra que o governo dos EUA financiou a “oposição” ao regime de Bashir Assad por meio da campanha “Anunciando a Democracia Síria”. A revelação é de um telegrama de 27 de fevereiro de 2006, vazado pelo site Wikileaks em 30 de agosto de 2011.
No documento, enviado por Stephen Seche, diplomata na embaixada em Damasco, o governo dos EUA afirma que a campanha contra o presidente sírio inicialmente provocou reações contraditórias entre os membros da oposição local. Basil Dahdouh, deputado independente, achava que a oferta de dinheiro era um importante sinal do apoio dos EUA à oposição na Síria. Era um indicativo que os EUA estavam dispostos a cooperar com a queda do regime de Assad. 

Irã não é uma ameaça para Israel.


 A afirmação é feita por um historiador militar israelense e a matéria está publicada no Opera Mundi. Até mesmo o secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, declarou que teme pela possibilidade de um ataque israelense contra as instalações nucleares iranianas a partir do próximo mês de março. Na comunidade internacional, os israelenses fazem lobby para que a ONU (Organização das Nações Unidas) adote sanções cada vez mais agressivas contra o Irã, atingindo, principalmente, sua economia e sua produção de petróleo.
Apesar da tensão entre os dois países, Martin van Creveld, historiador pela Universidade Hebraica de Jerusalém, especialista em estratégia militar e Ph.D pela London School of Economics, afirma que o Irã está longe de ser uma ameaça a Israel. Para ele, as declarações de Teerã buscam atrair o apoio árabe na região. No entanto, mesmo afastando a possibilidade de uma ação militar iraniana, van Creveld não descarta que Israel pode dar o primeiro passo.

Não pode ser sério!


 Como diz o ditado, “seria cômico, se não fosse tão sério”! A secretária de Estado da Saúde da França, Nora Berra, tem enfrentado fortes críticas da população e da imprensa local desde o último sábado. Na ocasião, Nora, cujo cargo equivale ao de uma ministra, publicou um conselho desastrado em seu blog recomendando aos sem-teto “que ficassem em suas casas” para se protegerem do rigoroso inverno que afeta boa parte do continente europeu e já matou dezenas de pessoas.

É a direita bem articulada.


 A Suprema Corte da Espanha condenou nesta quinta-feira (09) o juiz Baltasar Garzón por ordenar escutas ilegais em um caso de uma rede de corrupção que teria envolvido lideranças do PP (Partido Popular), atualmente no governo do país. Garzón não poderá exercer sua profissão durante 11 anos. A acusação contra o juiz refere-se a um caso ocorrido em 2009, quando Garzón teria ordenado a gravação de conversas na prisão entre advogados de defesa e presos que estariam ligados a uma rede de corrupção.
Baltasar Garzón é conhecido por ter decretado a prisão do ditador chileno Augusto Pinochet e também por ter investigado desaparecimentos que ocorreram durante o governo do general Francisco Franco (1939-1975).

Demissões para combater desemprego?


Não se trata de uma piada... Por meio de um decreto, o governo espanhol aprovou nesta sexta-feira (10) uma reforma trabalhista para flexibilizar o mercado, facilitando as demissões nas empresas, para “reduzir o alto índice de desemprego no país”! E, dando uma grande demonstração de “democradura”, a medida já entra em vigor nesta segunda-feira (13) para depois ser votada no Parlamento espanhol.
A Espanha tem hoje 22,85% de sua população desempregada – quase 5,3 milhões de pessoas -, e quer tornar mais barata a demissão de empregados para combater o desemprego! A partir de agora, demitir alguém por justa causa será um processo mais simples e irá gerar uma indenização ao funcionário de apenas 20 dias por ano trabalhado. Para a vice-presidente do governo espanhol, Soraya Sáenz de Santamaría, a reforma fomenta a contratação. A ministra do Trabalho, Fátima Báñez, também defendeu a reforma ao dizer que ela foi desenvolvida “pensando-se nos cidadãos que estão parados, especialmente os jovens, que agora não tem oportunidades”. Então, tá!

Ernesto Germano.

Denúncia contra a Inglaterra na ONU.


 A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou nesta terça-feira (07), que o chanceler de seu país, Héctor Timerman, denunciará a militarização do Atlântico Sul por parte da Inglaterra ao Conselho de Segurança e à Assembléia Geral da ONU. “Mais uma vez, estão militarizando o Atlântico Sul. Não podemos interpretar de nenhuma outra maneira o envio de um destróier [navio de guerra] acompanhando o herdeiro real”, disse, em referência ao príncipe William, que chegou às ilhas na semana passada para a realização de exercícios militares como piloto de caça da força aérea britânica.

Professores mexicanos cansaram de esperar.


 A Cidade do México amanheceu nesta sexta-feira (3) tomada por professores de todo o país. Os docentes foram para a capital no segundo dia de uma greve nacional de 48 horas, contra a política conservadora do governo nacional. Pela manhã, os educadores realizaram uma passeata desde a Praça do Zócalo até Câmara dos Deputados. Enquanto isso, integrantes da Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) mantiveram bloqueados durante quase três horas os acessos do Palácio Legislativo.

Eles não desistem.


 Deputados estadunidenses defenderam nesta terça-feira (07) a manutenção do bloqueio contra Cuba, após cinco décadas do decreto do embargo comercial, que é criticado pela imensa maioria da comunidade internacional e já foi condenado várias vezes pela ONU. Em um comunicado conjunto, os congressistas Ileana Ros-Lehtinen, David Rivera, Mario Díaz Balart, do Partido Republicano, e Albio Sires, do Partido Democrata, insistiram na permanência da medida que pretende dificultar a vida dos cubanos e desmontar o sistema político do país. Apesar das crescentes críticas de mais de 185 nações da comunidade internacional expressadas em votações sucessivas das Nações Unidas durante os últimos 20 anos, o governo Obama mantém essa política.

Guerra total contra Cuba (1).


 A administração Obama aprovou um orçamento milionário para fomentar o que já é chamado de “cibermercenarismo” contra Cuba. O projeto é bem simples, criar através da internt uma rede de “blogueiros” prontos para difamar sobre Cuba através das tecnologias de comunicação. O próprio jornal The New York Times publicou em junho de 2010 que a Casa Branca lidera um esforço global para criar uma “internet das sombras” e sistemas de telefonia móveis para “dissidentes” com o objetivo de “minar governos incômodos”.
A ciberguerra é potencializada para subverter outras nações, convertendo a Internet em um campo de batalha, onde se empregam como armas as ferramentas virtuais, computadores e redes digitais. Nesse esquema, a estratégia subversiva não é uma opção secundária, mas a preparação de uma guerra armada frontal, que sempre começa com a fabricação dos pretextos para uma invasão.
Contra Cuba, ela se materializa através da propagação permanente na web de conteúdos contrarrevolucionários por mercenários na ilha ou indivíduos e organizações anticubanas radicadas dentro do próprio território estadunidense e em países aliados na Europa. E o financiamento para estas atividades provém de 20 milhões de dólares anuais que o Congresso dos Estados Unidos destina para a subversão contra o país caribenho, o qual se canaliza através da USAID, organização especializada em planos desestabilizadores contra Cuba.

Guerra total contra Cuba (2).


 Luis Posada Carriles, o megaterrorista que vive em Miami às custas de Obama, não se cansa de tramar contra Cuba. Segundo Percy Francisco Alvarado, jornalista de “Rebelión”, Posada Carriles estaria estreitando relações com outros conhecidos terroristas (Santiago Álvarez Fernandez Magriñá, Enrique Encinoza, Gaspar Jiménez Escobedo, Pedro Crispín Remón Rodríguez, Reynold Rodríguez, Luis Zúñiga Rey, Dionisio Suárez Esquivel e outros) para elaborarem uma pauta de ações contra o regime cubano.
Da pauta constaria um plano para causar distúrbios durante a visita do Papa a Cuba; um projeto para usar aviões de pequeno porte para lançar panfletos contrarevolucionários na Ilha; tentativa de sabortar a Feira do Livro, que acontece em Havana e muitas outras atividades.

A blogueira mentirosa está trabalhando para o Instituto Millenium.



Para quem não conhece, o Instituto Millenium é uma espécie de “nirvana” da direita brasileira. É financiado pelo que há de “melhor” entre os nossos golpistas e conservadores, começando pelo Estado de São Paulo e Editora Abril, além de financiamento da Vale (eleita recentemente como a pior empresa do mundo) e de outras empresas. Quer saber quem escreve para o Instituto Millenium? Apenas “gênios” como Reinaldo Azevedo, Denis Rosenfield, Ali Kamel, Merval Pereira, Marcelo Madureira, Carlos Alberto Sardenberg e Carlos Alberto Di Franco, um dos integrantes mais ilustres da Opus Dei no Brasil. Como se vê, a “fina flor” da direita mais rançosa.
O Instituto Millenium se apresenta como “apartidário”, mas teve uma participação ativa na campanha presidencial de 2010 no Brasil. Em março daquele ano, em seminário promovido pelo instituto em São Paulo, representantes de grandes empresas de comunicação do país afirmaram que o PT é um partido contrário à liberdade de expressão e à democracia e que, se Dilma fosse eleita, o “stalinismo seria implantado no Brasil”. “Então tem que haver um trabalho a priori contra isso, uma atitude de precaução dos meios de comunicação. Temos que ser ofensivos e agressivos, não adianta reclamar depois”, disse na época o ex-cineasta Arnaldo Jabor.
Pois agora o Instituto Millenium contratou uma nova articulista. Trata-se da blogueira mentirosa cubana Yoani Sánchez que passa a ser “colaboradora”.

Ernesto Germano.

Ato contra o fascismo!


Metáfora. A natureza no dia 10 de Fevereiro nos ensinou de maneira metafórica, aquilo que estávamos querendo dizer. O dia foi lindo, claro, ensolarado como toda semana. Parecia que todo o curso da história acompanhava esta impressão de que nada precisaria ser transformado, pois aparentava 'tranquilidade', 'estabilidade'. Às 17h45m, faltando quinze minutos para começarmos a manifestação, fez-se as trevas. O tempo fechou, o céu acinzentou-se, os raios cortavam de luz nossas cabeças, o vento deitava as Palmeiras Imperiais, os galhos caíam, as árvores caíam e a tempestade assustava. Parecia que a natureza queria testar-nos. Ela reproduzia as feições bravias daqueles que combatemos, que fecham suas caras, vivem de nos amedrontar sem nos dar o direito de defesa. Assustam e por isso afugentam. Nos espantam e assim nos desmobilizam pois calam nossas vozes.
Mas não. Passamos no teste do medo. Pois sabíamos que éramos mais fortes e que nossas vozes não poderiam ser emudecidas. Pisamos em ruas inundadas, sentimos o esgoto. Pulamos galhos caídos, driblamos árvores no chão. Enfrentamos a fúria da natureza como se enfrentássemos a fúria dos bárbaros. E vencemos. Pois ainda que tenhamos sofrido com a falta de pessoas que não conseguiram chegar por razões óbvias, ainda assim conseguimos 50 pessoas para nosso ato, numa praça que estava ilhada por águas que não respeitavam seus limites e que queriam chegar ao mar ainda que passassem por nossos pés.
Se pudemos enfrentar a tempestade, juntos podemos enfrentar o fascismo social e para isto, todos de volta à praça no dia 04 de Março, com ou sem metáfora, pois chegou a hora de falarmos, atuarmos, contarmos...    

Chico Baeta.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

África, um continente sem história?



Por Emir Sader
Não há região do mundo mais vítima da naturalização da miséria do que a África. Na concepção eurocêntrica, bastaria cruzar o Mediterrâneo para se ir da “civilização” à “barbárie”. Como se a África não tivesse história, como se seus problemas fossem naturais e não tivessem sido resultado do colonialismo, da escravidão e do neocolonialismo.
Continente mais pobre, mais marcado por conflitos que aparecem como conflitos étnicos, região que mais exporta mão de obra – a África tem todas as características para sofrer a pecha de continente marcado pelo destino para a miséria, o sofrimento, o abandono.
Depois de séculos de despojo colonial e de escravidão, os países africanos acederam à independência política na metade do século passado, no bojo da decadência definitiva das potências coloniais europeias. Alguns países conseguiram gerar lideranças políticas nacionais, construir Estados com projetos próprios, estabelecer certos níveis de desenvolvimento econômico, no marco do mundo bipolar do segundo pós-guerra.

Para ler o artigo completo e outras matérias confira edição de janeiro da revista Caros Amigos, já nas bancas.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Mais um bandido em Miami!


 O Departamento de Estado dos EUA, leia-se Obama, acaba de dar mais uma demonstração de seu compromisso com as ditaduras, com os golpes militares e com a quebra das democracias nos países vizinhos. Depois de homenagear o terrorista e assassino Luis Posada Carriles, agora confirmou a presença no país de outro terrorista conhecido e procurado. Trata-se do panamenho César Andrés Matamoros Chacón, um dos idealizadores do atentado contra Fidel Castro no Panamá. Condenado pela Justiça do Panamá a sete anos de prisão, Matamoros recuperou sua liberdade graças ao “indulto” dado pela presidenta Mireya Moscoso. Agora vive tranquilamente em Miami, sob as bênçãos de Obama e financiado pela máfia anti-cubana!

Israel vai atacar o Irã?


 O Secretário de Defesa dos EUA, Leon Panetta, crê que Israel pode tomar a decisão de atacar o Irã na próxima primavera do Hemisfério Norte, informou nesta sexta-feira (03) o colunista do jornal The Washington Post, David Ignatius. “Panetta acredita que há uma alta probabilidade de Israel atacar o Irã em abril, maio ou junho”, informou Ignatius em sua coluna.
O que estaria escondido por trás de uma declaração dessas? Estaria o governo Obama autorizando o ataque de Israel? Isto foi uma “luz verde” para iniciar mais uma guerra?  

No Iraque, execuções em massa.


 Se a memória não me falha, um dos motivos alegados por Bush para invadir o Iraque seria porque o povo estava sendo oprimido e Saddam estava cometendo crimes contra a humanidade ao executar seus opositores. Nesta quarta-feira (01), através de uma fonte oficial do governo nomeado do Iraque, ficamos sabendo que “O Ministério da Justiça fez cumprir, nesta terça-feira, as sentenças de morte contra 17 pessoas condenada por delito de terrorismo e outros crimes”. Consultando a página do Ministério, na Internet, vamos descobrir que, apenas em 2012, já foram executadas 51 pessoas! Todos condenados por “crimes” e “terrorismo”. São 51 execuções “legais”, com as bênçãos do governo Obama. A pergunta que não quer calar é: por que nossa imprensa “tão livre” não fala sobre isto? Por que prefere mentir sobre um cubano que espancava a mulher e morreu de pneumonia?

Ernesto Germano

Viva o capitalismo!


 Na cidade de Topki, na Rússia, um homem entrou em uma loja, pediu uma garrafa de vodca, ameaçou o atendente com uma faca e foi embora sem levar nada. Depois de ser detido pela polícia local, o homem afirmou que fez aquilo para ser preso e escapar da grande onda de frio que já causou mais de 80 mortes no Leste Europeu. O “assaltante”, cuja identidade não foi revelada, afirmou que quer ir para uma prisão com calefação. Antes de cometer o crime, o homem tentou matar seu ex-chefe, que o havia demitido. Sua intenção era ser denunciado e preso.
Durante o regime comunista, a imprensa do ocidente vivia dizendo que os russos não tinham opções para compras, que as lojas eram todas do Estado e que não havia oferta abundante de mercadorias para o consumo da população. Agora existe tudo isto, mas o povo não tem dinheiro nem para se manter vivo em um inverno rigoroso. A onda de frio que atinge o Leste Europeu já causou pelo menos 113 mortes. Somente nesta quarta-feira (01/02) a Ucrânia relatou a morte de 20 pessoas, enquanto a Polônia contabilizou outras nove.

Pior que a crise de 1930?


 Muito bom o artigo de J. Carlos de Assis publicado no Carta Maior. Ele diz que “Ao contrário da Grande Depressão, desta vez a crise afetou o coração mesmo do sistema capitalista, que é o seu sistema bancário central. Nos anos 30, milhares (cerca de 9 mil) bancos quebraram nos EUA e na Europa, no curso de quatro corridas bancárias entre 29 e 33, mas nem um único considerado grande. Eram pequenos e médios bancos municipais ou regionais, sem risco sistêmico. Agora, no rastro do Lemon Brothers, todo o sistema virtualmente esteve para colapsar.
Nos Estados Unidos, os dois maiores conglomerados bancário-financeiros, o Bank of America e o Citigroup, tiveram que ser parcialmente estatizados para não quebrar. No caso do Citigroup, o Governo comprou mais de 40% de suas ações ordinárias. Os outros 17 maiores conglomerados financeiros, submetidos a testes de stress, foram socorridos pelo Fed sob o pretexto de evitar riscos sistêmicos. Na Europa, o Royal Scotland Bank e o Barclays da Inglaterra tiveram de ser estatizados. Continuam assim até hoje. Na Alemanha, o Governo comprou quase metade do Commenzbank, do qual ainda hoje detém 25% das ações.

Querem esconder a crise com uma guerra?


 Nos próximos meses, a Inglaterra enviará às ilhas Malvinas um dos navios de guerra mais modernos da Royal Navy (Marinha), informou nesta terça-feira (31) o Ministério da Defesa britânico. Trata-se do destróier HMS Dauntless, que nos próximos meses vai partir em direção ao Atlântico Sul. O “Dauntless” é um dos seis novos destróieres com que a Marinha britânica conta e é equipado com um avançado sistema de navegação que dificulta sua detecção por radar. Em uma “jogada para o público britânico”, o príncipe William deve chegar em breve às Malvinas para participar de treinamentos como piloto de helicóptero de resgate.

O neoliberalismo à italiana


 Desprezando inteiramente o povo italiano e demonstrando que não está preocupado com os trabalhadores, o primeiro-ministro italiano Mario Monti provocou polêmica durante uma entrevista a um programa de TV ao afirmar que os jovens de seu país deveriam “se acostumar a não ter um posto de trabalho fixo” por toda a vida e que, além disso, “trabalhar sempre no mesmo lugar é monótono”. A declaração foi seguida de duras críticas dos italianos nas redes sociais, especialmente os jovens.
O burocrata italiano participou nesta quarta-feira (01) do programa Matrix, no Canal 5, onde falou sobre a reforma trabalhista que está articulando. “Que monotonia! É muito mais bonito mudar e aceitar novos desafios”, afirmou.

Marcha mundial de protesto, em junho.


 Esta é uma decisão do Fórum Social Temático de Porto Alegre. No dia 5 de junho, Dia Internacional do Meio Ambiente, os movimentos sociais de todo o mundo vão ocupar as ruas em uma grande jornada de mobilização global contra o capitalismo e em defesa da justiça ambiental e social. A agenda foi aprovada na Assembleia dos Movimentos Sociais realizada durante o Fórum Social Temático, em Porto Alegre. Cerca de 1,5 mil pessoas de 30 países participaram da plenária dispostas a enfrentar dois dos grandes desafios impostos, hoje, à esquerda mundial: construir uma pauta unificada de lutas e mobilizar as populações para garantir a imposição de derrotas reais ao capital.
O sindicalista cubano José Miguel, representante da Central de Trabalhadores de Cuba (CTC), ressaltou a necessidade de construção de alternativas e propostas dos movimentos sociais para a Cúpula dos Povos, a conferência que os movimentos sociais realizarão paralela à Rio + 20. O secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores da Argentina (CTA), Carlos Chile Huerta, citou o processo de recessão mundial para ressaltar a importância da rearticulação do campo popular para reposicionar o poder político no continente nas mãos dos trabalhadores.

Empresas com renda maior do que o PIB de alguns países.


 Há muito tempo eu venho batendo nesta tecla: algumas empresas “globais” contam com rendimentos superiores ao PIB de muitos países. O faturamento das 10 maiores empresas mundiais supera o PIB somado de Brasil, Argentina, México, Venezuela, Colômbia e Chile. O faturamento da GM é superior ao PIB da Dinamarca e a Wall Mart é maior que 161 países! Agora temos novos dados divulgados por uma entidade internacional, o “Observatório da Multinacionais”. Segundo o estudo agora divulgado, as 500 maiores corporações do planeta controlam a quarta parte de tudo o que é produzido e a metade do comércio mundial. A Exxon Mobil tem uma renda anual maior do que o PIB da Venezuela! A Repsol tem um rendimento anual maior do que o PIB do Equador! (http://www.omal.info). 
Vocês sabem as consequências disto?

Ernesto Germano

Crianças são exploradas sexualmente no México.


 Pelo menos 16 mil crianças são são exploradas sexualmente no México, segundo divulgou a CNDH (Comissão Nacional de Direitos Humanos) em comunicado. A organização fez um apelo ao governo para fortalecer o combate ao crime. Além disso, a CNDH pediu que se trabalhe para erradicar as condições que propiciam este fenômeno. Segundo cifras internacionais cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo são raptadas anualmente com este fim.

A CIA sabia de tudo!


 Militares salvadorenhos assassinaram opositores lançando-os vivos e amarrados ao mar de aviões durante a guerra civil, afirmou um relatório secreto da CIA (Agência Central de Inteligência). Um xérox do documento, de março de 1991 e com grossas rasuras em negro, foi publicado pelo jornal salvadorenho La Pagina.
O texto “permitiu documentar uma das práticas mais atrozes durante a guerra civil salvadorenha e que era desconhecida até agora: os voos da morte”, assinalou a publicação. De acordo com os telegramas desclassificados pela CIA, os crimes ocorreram entre meados de 1988 e setembro de 1989 sob comando de um capitão que acabara de terminar seus treinamentos na Força Aérea dos EUA.

Passando a limpo a história!


 O Juiz federal argentino Norberto Oyarbide ordenou na quinta-feira (01) a captura internacional e a extradição do ditador peruano Francisco Morales Bermúdez, acusado de participar do conhecido Plano Condor e de cometer delitos como prisão ilegal e torturas durante o seu governo. A denúncia contra o ditador diz que cidadãos peruanos (Ricardo Napuri Schapiro, José Bravo, Justiniano Aspaza Ordoñez, Alfonso Baella Tuesta, Hugo Galdos, Humberto Larrain, Ricardo Díaz Chávez, Javier Canseco Cisneros, Genaro Inquieta, Ricardo Letts Colmenares, Valentín Pacho Quispe, José Arce Larco e Guillermo Faura Gay), conhecidos por fazerem oposição ao regime, foram seqüestrados e enviados para a Argentina através dos acordos do Plano Condor. Todos os citados estão desaparecidos até hoje.

Ditadura militar diante da Justiça!


 A Justiça da Argentina retoma, a partir da segunda semana de fevereiro, o julgamento de vários processos contra ex-militares e civis acusados de cometer crimes contra a humanidade, como assassinatos e tortura, durante o período do regime militar. A ditadura argentina é apontada como uma das mais sangrentas da América Latina, tendo deixado um saldo estimado de 30 mil mortos.
O primeiro processo será apreciado a partir do dia 9 pelo Tribunal Criminal Federal de Mar del Plata. Os ex-militares Julio Alberto Tommasi, Roque Ítalo Pappalardo e José Luis Ojeda, além dos civis Emilio Felipe Méndez e Julio Manuel Méndez serão julgados pelo sequestro, tortura e morte do advogado trabalhista Carlos Alberto Moreno.

Venezuela.


 A Faixa Petrolífera do Oninoco é considerada atualmente como o maior reservatório de petróleo do mundo, com uma área de 55.314 quilômetros quadrados. Segundo pesquisas de agências internacionais, isto daria à Venezuela reservas provadas de petróleo para os próximos 400 anos! Segundo fontes do governo venezuelano, o país pode elevar sua produção para 10 milhões de barris diários! Talvez esta seja a razão de tantas mentiras contadas sobre Hugo Chávez. Querem criar uma desculpa para fazer como fizeram com o Iraque: uma guerra para “meter a mão” nos poços de petróleo!

Ernesto Germano

Por um Estado Palestino.


 O governo brasileiro tem a convicção de que “a criação de um estado palestino democrático e não segregador” é condição imprescindível para que haja paz no Oriente Médio, afirmou Dilma Rousseff em discurso na cerimônia do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Dilma reconheceu que há necessidade de proteção das populações civis locais, mas que isso não pode ser feito num clima de intolerância. “Nações dignas desse nome só se construíram com liberdade, democracia e igualdade.”

Tinha que ser na Globo.


No dia 15 de janeiro deste ano, o jornalista Caio Blinder defendeu abertamente no programa Manhattan Conection o assassinato de cientistas iranianos como um meio válido de fazer política. O comentário foi apoiado por Diogo Mainardi, outro comentarista da Globo. Agora um grupo de jornalistas, professores e estudantes decidiu criar um abaixo-assinado “contra a defesa explícita da prática de assassinatos como meio de fazer política, perpetrada por comentaristas da Rede Globo”.

Reportagem sobre Herzog ajuda enterrar versão de suicídio, diz filho


Filho do jornalista Vladimir Herzog, morto numa cela do DOI-Codi em 1975, Ivo Herzog, 45, disse neste domingo que a reportagem da Folha colabora para enterrar ainda mais a versão de que seu pai teria se suicidado.
Folha localizou em Los Angeles Silvaldo Leung Vieira, o fotógrafo da Polícia Civil de São Paulo que registrou a famosa imagem do corpo de Herzog, pendurado pelo pescoço às grades da cela, mas com os pés no chão. A foto, produzida por ordem do Dops (Departamento de Ordem Social e Política), foi divulgada com intuito de fazer crer que o jornalista havia se suicidado.

"Era uma fato [a identidade do fotógrafo] que ninguém nunca tinha parado para pensar e investigar. Algumas pessoas ainda sustentavam a versão do suicídio. Essa versão não tem pé nem cabeça, mas acho que a matéria ajuda a enterrar ainda mais", disse Ivo.
Vladimir Herzog compareceu espontaneamente ao DOI-Codi em São Paulo, após ter sido procurado por agentes da repressão em sua casa e na TV Cultura, onde trabalhava como diretor de jornalismo. Segundo relatos de testemunhas, Vlado, como era conhecido pelos amigos, foi torturado e espancado até a morte.
"Ainda carrego um triste sentimento de ter sido usado para montar essas mentiras", afirmou Silvado.
Para Ivo, a história detalhada na matéria é mais um elemento a ser investigado na Comissão da Verdade, órgão governamental que fará a narrativa das violações aos direitos humanos ocorridas entre 1946 e 1988.
A comissão terá a missão de identificar os responsáveis pelas mortes, torturas e desaparecimentos políticos no período, ainda que não possa puni-los. Segundo Ivo, o sucesso da comissão dependerá dos seus integrantes, que ainda serão nomeados pela presidente Dilma Rousseff.
"A gente está muito otimista, acreditando que ela vai ser implantada com pessoas que tenham um papel realmente ligado ao que a comissão se presta, que é contar a história do Brasil, esclarecer essa história. E, até pela própria liderança da presidente Dilma, a gente acredita que vai ser instituída uma comissão realmente de alto nível, que vai cumprir com o objetivo", afirmou.
Ivo considera que é fundamental esclarecer a história da morte de seu pai para impedir que casos semelhantes se repitam. Ele destaca que, durante a transição da ditadura para o regime democrático no Brasil, não houve uma apuração dos acontecimento do período militar.
"No processo de redemocratização do Brasil, diferentemente de outros países, não houve um rompimento, houve quase uma metamorfose, sem apuração do que aconteceu naquela época. O esquecimento ou o encobrimento da história é justamente para possibilitar que fatos, por serem desconhecidos, possam voltar a acontecer", ressaltou.
A imagem produzida por Silvaldo ajudou a derrubar a versão do suicídio de Vladimir Herzog, uma vez que seu corpo pendia de uma altura de 1,63 m, com as pernas arqueadas e os pés no chão, o que torna altamente improvável que tenha se matado.
A morte gerou manifestações, como a famosa missa na catedral da Sé, em São Paulo, e contribuiu para que o presidente Ernesto Geisel e seu ministro Golbery do Couto e Silva vencessem a queda de braço com a linha dura da ditadura, que pedia um aperto na perseguição à esquerda, sob o argumento de que o país vivia a ameaça do comunismo.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

MASSACRE DO PINHEIRINHO: PSDB DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS RECEBEU R$427 MIL DO RAMO IMOBILIÁRIO EM 2008





Por Felipe Prestes, do portal Sul21
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O comitê municipal único do PSDB em São José dos Campos recebeu R$ 427 mil de doações declaradas de 22 empresas do ramo imobiliário nas eleições de 2008. O valor representa aproximadamente 20% dos R$ 2.109.475 recebidos pelo comitê. Destes mais de R$ 2 milhões do comitê, cerca de R$ 630 mil foram destinados à campanha vitoriosa do atual prefeito Eduardo Cury (PSDB).
O deputado estadual Fernando Capez (PSDB), irmão do desembargador do TJ-SP Rodrigo Capez, que coordenou a ação policial em Pinheirinho, também recebeu bastante apoio do ramo imobiliário nas eleições de 2010. Quinze empresas do ramo doaram um total de R$ 424.462,02 para a campanha de Capez, 38% de tudo o que ele arrecadou (R$ 1.114.443,90).
Pinheirinho tem área de 1,3 milhão de m² e estava ocupada por 1,6 mil famílias desde 2004. A Prefeitura de São José dos Campos obteve propostas dos governos estadual e federal para inscrever a área em projetos habitacionais sem que tivesse que pagar o valor do terreno, que pertence ao especulador Naji Nahas, mas não quis fazê-lo. Na ação de desocupação, o desembargador Rodrigo Capez esteve no local representando o TJ-SP e ordenou a continuidade das ações — mesmo que liminares da Justiça Federal colocassem um impasse jurídico, só resolvido pelo STJ no dia seguinte à reintegração de posse.

As informações foram extraídas do site do TSE. Clique nas imagens abaixo para conferir..














segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Uma polícia bem “imparcial”.

 A polícia de Nova York utilizou durantes meses um filme anti-islâmico para treinar agentes locais a combaterem práticas de terrorismo. O polêmico documentário “A Terceira Jihad” acusa a maioria dos líderes muçulmanos nos Estados Unidos de tentarem impor a sharia, lei islâmica, no país. Quase 1.500 agentes formados em práticas antiterroristas assistiram ao filme durante o treinamento em 2011. Mas depois de severas críticas publicadas em dois artigos do jornal New York Times, afirmando que o filme “incita o ódio”, tanto o chefe de polícia da cidade, Raymond Kelly, que foi entrevistado no filme, quanto o prefeito Michael Bloomberg passaram a criticar o conteúdo do filme. 

Cuidado com o Facebook.

 Atilio Boron é diretor do PLED (Programa Latinoamericano de Educación a Distancia en Ciencias Sociales) e um conhecido sociólogo argentino. Nesta semana ele fez uma curiosa denúncia. Havia feito uma crítica séria dizendo que a secretária de Estado Hillary Clinton, diante do quinto assassinato de um cientista iraniano, limitou-se a encolher os ombros e dizer que isso era o resultado das provocações de Teerã. Boron escreveu que a Clinton é “o elo perdido entre as aves carniceiras e a espécie humana”, falando de sua gargalhada quando lhe comunicaram o linchamento de Kadafi. O problema é que ele teria escrito isto no Facebook e, poucas horas depois, foi comunicado que o acesso à sua conta estava proibido.

Por que a imprensa não fala nisto?

 Johnny Owens Vick, Hozel Alanzo Blanchard e um terceiro nome ainda não divulgado eram prisioneiros na Califórnia e participaram da greve de fome contra as péssimas condições carcerárias. Os três estão mortos em consequencia da greve de fome e, segundo outros prisioneiros que estão em celas próximas, não receberam qualquer atendimento médico. Familiares dos mortos e seus advogados não conseguem informações das autoridades carcerárias e o departamento do governo que cuida das prisões não fez sequer autópsia. Fonte: http://www.tercerainformacion.es/spip.php?article33259

Republicanos atacam Cuba e desejam morte de Fidel.


 Parece uma espécie de fixação doentia!  O grande problema dos EUA não é a crise econômica, não é o desemprego em alta, não é a miséria crescendo em suas ruas, etc. Nada disto! O grande problema para os EUA, a paranóia deles, é uma pequena ilha no Caribe que vive independente e feliz, apesar de mais de 40 anos de bloqueio.
Em debate entre candidatos realizado na segunda-feira (23), dois dos quatro pré-candidatos gastaram praticamente todo o tempo atacando o governo de Raúl Castro e fazendo ameaças. O ex-presidente da Câmara dos Deputados, Newt Gingrich, afirmou que caso fosse eleito, em novembro, não permitiria “mais quatro anos de regime socialista” em Cuba. O ex-senador Rick Santorum apoiou a proposta de Gingrich de espionagem e classificou Cuba como uma “ameaça grave” para a segurança dos EUA. “As sanções devem continuar até que os irmãos Castro estejam mortos”.

A “nova” guerra de Obama.


Em um discurso recente, no Congresso, o presidente dos EUA declarou que vai reduzir o orçamento militar e também o número de efetivos no exército e na marinha. Por outro lado, deixou claro que seu país vai investir mais em tecnologia militar, como os aviões “drones”, e também na tática de “assassinatos seletivos”. Ou seja, a exemplo do que ocorreu recentemente com o cientista iraniano, a idéia é matar alguns personagens considerados importantes para evitar conflitos maiores.
Caio Blinder, um brasileiro que vive nos EUA e apresenta o programa de televisão Manhattan Connection, transmitido pelo canal GNT, do sistema Globosat, defendeu esta política. Em certa parte do seu programa ele teria falado sobre o assassinato de cientistas iranianos dizendo que “preciso matar gente agora” para evitar mais mortes do futuro, além do que, acrescenta, “você intimida outros cientistas”.

Sábias palavras!

 Uma perfeita definição daquele grande país do norte acaba de ser dada pelo cineasta Michael Moore. Segundo ele, “Esta é uma nação fundada no genocídio e construída sobre os ombros de escravos”! Durante um discurso feito na Universidade George Washington, sobre a pobreza existente no país, Moore acusou os EUA de obter a riqueza através da escravidão. Só faltou dizer que é também através da exploração e escravidão de outros povos, ainda hoje.

Covardia e desrespeito.

 Na terça-feira (24), o exército de Israel demoliu uma dezena de moradias e prédios palestinos na localidade de Anata (Cisjordânia). Entre as construções destruídas estava um centro comunitário e uma casa de abrigo construídos por voluntários espanhóis com financiamento da Agência Espanhola de Cooperação e Desenvolvimento. Uma das construções destruída era abrigo para uma família de 17 pessoas, já desalojadas em outras ações do exército israelense.

Até a União Europeia?


 A União Europeia defendeu nesta quarta-feira (25) o fim do bloqueio imposto por Israel aos palestinos que vivem na Faixa de Gaza. O pedido foi feito pela chefe da diplomacia do bloco, Catherine Ashton, em uma visita à região para a assinatura de um acordo de financiamento de projetos da ONU nos territórios ocupados. É a terceira vez que Ashton vai a Faixa de Gaza.
A representante diplomática europeia destacou que o bloqueio que Israel impôs a esse território “deve ser levantado para permitir que as pessoas se movimentem com liberdade”.

Crise vai acabando com os empregos.


 As informações são da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entrando no quarto ano, a crise econômica põe o mundo à beira de uma explosão social que exigirá um plano de resgate trilionário para ser superada. Os dados divulgados pela OIT mostram que a crise do desemprego é a pior já registrada e a economia mundial terá de criar 600 milhões de postos de trabalho até 2020 para inserir os que hoje estão desempregados e ainda incorporar milhões de jovens que entrarão no mercado produtivo.
Desde 2007, 27 milhões de pessoas perderam o trabalho, fazendo o número global de desempregados atingir o recorde de 197 milhões de pessoas, uma alta de 13% em poucos anos. Metade dessa massa de desempregados está nos países ricos e a taxa média mundial de desemprego passou de 5,5% para 6,2%. Na América Latina, 3 milhões de pessoas foram demitidas nos dois primeiros anos da crise, fazendo a taxa subir de 7,0% para 7,7%. Em 2010 e 2011, porém, o índice caiu para 7,2%.
Na Europa, 45 milhões de pessoas estão sem trabalho. Um terço já busca emprego por mais de um ano. Na melhor das hipóteses, a taxa de desemprego que bateu 8,8% em 2010 será reduzida para 7,7% em 2016. Mas, ainda assim, estará acima dos 6,1% de 2008.

Na Suíça, quem protesta vai preso.

 A polícia suíça vai indiciar mais de 100 manifestantes que fizeram protesto em Berna no sábado (21) contra o Fórum Econômico Mundial. O movimento chamado “Ocupem Davos” segue o exemplo dos manifestantes do “Ocupem Wall Street” e protestam contra a desigualdade de renda no planeta e a ganância dos ricos. Fizeram acampamento em iglus e permanecem protestando na região. A polícia prendeu também dois homens sob a suspeita de terem pichado as paredes do Banco Central da Suíça, em Zurique, com a expressão “Smash WEF” (Acabem com o Fórum Econômico Mundial).

Romênia também afunda na crise neoliberal.


 Depois de 1989, com o fim do comunismo, a Romênia foi remodelada segundo as mais rígidas normas do capitalismo, ou seja, tudo ao mercado e nada ao Estado. Os cidadãos romenos puderam ter dezenas de canais de televisão, centenas e marcas de produtos importados, todos os tipos de bens que o mercado oferece. 
Em 1989, antes de o capitalismo vencedor oferecer todas as delícias do mercado, a Romênia não tinha dívida externa. Em 2011 a Romênia fechou o ano com uma dívida externa (pública e privada) de 100 milhões de euros, o que é um absurdo se comparada com o seu PIB de apenas 120 milhões de euros.
O desemprego cresce, os salários estão reduzidos e o desespero toma conta da população. Profissionais como professores e médicos fogem para outros países em busca de emprego e salário digno. A cada dia aumenta a distância entre ricos e pobres na Romênia, mas agora eles podem escolher entre mais de 40 marcas de cigarros e quase 100 canais de televisão! (http://www.rebelion.org/noticia.php?id=143398)

Na Inglaterra, trabalhador virou sinônimo de parasita e desajustado.

 A mídia inglesa criou uma nova expressão que está aparecendo cada vez mais em jornais, TVs e até em páginas da Internet. Trata-se de uma nova palavra sem definição própria: “chavs”. O termo vem sendo usado para menosprezar o jovem pobre, que não encontra trabalho fixo e vive em dificuldades, recebendo ajuda do Estado. Mas é também usado para definir o jovem trabalhador de baixo salário que anda com roupas comuns. Seja qual for a definição para “chavs”, o grave nisto tudo é que a classe trabalhadora na Inglaterra teve sua dignidade roubada nos últimos trinta anos! Os conceitos neoliberais introduzidos por Margaret Thatcher acabaram de vez com a imagem dos trabalhadores ingleses que agora são vistos como parasitas que vivem à custa de ajudas do Estado. É o triunfo de um individualismo que afundou o sistema de valores solidários da classe trabalhadora. Em 1979 havia sete milhões de operários com um forte peso de mineiros, portuários e do setor automotivo. Hoje há dois milhões e meio, as minas desapareceram e só a empresa automotiva, em mãos estrangeiras, está crescendo.

Cuba dá exemplo na luta contra AIDS.

 O conselheiro chefe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Carlos Cortes Falla, elogiou os resultados obtidos por Cuba na prevenção do vírus da AIDS. Segundo Cortes, o país possui a menor taxa de infecção de HIV em toda a América Latina. Cortes comentou a atuação cubana na área durante o 6º Congresso de Educação, Orientação e Terapia Sexual, realizado em Havana entre terça (24) e sexta-feira (27). Para o representante da ONU (Organização das Nações Unidas), o desempenho cubano na prevenção da doença é resultado da disciplina e da organização que as instituições cubanas mostram a respeito do tema.

A carruagem virou abóbora!


 Orlando Zapata Tamayo era um preso comum cubano que, durante sua prisão, foi convencido a fazer declarações contra o governo para ganhar “status” de preso político. Depois foi também convencido a fazer uma “greve de fome” para chamar a atenção. Orlando Zapata acabou falecendo e se tornou material de propaganda contra Cuba. Sua mãe, Reina Luisa Tamayo, foi levada para a Espanha e depois para os EUA, aparecendo várias vezes em programas de TV para fazer discursos contra o regime cubano.
Agora tudo mudou. Reina Luisa Tamayo vive nos EUA e foi entrevistada por um jornalista de Miami, Miguel Fernández, a quem disse que se sente “traída, enganada e decepcionada”. Ela disse que “os que nos prometeram ajuda nos traíram”. “Somos nove pessoas (cubanas) vivendo juntas em uma casa, sem dinheiro para pagar o aluguel mensal de 2.300 dólares, além das contas (água, luz, telefone, calefação e alimentação). Ela vive em Miami, fazendo faxina em residências para sobreviver.

Ernesto Germano

EUA sabiam sobre roubo de bebês.


 O ex-secretário de Direitos Humanos do Departamento de Estado dos EUA entre 1981 e 1985, Elliot Abrams, admitiu nesta quinta-feira (26) que sabia que os militares argentinos tinham um plano para o roubo e apropriação ilegal de bebês nascidos em centros clandestinos de prisão durante a ditadura do país (1976-1983). “Estávamos a par de que algumas crianças tinham sido roubadas quando os pais estavam presos ou mortos”, afirmou, em depoimento, feito por meio de vídeo-conferência entre juízes de um tribunal oral federal de Buenos Aires e o consulado argentino em Washington. “Sabíamos que não eram só uma ou duas crianças, mas que existia um padrão, um plano, porque havia muita gente que estava sendo assassinada ou presa”, complementou.
Calcula-se que 500 bebês tenham sido roubados e a identidade ocultada durante a repressão argentina. Para encontrá-los, um grupo de mães de presos clandestinamente na época, por razões políticas, se juntaram em uma associação conhecida como “Avós da Praça de Maio”, para tentar encontrar seus netos desaparecidos.

Novos corpos de vítimas da ditadura na Argentina.

 O Tribunal de Apelações do Capital Criminal e Correcional Federal da Argentina localizou, no ano passado, mais de 40 corpos enterrados sem identificação durante a ditadura militar. A procura das vítimas da ditadura argentina nos anos 1970 faz parte das medidas tomadas para dar satisfação às famílias de milhares de desaparecidos. Com essas identificações, chegam a 202 os restos mortais de vítimas da ditadura entregues aos parentes pelo Tribunal de Apelações do Capital Criminal e Correcional Federal da Argentina.

Na Argentina, Monsanto é denunciada por tráfico de pessoas.

 A Administração Federação de Receitas Públicas (AFIP, da sigla em espanhol) da Argentina denunciou a Monsanto por tráfico de pessoas e exploração de 65 trabalhadores em condições degradantes com base em uma fiscalização realizada no final do ano passado. Segundo o jornal argentino Página 12, os camponeses contratados para trabalhar na lavoura de milho foram levados para uma área a 200 km de Buenos Aires, e, então, enganados, endividados e impedidos de deixar o local. Eles disseram, ainda segundo o jornal, cumprir jornadas de até 14 horas seguidas no processo de desfloração do milho.



Panamá pede extradição de terroristas que vivem nos EUA.


 O Tribunal do Panamá ratificou sentença de 2004 contra Posada Carriles e comparsas. A extradição de Posada Carriles e também Guillermo Novo, Pedro Remón e César Matamoros, assim como do panamenho José Hurtado, foram solicitadas na sexta-feira (20). Eles foram acusados após uma tentativa de atentado contra o ex-presidente cubano Fidel Castro em 2000, quando ele participava de um encontro na Universidade do Panamá. Os envolvidos foram presos na capital panamenha, porém, receberam o indulto.
“O indulto que ilegal e grosseiramente lhes concedeu a ex-presidenta Mireya Moscoso, que facilitou a fuga do Panamá, vai por água abaixo, pois foi declarado inconstitucional pelo Segundo Tribunal, que confirmou a sentença do Julgado Quinto Penal do grupo terrorista", disse o advogado Rafael Rodríguez.
O tribunal panamenho confirmou a sentença do Julgado Quinto Penal mediante édito no qual notifica oito anos de prisão para Posada Carriles e Jiménez; sete anos para Novo Sampol, Remón e Matamoros; e quatro anos para Hurtado. Será que o governo dos EUA vai cumprir as regras do direito internacional e extraditar os terroristas? Com a palavra o “senhor” Obama, Nobel da Paz.

Ernesto Germano

sábado, 28 de janeiro de 2012

A VELHA MARMITA RANÇOSA DA MÍDIA BRASILEIRA


Por Cristóvão Feil, do Diário Gauche (publicado originalmente no Jornalismo B*)


O jornal britânico Financial Times, uma das bíblias do neoliberalismo, caiu na real e está fazendo uma série de matérias sobre a crise estrutural do capitalismo, se dando a liberdade de cogitar que estamos experimentando o limiar de um novo sistema de produção, mesmo não se sabendo ao certo aonde iremos. 
Esse não é qualquer jornal. O FT é uma publicação que circula desde 1888, tem uma tiragem diária de 2,1 milhões de exemplares, circula em 140 países e tem agências editoriais em 50 países.
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Corte rápido.
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O diário paulistano O Estado de S. Paulo estampou em suas páginas, no dia 23 de janeiro último, um artigo do ex-ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, em que ele afirma que os altos ganhos salariais são um dos fortes fatores da atual crise econômica da eurolândia. Pronto, sobrou para os assalariados! É inacreditável que a essa altura da crise alguém ainda atribua a mesma motivações que não as das finanças hipertrofiadas, o descontrole do crédito e a desregulação geral da atividade econômica, em especial a liberdade de ação dos grandes capitais bancários na Europa e no mundo todo. 
Observem que enquanto um jornal de reputação internacional – podemos questionar a sua afiliação político-ideológica – trata da crise de forma direta, frontal e corajosa, o outro, um jornal provinciano como o Estadão, insiste em manter um séquito de especialistas em produzir vianda requentada, como se fora algo fresco e atual, para assuntos tão relevantes como a crise do capitalismo. 
Essa é a grande dificuldade da mídia brasileira: servir marmita rançosa como se estivesse oferecendo peixe fresco grelhado sobre folhas tenras. O problema não é o proselitismo de direita tout court, o problema é o proselistismo de direita, proferido por velhos funcionários da ditadura civil-militar (como Maílson e tantos outros) envolto no papel engordurado do palpite manjado, da opinião pessoal e interessada travestida de vontade geral e republicana.
Prestem atenção: a mídia está coalhada de indivíduos, colunistas, apresentadores, leitores de telepromter e outros quetais que estão ali para expressarem as vozes dos seus donos (ou dos seus patrões e dos amigos dos seus patrões). Entretanto, querem representar o papel de porta-vozes do universal, do democrático e do espírito de nosso tempo.
Ainda bem que eles são péssimos atores e atrizes. 
Coisas da vida.